Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 26 - Nº1.327 Goiânia, 13 a 19 de maio de 2012
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cultura

Goiânia das vozes e dos sons

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A8 Cultura bruna mendez

Todo o início de ano Goiânia abre as portas para a maior atividade realizada no estado. O projeto Canto de Ouro é sinônimo de ousadia, diversidade e cultura. São treze semanas de shows com os maiores nomes da música local. Este ano, a 5º edição do festival começou mais cedo. Sua abertura aconteceu no prólogo do mês, dia 12 de janeiro, e a cantaria se estenderá até 22 de abril.
A novidade deste ano são os 11 elencos que se apresentam aos domingos. Cada espetáculo conta com três cantores, à exceção de alguns domingos, que o palco do Goiânia Ouro, se tornará um sarau musical representado por bandas de reggae, samba, musica regional, e é claro, de rock.
Na abertura do festival, quem brilhou foi a goiana Bruna Mendez. A cantora, de apenas 20 anos, abriu as festividades com ritmo e som da música popular brasileira. Segundo ela, foi gratificante participar, pela primeira vez, já abrindo a temporada dos espetáculos. “É sempre bom poder mostrar o que tenho feito e produzido, com a minha banda, o Coletivo Musical.”
A banda, da qual Bruna é a vocalista, se apresentou sem ela no festival. Apesar disso, a artista diz que o público entende que não é somente ela ali, no palco. “O público sabe que não estou sozinha. Mostrar minhas canções para pessoas diferentes é importante para divulgação do Coletivo Musical. Não conquistaríamos se não fosse pelo Canto de Ouro.”
Sobre a dinamização da cultura goiana, Bruna afirma que Goiânia passa por um momento de mudanças. “É fato que temos uma forte sintonia com o rock e seus festivais. O que acontece hoje em Goiânia, independente do estilo musical, deve-se muito ao rock. Mas apesar de tudo que foi construído na Capital do Rock, neste momento, Goiânia não precisa de mais uma boyband de rock cantando em inglês.”
A vocalista acredita que surgirão mais bandas com misturas rítmicas. “Estamos em um momento onde a música é multifacetada, em que o artista procura meios de atingir não só o público estratégico, mas se encaixar em diversos elementos que leve sua música para pessoas que talvez nunca fossem escutar determinados estilos musicais. É totalmente possível encaixar um baião, samba, rock ou bossa nova numa mesma banda, ou numa mesma música.
Nesse universo da música interdisciplinar, são os festivais os principais divulgadores de novas bandas que surgem de todos os cantos do estado de Goiás. “Acredito que os festivais, principalmente o Canto de Ouro, servem basicamente para dar oportunidade para artistas mostrarem o que já está acontecendo. Movimentam as mudanças da cena musical goiana.”

Caldeirão cultural
É a diversidade cultural que encanta os espectadores da 5º edição do Canto de Ouro. Mesmo sendo um projeto vinculado à MPB, entre o rock o samba, ainda passam pelo repertório do festival o reggae, sertanejo de viola, pagode e rock. São dois elencos semanais, quatro atrações apresentam-se de quinta à sábado e três atrações apresentam-se nos domingos.
Uma das vantagens do evento está em sua programação iniciar-se em janeiro, período no qual há pouca oferta de eventos culturais. As atrações de domingo começam no dia 29 de janeiro, com os cantores Pedro Oliveira, Viviane Vaz e Carlinhos Trivelli. São essas apresentações que comprovam a dendencia de diversificação musical do projeto, abrindo as portas para todos os gêneros musicais.  
Para o organizador do evento, Carlos Brandão, o festival divulga as produções culturais de excelente qualidade, vinculadas com apresentações de novos nomes da cena musical de Goiás. "O Canto de Ouro diversifica as músicas e mostra o que está sendo feito e produzido no estado, com muita qualidade literária e melódica.”
A Loja do Goiânia Ouro, que já disponibiliza CDs e DVDs de músicos locais durante o ano todo, têm os discos de todos os participantes do projeto. O público, após os espetáculos, caso queira levar para casa o trabalho do artista que acabou de assistir, pode fazê-lo na hora. A maior parte desses CDs foram gravados com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Para a cantora Maria Eugênia, o projeto dá uma grande amostra do que é feito pelos artistas goianos. Isso não só para o público, que vem prestigiando desde a primeira edição, mas para os próprios artistas. “O novo formato permite esta integração, pois não são quatro shows, mas um show com quatro artistas, que querem mostrar seu trabalho, mas também são convidados a dividir músicas, visitando o trabalho um do outro.”
Para ela, a cultura goiana precisa ser valorizada. “Muitas vezes somos coadjuvantes em nosso próprio estado. Precisamos participar desses espetáculos musicais, assim como a incorporação de toda a cultural do estado de Goiás, para apreciar o que os músicos produzem. Temos muito a ganhar valorizando a nossa identidade.”


Serviço

Local: Teatro do Goiânia Ouro
Endereço: Rua 3, esquina da rua 9, Setor Central
Horário: 21h
Ingressos: R$12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia)

Programação de Fevereiro

2, 3 e 4 de fevereiro
* Cristina Guedes
* Ingrid Goldfeld
* Fernanda Guedes
* Lucas Farias

5 de fevereiro
* Miriam Veiga
* Rainy Ághata
* Pedro Scallon

9, 10 e 11 de fevereiro
* Gustavo Ribeiro
* José Teles
* Ton Mus
* Milla Tulli

12 de fevereiro
* Unidade MRT
* Flor D' Já

23,24 e 25 de fevereiro
* Quinteto Harmonizza
* Grupo Essência
* Fé Menina
* Adalto Bento Leal

26 de fevereiro
* Leonardo Lorena
* Alba Franco
* Nildo Santos

Fonte: Goiânia Ouro

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