Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 26 - Nº1.327 Goiânia, 13 a 19 de maio de 2012
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PMDB é a “noiva” mais atraente

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Os primeiros meses de 2012 serão de muita conversa entre os partidos políticos de Goiânia, a fim de formatar as melhores chapas que concorrerão, em outubro, ao pleito que definirá o próximo prefeito da capital. Na mesa de negociação estará o que cada partido tem a oferecer – quanto maior o poderio da agremiação, maior será o espaço de manobra para poder fechar um bom acordo. Não só as vagas de prefeito e vice-prefeito dependerão deste diálogo, mas também as chapas proporcionais e, até mesmo, espaço em uma futura administração.
De acordo com o levantamento da Tribuna do Planalto (veja o quadro), o PMDB é o partido que mais tem a oferecer em uma futura chapa. Depois das vitórias do ex-prefeito Iris Rezende, nas duas últimas eleições municipais, em 2012 o partido estará na posição de coadjuvante, com a missão de reeleger o prefeito Paulo Garcia (PT). Mesmo assim, não verá a sua importância diminuir, já que conta com uma estrutura política inigualável na capital.
Mesmo fora do comando do Paço Municipal, o PMDB possui o maior número de vereadores (9) e de deputados estaduais que têm em Goiânia a sua principal base eleitoral (5). Estas lideranças possuem grande importância na hora da eleição, pois mantêm contato direto com eleitores e líderes de bairros. Os vereadores em busca da reeleição têm um papel fundamental na campanha majoritária, pois levam o nome dos seus candidatos a prefeito às suas bases eleitorais.
Além disto, o partido contará com a influência do ex-prefeito Iris Rezende. Segundo a pesquisa Ipem/Tribuna do Planalto, divulgada há duas semanas, cerca de 40% dos eleitores goianienses dizem que votariam em um candidato apontado pelo líder peemedebista. Iris apareceu ainda com quase 20% das intenções de voto na medição espontânea - aquela em que o entrevistado diz em quem pretende votar sem que seja apresentada uma lista -, mesmo com o fato de que ele não poderá disputar o pleito. O PMDB ainda tem o segundo melhor tempo eleitoral, superado apenas pelo PT.
O partido do prefeito Paulo Garcia também larga bem para o pleito municipal. Mesmo com a baixa aprovação de sua gestão, o petista é o nome preferido do eleitorado, caso o senador Demóstenes Torres (DEM) não dispute. O PT conta com dois vereadores e três deputados estaduais com base na capital, além da grande influência do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. Apesar da distância, uma gravação em vídeo de ambos pedindo votos para Paulo tem tudo para ser uma arma poderosa.
Dos 11 partidos apresentados no levantamento, cinco já se mostram propensos a seguirem Paulo Garcia na sua caminhada à reeleição (além de PT e PMDB, o PDT, PSB e PR). A soma do poderio de cada grupo agregaria muita força à chapa de Paulo, principalmente em tempo de propaganda eleitoral no rádio e televisão (leia abaixo), caso o prefeito consiga mesmo costurar esta aliança.

Base aliada
O PSDB é o partido de oposição com mais atrativos para liderar uma chapa contra Paulo Garcia. Possui quatro vereadores, quatro deputados estaduais com trânsito em Goiânia e pouco mais de dois minutos de tempo de rádio e televisão por programa, além da máquina estadual e a influência do governador Marconi Perillo. O grande problema dos tucanos é a falta de um nome forte – o partido tem quatro pré-candidatos, mas nenhum deles ainda se mostrou capaz de ser uma alternativa real para a conquista da vitória em outubro.
O senador Demóstenes Torres é o melhor nome para concorrer à prefeitura de Goiânia, mas o seu partido não tem estrutura na capital. Sem parlamentares goianienses, o DEM contribuiria apenas com o tempo de rádio e televisão numa futura composição. Caso Demóstenes venha ser candidato, dependeria da aliança com outros partidos para aumentar o seu poderio eleitoral. Menos mal que todos os partidos da base estadual já declararam apoio ao senador, caso venha concorrer.
O PP, do deputado federal Sandes Júnior, também patina quando o assunto é estrutura partidária na capital. Sandes foi candidato nas duas últimas eleições com o apoio de partidos da base aliada e, apesar de seu bom desempenho nas pesquisas eleitorais, não terá muitos apoiadores caso seja candidato em uma chapa pura.
O PSD surge com lideranças goianienses de peso, como os deputados Thiago Peixoto, Armando Vergílio e Francisco Júnior, mas não terá tempo eleitoral para negociar. Como não existia em 2010, não participará da divisão de tempo entre os partidos com representação na Câmara Federal.
Diferentemente da aliança que Paulo pretende construir, com partidos que têm presença na capital, a base aliada teria uma estrutura razoável apenas se todos os partidos se unissem em torno de um nome. Pulverizada, só o PSDB poderá ter uma chapa competitiva em relação à estrutura partidária e, mesmo assim, enfraquecida por não ter ao seu lado os tradicionais aliados.

