Mais uma vez estamos vivenciando o clima do Natal, que exala solidariedade. Tudo, em meio às notícias que evidenciam a crise na economia européia, os levantes no Egito, a morte do ditador da Coréia do Norte, Kim Jong II, inquietando a Ásia, os primeiros passos das eleições presidenciais americanas do ano que vem, e a economia brasileira navegando sobre a crise.
Seja qual for o credo religioso, a coloração política e/ou a formação acadêmica, não há como não reconhecer que o Natal tem a sua importância na construção de um mundo mais humano e igualitário.
Solenidade cristã que celebra o nascimento do Cristo, a data para a sua celebração é o 25 de dezembro pela Igreja Católica Romana e o 7 de janeiro, pela Igreja Ortodoxa.
Após a celebração da Páscoa, a comemoração mais venerada é certamente o Natal, que é encarado, universalmente, por pessoas de credos diversos, como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade.
Pelo menos as aparências indicam que um sentimento de solidariedade invade os corações, doações são feitas, reconciliações se concretizam e desejos de paz e felicidade ecoam em meio a músicas angelicais.
Os necessitados são mais lembrados e, com a proximidade do fim do ano, promessas de uma nova vida são feitas. É como se a maldade deixasse de existir, pois o amor é manifestado em cada gesto e refletido em cada semblante.
Um dia após a data natalina, tudo volta à normalidade: os miseráveis deixam de ser olhados, as promessas são esquecidas e, como num passe de mágica, deixamos de lado a essência do amor.
Sem querer estragar as festas de fim de ano, seria muito bom que as pessoas agissem assim durante todo o ano, deixando predominar os sentimentos de solidariedade e amor ao próximo, manifestando-se sem hipocrisia.
Evidentemente que, nesse clima de harmonia, todos pensamos num mundo onde não houvesse violência, as desigualdades desaparecessem, não houvesse guerras. Enfim, um mundo de paz e amor, em que cada um faça a sua parte, a começar por nós.
Pois é em função de um Goiás melhor e, por consequência, de um Brasil melhor, que a atividade política deve ser exercida com transparência, com responsabilidade e com larga visão de políticas públicas consequentes, que resultem em vida melhor para toda a nossa população.
É por isso que tenho pautado a minha vida pública por uma visão acentuada do social. Tenho procurado criar, apresentar e relatar projetos que modifiquem para melhor a vida das pessoas e elevem o índice de desenvolvimento humano da população brasileira.
Foi com esse pensamento, que estejamos bem ao longo de todos os nossos dias, que dei início, em 1996, ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o Peti, que hoje atende a cerca de um milhão de crianças em todo o Brasil. Igualmente, foi assim pensando que relatei aquela que, sancionada, é considerada a Lei mais perfeita sancionada pelo então Presidente Lula: a Lei Maria da Penha, que restaurou a dignidade da mulher brasileira e que corresponde à metade de nossa população.
Foi pensando na saúde permanente da mulher brasileira que apresentei o Projeto de Lei que criou o Dia Nacional da Mamografia instituindo, oficialmente, o alerta contra o câncer de mama e a necessidade de sua prevenção.
Também pensando na criança brasileira e na educação relatei o Projeto de Emenda Constitucional que eliminou, gradativamente, a Desvinculação dos Recursos da União, a DRU, da educação, proporcionando ao setor cerca de 12 bilhões de reais a mais.
Preocupada com o desenvolvimento do Centro-Oeste fui relatora do Projeto de recriação da Sudeco, que pode ser um instrumento de afirmação de nossa região. Não satisfeita propus a instalação do Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste, o BDCO, para ser o braço financeiro da Sudeco.
Voltada para milhares de pessoas desenganadas pela medicina, coordenei, como então presidente da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, a votação do Projeto que permitiu, no Brasil, as pesquisas com células-tronco.
Neste ano presidi a Comissão de Serviços de Infraestrutura, onde pensamos a infraestrutura do país em todos seus aspectos.
Espero que todos, em melhores condições de vida, festejemos as festas de fim de ano, sem esquecer que temos uma vida inteira para ser vivida.
Lúcia Vânia é jornalista e senadora (PSDB-GO).








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