Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 27 - Nº 1.380   Goiânia, 19 a 25 maio de 2013
 
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Aumenta a pressão para convo­car Siqueira

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P6 - matéria 1 - Siqueira-Campos

Deputados e senadores de oposição in­tensificaram o cerco contra o governador Siqueira Campos (PSDB). O objetivo é que ele seja convocado para prestar depoimento na CPMI do Cachoeira sobre a suposta relação de seu governo com o contraventor Carlinhos Cachoeira. O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) classificou a suposta parceria de "tenebrosa". "Esse depoimento é muito emblemático. Porque em nível de Es­tado também com o governador Siqueira Campos a relação Cachoeira-Delta é tenebrosa, duvidosa, suspeita e gra­ve", avaliou o parlamentar. Alencar lembrou que a comissão tem requerimentos que pedem a convocação do go­vernador Siqueira Campos à comissão. Um é de autoria do deputado Leonardo Piccia­ni (PMDB-RJ) e outro do de­putado Rubens Bueno (PPS-PR).
Outros parlamentares também pedem a convocação de Eduardo Siqueira Campos, como o senador do Amapá Randolfe Rodrigues (PSOL). Em relação a Raul Filho (PT), prefeito de Palmas, o deputado Chico Alencar também não poupou críticas. Ele disse que Raul representa o que há de arcaico na política, por prática de nepotismo, contas bancárias pulverizadas e funcionários fantasmas, além de ter passado por vários partidos, alguns até conservadores, como o PDS, sucessor da Arena.
"Mas tudo isso revela que esse tipo de política e financiamento de campanha, é a porta de entrada da corrupção, ele é insustentável", defendeu o parlamentar do Psol. Alencar disse que a barganha esse 'Toma lá dá cá' que existe pelo País adentro, é que degrada a política, degenera a credibilidade da vida institucional e política. “Quero deplorar esse tipo de procedimento”, disse.
O vice-presidente da Co­mis­são Parlamentar de In­quérito (CPI) do Cachoeira, Paulo Teixeira (PT-SP), disse ao Portal UOL, que o governador Siqueira Campos (PSDB) deve ser convocado para prestar depoimento. "O governador do Tocantins deverá ser convocado porque todas as relações que conduziram ao prefeito de Palmas conduzem igualmente ao governador", declarou Paulo Teixeira, referindo-se ao prefeito Raul Filho (PT), que depôs há algumas semanas.
Denúncias revelam que empresas ligadas ao grupo de Carlinhos Cachoeira, citadas na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, teriam doado R$ 4,3 milhões à campanha do PSDB no Tocantins em 2010, quando Siqueira se elegeu. No total, o diretório recebeu R$ 10,5 milhões. Além disso, o governador responde a uma ação de improbidade do Ministério Público por contratar irregularmente a Delta por R$ 14,7 milhões, sem licitação. A empresa é apontada pela PF como o principal braço empresarial do esquema de Cachoei­ra. A decisão sobre a convocação de Siqueira Campos e outras pessoas, no entanto, só será feita em agosto, após o recesso parlamentar.

Esquemas
A revista Isto É cita, além do prefeito de Palmas, Raul Filho e do governador Siquei­ra Camposo, o secretário estadual de Relações Institucio­nais, Eduardo Siqueira Cam­pos, filho do governador, como supostamente envolvidos no esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. A revista lembra o Raul pedindo apoio de Cachoeira à sua campanha eleitoral de 2004. O PT só espera o fim das eleições municipais deste ano para expulsar Raul da legenda.
"Mas a farra com o dinheiro público atravessou os limites municipais e alcançou o coração do Palácio Araguaia", diz a revista. Conforme a Isto É, "agora, espera-se que o governador tucano Siqueira Campos e seu filho, o secretário de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, sejam convocados a dar explicações [à CPMI do Cachoei­ra] sobre a relações com o contraventor".
A revista diz que, segundo a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, o empresário Rossine Aires Guimarães, "importante parceiro de negócios de Cachoeira", foi o maior doador da campanha de Siqueira em 2010 - ele doou R$ 3 milhões, e somente depois das eleições. "Em troca, o grupo do bicheiro teria sido favorecido com contratação da Delta por R$ 14,7 milhões, sem licitação", afirma a revista.
O governo Siqueira Cam­pos tem se defendido afirmando ter pago apenas R$ 1,3 mi­lhões desse contrato com a Delta, que também é questionado pelo Ministério Público Estadual (MPE). No dia do depoimento de Raul, na terça-feira, 10, o vice-presidente da CPMI, deputado Paulo Texei­ra (PT-SP), disse que Siqueira deverá ser convocado para depor.

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