Prefeito deverá ter metade do tempo de televisão

A futura coligação do prefeito Paulo Garcia (PT) poderá contar com quase metade do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Segundo cálculos da Tribuna, baseados na Lei 9.504/97 que rege as normas eleitorais, uma hipotética chapa com PT, PMDB, PR, PDT, PSC, PRB, PSDC e PSB ultrapassaria os 13 minutos em um bloco de 30 minutos de programa.
Já a base aliada, considerando PSDB, DEM, PP, PTB, PPS, PT do B e PSD, teria cerca de nove minutos e meio. Estes cálculos foram feitos em um cenário com quatro candidatos, já que um terço do tempo total é distribuído igualmente a todos os candidatos fazendo, assim, com que a conta exata dependa da definição do número de candidaturas.
Em caso de divisão da base aliada, a diferença de tempo entre oposição e a chapa do prefeito poderá ser ainda maior. Neste caso, Paulo Garcia poderá ter, até mesmo, mais do que o dobro de tempo em relação à segunda chapa com mais espaço no rádio e na televisão.
Numa hipótese com seis candidatos, uma chapa com PSDB, DEM, PPS e PT do B teria cerca de seis minutos em um programa de 30. A hipotética coligação petista manteria os 13 minutos, enquanto que chapas puras de PP, PC do B, PTB e PSD contariam com tempos entre três minutos e um minuto e quarenta segundos, o mínimo que um candidato teria para esta simulação.
O tempo eleitoral é distribuído de duas formas – um terço igualitariamente de acordo com o número de chapas, e os dois terços restantes proporcionalmente ao número de deputados eleitos para a Câmara Federal, no último pleito. Desta forma, soma-se o tempo que cada partido participante da coligação tem direito de acordo com a sua bancada e acrescenta-se o tempo fixo de cada candidato.

O quinhão de cada partido

PT

* Pré-candidato: prefeito Paulo Garcia (foto) (cerca de 20%)*;
* Lideranças influentes em Goiânia: ex-presidente Lula (32,2% de influência)** e presidente Dilma Rousseff (15,1% de influência)**;
* Quantidade de vereadores titulares: 2;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 3;
* Tempo de Rádio e Televisão: 3 minutos e 21 segundos***;

PMDB

* Pré-candidato: base de apoio a Paulo Garcia (PT);
* Lideranças influentes em Goiânia: ex-prefeito Iris Rezende (foto) (41,6% de influência)** e ex-prefeito Vanderlan Cardoso (6,6% de influência)**;
* Quantidade de vereadores titulares: 9;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 5;
* Tempo de Rádio e Televisão: 3 minutos e 2 segundos***;

PSDB


* Pré-candidatos: deputado estadual Fábio Souza (8,3%)*, deputado federal Leonardo Vilela (4,4%)*, deputado estadual Túlio Isac (13,9%)* e deputado federal João Campos (6,9%)*;
* Lideranças influentes em Goiânia: governador Marconi Perillo (foto) (12,7% de influência)**;
* Quantidade de vereadores titulares: 4;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 4;
* Tempo de Rádio e Televisão: 2 minutos e 6 segundos***;

PARTIDO PROGRESSISTA

* Pré-candidato: deputado federal Sandes Júnior (foto) (cerca de 12%)*;
* Lideranças influentes em Goiânia: deputado federal Sandes Júnior;
* Quantidade de vereadores titulares: 0;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 0;
* Tempo de Rádio e Televisão: 1 minuto e 43 segundos***;

DEMOCRATAS


* Pré-candidato: Demós­tenes Torres (foto) (56,1%)*;
* Lideranças influentes em Goiânia: senador Demóstenes Torres (20,2% de influência)**;
* Quantidade de vereadores titulares: 0;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 0;
* Tempo de Rádio e Televisão: 1 minuto e 41 segundos***;

PR

* Pré-candidato: base de apoio a Paulo Garcia (PT);
* Lideranças influentes em Goiânia: deputado Cláudio Meirelles (foto);
* Quantidade de vereadores titulares: 2;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 1;
* Tempo de Rádio e Televisão: 1 minuto e 36 segundos***;

PSB

* Pré-candidato: base de apoio a Paulo Garcia (PT);
* Lideranças influen­tes em Goiânia: empresário Júnior do Friboi (foto) (0,4% de influência)**;
* Quantidade de vereadores titulares: 2;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 0;
* Tempo de Rádio e Televisão:
1 minuto e 22 segundos***;

PDT

* Pré-candidato: base de apoio a Paulo Garcia (PT);
* Lideranças influentes em Goiânia: deputado estadual Misael Oliveira (foto);
* Quantidade de vereadores titulares: 1;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 1;
* Tempo de Rádio e Televisão: 1 minuto e 3 segundos***;

PTB

* Pré-candidato: deputado federal Jovair Arantes (cerca de 6%)*;
* Lideranças influentes em Goiânia: deputado federal Jovair Arantes (foto);
* Quantidade de vereadores titulares: 1;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 1;
* Tempo de Rádio e Televisão: 51 segundos***;

PCdoB

* Pré-candidato: deputada estadual Isaura Lemos (foto) (cerca de 8%)*;
* Lideranças influentes em Goiânia: deputada estadual Isaura Lemos;
* Quantidade de vereadores titulares: 2;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 1;
* Tempo de Rádio e Televisão: 35 segundos***;

PSD

* Pré-candidatos: deputado estadual Francisco Júnior (3,5%)* e deputado federal Armando Vergílio (foto) (1,8%)*;
* Lideranças influentes em Goiânia: deputados Francisco Júnior, Thiago Peixoto e Armando Vergílio;
* Quantidade de vereadores titulares: 2;
* Quantidade de deputados estaduais que representam Goiânia: 1;
* Tempo de Rádio e Televisão: sem tempo;


* Resultado dos cenários estimulados da pesquisa Ipem/Tribuna do Planalto, realizada entre os dias 3 e 6 de dezembro de 2011 e divulgada no dia 11 de dezembro;
** Resultado do quadro de influência da mesma pesquisa;
*** Tempo calculado proporcionalmente à bancada eleita nas eleições 2010 pelos respectivos partidos na Câmara Federal. Foram considerados os 2/3 em um bloco de 30 minutos, de acordo com a Lei 9.504/97;

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