Suspender ou não suspender o uso da máscara?

A flexibilização tem ganhado destaque entre especialistas da saúde, após o avanço da vacinação contra o coronavírus. Mas não é consenso entre infectologistas

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Dhayane Marques

A pandemia do Covid19 já dura quase dois anos e algumas capitais já suspenderam a obrigatoriedade do uso da máscara em ambientes externos, como Rio de Janeiro e Porto Velho, e o Distrito Federal. Alguns estados devem flexibilizar o uso do acessório até o início de dezembro. O assunto tem ganhado destaque entre especialistas da saúde. Em Goiás, ainda não há uma determinação que suspenda ouso das máscaras.

Para o médico infectologista Boaventura Braz, a suspensão do uso de máscaras deveria ocorrer apenas após 75% da população estar imunizada. “Nós estamos próximos de começar a adotar a flexibilização das medidas sanitárias, já estamos nos aproximando dos 60% das pessoas completamente vacinadas. Acredito que daqui a 40 dias podemos começar a pensar em suspender o uso de máscaras em lugares abertos”, declarou. 

Boaventura reforçou que o abandono total do uso de máscaras em locais fechados só deve ser adotado no fim da pandemia, ou seja, “quando todos estiverem vacinados”. De acordo com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás (CosemsGO), essa decisão “é de caráter técnico e deve ser orientada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES)”. Por meio de nota, a SES informou que, embora o estado já tenha vacinado mais da metade da população com duas doses, conforme registrado no painel da Covid-19 não há, por enquanto, nenhuma determinação para suspender ouso de máscaras.

RELAXAMENTO DAS MEDIDAS SANITÁRIAS 

Com o avanço da vacinação contra Convid-19, o número de casos diminuiu e as internações e mortes em decorrência da doença também apresentaram queda. No dia 19 de outubro, a Prefeitura de Goiânia publicou um novo decreto, permitindo a realização de shows na capital. De acordo com o documento, os eventos devem ser autorizados antecipadamente pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e devem obedecer às regras estabelecidas pela pasta. O decreto também ampliou a capacidade de atendimento em academias, bares, cinemas, circos, clubes recreativos, celebrações religiosas e competições esportivas, restaurantes e shoppings centers.Goiânia aplicou 1.800.199, sendo 983.480 referentes à primeira dose. Com relação à segunda dose, ou dose única, foram 684.528 doses.

Para a médica e infectologista Lissa Rodrigues Machado da Silva, as medidas de relaxamento correspondem ao avanço da vacinação na capital. “A população já está sendo vacinada e, apesar de algumas pessoas não usarem a máscara, podemos notar uma diminuição nos números de casos”, pontua. Lissa Rodrigues reforça que ainda não é o momento de suspender o uso de máscaras em lugares fechados, como: escritórios, ônibus e salas compartilhadas.

“As flexibilizações devem começar primeiro em lugares abertos e, com o passar do tempo, conforme avançamos com a vacinação e as pessoas vão sendo imunizadas, começaremos a suspender o uso em locais fechados. Aos poucos vamos voltando à normalidade”, observou Rodrigues.

SAIBA MAIS >>Dados da pandemia Segundo dados preliminares coletados no site Localiza SUS do Ministério da Saúde e disponibilizados pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES), até sexta-feira, 5, já haviam sido aplicadas 5.074.574 doses referente à primeira dose das vacinas contra a Covid-19, em todo estado. Com relação à segunda dose, ou dose única, foram vacinadas 3.423.846 pessoas. Desde o início da pandemia, foram confirmados 24.331 óbitos, o que significa uma taxa de letalidade de 2,68% em Goiás.

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