Final de ano é época de balanços. Aqui na Tribuna, não temos muito o que reclamar. Foi um ano de muito trabalho, é verdade. Mas, principalmente, de superação, para ficarmos na palavra do momento. Exatamente o que nos permite afirmar que caminhamos para um 2012 de boas perspectivas. Especialmente por se tratar de um ano eleitoral, o que permitirá à Tribuna exercer aquela que é sua vocação natural - fazer jornalismo político de qualidade.
Mas não é só de política que vive esta Tribuna. Nesta edição, por exemplo, o caderno Comunidades é o destaque. A diversidade e o cuidado acerca dos temas ali tratados refletem o ritmo do entusiasmo do editor Gilberto G. Pereira, e o trabalho dedicado dos repórteres que o auxiliam.
A Mariana Vaz mostra a dificuldade que pais, mas principalmente as crianças, terão para usufruir dos equipamentos públicos de lazer da capital. Na verdade, não terão acesso a praticamente nenhum, já que os dois principais se encontram fechados.
O fato é que nem o zoológico nem o Mutirama estarão à disposição da criançada nestas férias de final de ano. O zoológico, que chegou a ser prometido para o Dia das Crianças, só deve ser reaberto a partir de 15 de fevereiro.
Já o Mutirama, envolto em polêmica devido a licitação de parte dos brinquedos, promete ser a grande atração das férias de julho do ano que vem (leia na página 3). Até lá, um passeio pelo shopping ou um cineminha são algumas das opções que resta à meninada.
Os shoppings, aliás, são o tema de uma outra reportagem, de autoria de Clenon Ferreira (leia na página 4), que mostra como o crescimento econômico, aliado ao poder de compra das classes C, D e E, têm contribuído para alavancar o setor.
Por falar em compras, a repórter Diene Batista traz uma abordagem polêmica acerca de um dos aspectos do Natal - a sua ligação histórica à atividade solidária.
Para o doutor em Ciências da Religião e coordenador do Departamento de Filosofia e Teologia da PUC-GO, Valmor da Silva, a bondade de fim de ano, ao contrário do que parece, está ligada diretamente ao espírito capitalista e consumista (leia na página 5).
Sob a mesma perspectiva realista a reportagem “É tempo de falar de drogas” (leia na página 7) promove um debate sobre os malefícios do que é lícito e ilícito.
Para a coordenadora da Divisão de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Heloísa Massanaro, nesse debate, a regulamentação nada tem a ver com a saúde do indivíduo, mas com questões econômicas e de costumes morais da sociedade.
Definitivamente, um tema que merece reflexão o ano inteiro.
Boa Leitura e Feliz Natal!








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