Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 27 - Nº 1.380   Goiânia, 19 a 25 maio de 2013
 
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Finalmente ele está de volta

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A7-MUTIRAMA-FOTO PAULO JOSE 28-06-12 014

Um dos maiores sím­bolos de diversão e lazer de Goiâ­nia pa­rece ressurgir co­mo uma fênix no imaginário dos goianos. Não é preciso ter muita idade por aqui para já ter passado tardes e mais tardes no Parque Mutirama. No entanto, o descaso com que o local vinha sendo tratado acabou o transformando em um parque fantasma nos últimos anos.
Mas após uma licitação, no mês de março do ano passado, durante a gestão do prefeito Paulo Garcia a obra foi iniciada. A previsão é de que a obra seja concluída até o fim do ano. No cronograma, consta que, a­lém da reforma do Parque Mu­ti­rama e da instalação de novos brinquedos, um túnel na Ave­nida Araguaia e uma plataforma sobre a Marginal Bota­fo­go também seriam construídos.
Nesse primeiro momento, apenas o Mutirama será entregue à população goiana. A abertura ao público ocorre na próxima sexta-feira, 6. A partir desse dia, cinco mil passaportes estarão disponíveis diariamente, com ingresso ao preço de R$ 10 para adultos e crianças acima de 12 anos. Será cobrada meia entrada para crianças abaixo de 12 anos, e também estudantes.
A ideia é que após um período de adaptação, que deve seguir até o mês de agosto, o fluxo do parque aumente significativamente. “A intenção é que possamos receber cerca de 30 mil pessoas diariamente”, informa o novo secretário da Secretaria de Esporte e Lazer Wesley Batista da Silva.
Desde a semana passada, o parque abriu parcialmente apenas para alunos da rede municipal de educação com escolas pré-agendadas e também para filhos dos funcionários que trabalharam nas obras. Essa política denominada soft open, a­ber­tura controlada, funciona co­mo termômetro para os últimos ajustes do local, relata Silva.

De cara nova
Quem entra no parque, demora a reconhecer os antigos locais de brincadeira. As quadras de basquete e pista de skate não existem mais. No local, o famoso Tobogã chama a atenção dos visitantes. O Mutirama tem agora outra cara. De acordo com informações da Prefeitura de Goiânia, o novo parque custou R$ 28 milhões aos cofres municipais.
Por toda a extensão do parque, há também lanchonetes. Antigos ambulantes que trabalhavam no local foram cadastrados e agora são os responsáveis pelas barracas de comida. No entanto, daqui seis meses haverá uma licitação realizada pela prefeitura para regularizar a situação das barraquinhas. Ao todo, 300 funcionários trabalharão no parque diariamente.
Das 29 atrações do espaço, apenas cinco foram reformadas, o restante foi trocado por brinquedos mais novas e com novas concepções de espaço. De acordo com o secretário, o novo Parque Mutirama foi planejado não apenas com uma concepção de diversão, mas também de gerar educação, ciência e esporte ao visitante.
Exemplos disso são brinquedos como Volta ao Mundo, antigo Autorama, que ao longo do percurso apresenta várias esculturas de diversos povos do mundo, a Ferrovia Goiás, agora com três quilômetros de extensão e com duas locomotivas e, talvez um dos mais impressionantes brinquedos do parque, o Palácio de Alhambra, que revela três importantes civilizações em um divertido passeio de barco.
A imponência de algumas atrações promete chamar a atenção não só da criançada como também dos adultos. Há ali desde os brinquedos com tamanhos reduzidos a uma Super Jet, montanha-russa, e o Turbo-Drop, uma torre com 27 metros, que promete liberar muita adrenalina aos visitantes.

Gerações
Criado na década de 1960, o Parque Mutirama faz parte do Parque Botafogo, que possui uma mata com espécies nativas e várias nascentes. O projeto foi levantado com recursos dos cofres municipais, fato que se repete com o término das de­mais obras do complexo, como o túnel da Avenida Araguaia e a ponte sobre o Par­que Botafogo. A área do denominado complexo Mutirama/Bo­tafogo é histórica e foi criada no plano original de Goiânia em 1938.
Um ponto que levantou bas­tante polêmica durante a obra foi a compra e revitalização dos brinquedos. A principal denúncia referia-se à compra de uma montanha-russa, de­nun­ciada pelo vereador Elias Vaz. A prefeitura pagou cerca de 2,7 milhões por um equipamento que teria pertencido a um parque temático da capital paulista. Porém o vereador levantou indícios de que o valor pago pela prefeitura era exorbitante.
De acordo com Adilson Capel Rocha, sócio da empresa Astri, a responsável pelo fornecimento e execução das obras no Mutirama, o valor da montanha-russa está dentro dos valores normais de mercado. “Não teria como adquirir uma montanha-russa desse porte por apenas um milhão e meio como havia sido levantado. Isso é uma inverdade, e  temos consciência do que falamos. Tudo isso será explicado judicialmente”, afirma.

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