Sete brigam pela vaga de candidato ao Senado na chapa de Caiado

Maioria tem disputa como único projeto, e alguns estão abertos a composições com outras coligações, mas preferência é estar ao lado do governador em 2022

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Nome para a vaga de candidato a vice-governador, Daniel Vilela foi escolha pessoal de Caiado. Disputa pela terceira vaga da chapa será acirrada no próximo ano . Foto: Divulgação

 

 

 

O grupo de Ronaldo Caiado (DEM), eleito governador em 2018, iniciou o governo com dois integrantes declaradamente interessados na vaga de candidato a senador na futura chapa para a reeleição do democrata. Próximo de iniciar o último ano de mandato, são, pelo menos, sete que lutam pela única vaga majoritária, já que a de vice-governador será ocupada pelo presidente do MDB em Goiás, o ex-deputado federal Daniel Vilela, escolha feita pelo próprio governador. Embora alguns deles tenham como único projeto candidatura ao Senado e estarem abertos a composições com outras legendas, a primeira intenção é estar ao lado de Caiado e Daniel em 2022. 

Caiado foi eleito para o governo contando com pequeno grupo de partidos na coligação, mas, como mostrou o resultado do primeiro turno, grande apoio popular, que lhe garantiu 59,73% dos votos, ante 16,14% do segundo colocado. Em sua chapa vencedora, o atual governador tinha Wilder Morais (PSC), que concorria à reeleição, e, na proporcional, Zacharias Calil (DEM), eleito deputado federal com mais de 150 mil votos, a terceira melhor posição da disputa. Ambos eram estreantes. 

Wilder emendou a campanha em que sofreu derrota com a de 2022. A primeira ação foi abrir em Goiânia comitê para o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (hoje PL) e se aproveitar da continuidade de uma campanha de expressivo crescimento e com claros sinais de vitória. Bolsonaro foi eleito, e Wilder se tornou o mais bolsonarista dos bolsonaristas. Zacharias também apoiou desde o início a campanha de Jair Bolsonaro e, na Câmara dos Deputados, sempre se mostrou aliado e alinhado ao presidente. 

O ex-senador e o deputado iniciaram 2019 com governador e presidente aliados eleitos, bom início para ser um dos dois o nome natural do caiadismo para a única vaga na disputa ao Senado na eleição de 2022. E ambos trabalharam e se aproveitaram da proximidade com o governador para tentar viabilizar seus projetos. 

O primeiro concorrente a surgir para a dupla foi o ex-ministro Alexandre Baldy, que entrou para o grupo já em novembro do primeiro ano de governo, com a nomeação de Adriano Baldy para a Secretaria de Cultura, fruto do apoio do PP ao atual governo. Na eleição de 2018, o partido apoiou a candidatura de Daniel Vilela e elegeu Vanderlan Cardoso (hoje PSD) ao Senado. Presidente da legenda em Goiás, Alexandre Baldy deixou de lançar candidatura para continuar no ministério das Cidades, no governo de Michel Temer (MDB), e passou a ter como projeto para 2022 também o Senado. 

Baldy foi o primeiro de alguns nomes que surgiram desde então com interesse em ser candidato a senador, sobretudo na chapa de Ronaldo Caiado. Um deles foi o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiou ao PSD com a garantia de ser o nome do partido em Goiás para o Senado, seja em qual for a chapa, mas com desejo declarado de ser na de Caiado. Além dele, o deputado federal João Campos (Republicanos) também quer ser candidato a senador. O projeto se fortaleceu com a ida de seu aliado Rogério Cruz (Republicanos) para a prefeitura de Goiânia, o maior colégio eleitoral do estado. Ele dialoga com vários outros grupos e, também, sinaliza ter preferência pelo governista. 

Outro que entrou no circuito foi o também deputado federal Delegado Waldir (PSL), que apoiou Caiado na eleição, mas que havia rompido politicamente com o governador. Após movimentações nacionais pela fusão dos partidos dos dois, o PSL com o DEM, houve uma reaproximação e eles farão parte do União Brasil, tornando, assim, obrigatoriamente sua candidatura a senador ser possível pela chapa de Caiado.  

Diferentemente dos demais, Luiz Carlos do Carmo (MDB) é atualmente senador, mas, já no fim do mandato que herdou por ocupar a suplência de Caiado, quer também ser candidato com apoio dos governistas. E, segundo aliados, assim como Wilder, este é seu único objetivo político. 

 

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