Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 27 - Nº 1.380   Goiânia, 19 a 25 maio de 2013
 
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politica

PMDB e PSDB disputam hegemonia no interior

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O panorama das candidaturas nas eleições de 2012 confirma a força de PMDB e PSDB, os dois principais partidos em Goiás. Matéria da Tribuna no início de julho já mostrava o predomínio das duas agremiações nos 20 maiores colégios eleitorais goianos. Em novo levantamento, agora incluindo todos os 246 municípios do Estado, a reportagem diagnosticou que esta situação se repete por todo o Estado, mostrando que tucanos e peemedebistas vão brigar cidade por cidade pela hegemonia política do interior.
O PMDB terá 122 candidaturas, enquanto o PSDB brigará por 120 municípios. O predomínio de ambos sobre as outras siglas é amplo. O terceiro partido na lista é o recém-criado PSD, que irá disputar 54 prefeituras.
A polarização entre os dois partidos ocorre de forma equilibrada. Nas nove regiões de Goiás (veja o mapa), em apenas uma PMDB ou PSDB está fora da primeira posição em número de candidatos - no Entorno de Brasília, o PTB é quem tem o maior número de postulações, com oito candidaturas.
Nas regiões restantes, o PMDB e o PSDB disputam a hegemonia cidade por cidade. Em apenas duas há uma ligeira vantagem para cada um dos lados. No Nordeste, os tucanos têm três candidaturas a mais que os adversários. Já no Sudoeste, os peemedebistas possuem seis candidatos a mais que os rivais.
As razões para o domínio de ambos são históricas. Desde a redemocratização, o PMDB despontou como o partido mais forte de Goiás, capitaneado pelo ex-prefeito Iris Rezende. No período, o líder peemedebista foi go­vernador duas vezes (entre 1983 e 1986 e entre 1991 e 1994), além de ter sido Ministro da Agricultura no governo de José Sarney, o que reforçou a importância do partido no Estado.
O PSDB goiano, formado de uma dissidência do PMDB, despontou em meados da década de 90, e teve na atual senadora Lúcia Vânia uma de suas lideranças, juntamente com o ex-prefeito Nion Albernaz. Mas foi em 1998 que os tucanos começaram sua consolidação como um dos polos políticos em Goiás, quando o atual governador Marconi Perillo derrotou Iris Rezende na eleição para governador.
O triunfo marconista enfraqueceu o PMDB ao mesmo tempo em que fortaleceu o PSDB. Fortalecido por estar à frente do Palácio das Esmeraldas, Perillo impulsionou os tucanos, que cresceram em importância no Estado. Em 2004, por exemplo, o partido elegeu quase 90 prefeitos.

Crescimento
Excluídos os dois principais partidos, as siglas restantes travam disputas equilibradas. Algumas delas mostram notável crescimento, como é o caso do recém-criado PSD, que, em menos de um ano, já possui 54 candidaturas.
Além disso, os pessedistas têm boas chances em cidades importantes, como Aparecida de Goiânia, com o deputado estadual Ademir Menezes, Rio Verde, com o atual prefeito Juraci Martins, e Luziânia, com o deputado estadual Cristóvão Tormin. Os três municípios são, respectivamente, o segundo, o quarto e o quinto na lista dos maiores colégios eleitorais do Estado.  Em Goiânia, o partido ainda tem o candidato a vice Fra­ncisco Júnior na chapa do petebista Jovair Arantes, principal rival do atual prefeito Paulo Garcia (PT).
Quem também apresenta crescimento é o PTB, que em 2008 teve 29 candidatos e agora aparece com 48. Depois da última eleição, os petebistas realizaram intenso trabalho nas cidades do Entorno de Brasília, o que contribuiu para o crescimento do número de candidaturas.
Neste ano, a sigla mantém esperanças de eleição em Goiânia, com Jovair Arantes, que conseguiu união da base marconista e sairá como candidato único. O PTB também tem uma candidatura forte em Águas Lindas de Goiás, onde Hildo do Candango é apontado como o principal adversário do atual prefeito, Geraldo Messias (PP).

Pontos negativos
O DEM apresentou um ligeiro crescimento em relação a 2008, quando teve 40 candidatos. Neste ano, a sigla terá 50 postulantes a prefeituras, mas, apesar disso, pode-se considerar que  os democratas perderam prestígio político, pois não possuem candidaturas próprias em cidades importantes.
Outro problema é que o partido perdeu dois prefeitos que iniciam a campanha como favoritos à reeleição. Em Rio Verde e em Cristalina, respectivamente, o DEM viu Juraci Martins e Luiz Carlos Attiè passarem para o PSD, minando as principais oportunidades da sigla no Estado.
O PR foi um dos que mais perdeu em relação às últimas eleições municipais. Em 2008, os republicanos tiveram 74 candidatos, mas, neste ano, caíram para apenas 17. O principal motivo da queda foi a saída do deputado federal Sandro Mabel, atualmente no PMDB, que era o principal nome do partido em Goiás e o aglutinador de forças, especialmente no interior.
No ano passado, Mabel entrou em rota de colisão com a executiva nacional da sigla quando lançou sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Por causa da briga, o deputado goiano pediu desfiliação e acabou indo para o PMDB, fato que atingiu o desempenho no PR nas eleições de 2012.
Outro partido que perdeu força foi o PP, que viu o número de candidaturas cair pela metade (de 97 para 48). No seu caso, a causa foi que, em 2008, os progressistas tinham respaldo do governador Alcides Rodrigues, que impulsionou o crescimento da sigla. Com o fim do mandato, o PP, apesar de estar entre os partidos com mais candidaturas em Goiás, perdeu força no estado.
Por fim, o PSB mostrou um ligeiro crescimento no número de candidatos a prefeito, passando de 20 para 29. O resultado, porém, é tímido, considerando que o vice-presidente do diretório estadual, o empresário Júnior do Friboi, desenvolveu um pesado trabalho de base desde o ano passado, sobretudo no interior do estado, para acelerar o crescimento do partido em Goiás.

Número de candidatos por região


Norte
PSDB e PMDB - 13
PSD – 9
PP - 8
DEM – 6
PT – 5
PSB – 4
PDT e PTB – 3
PPS e PT do B – 2
PSOL, PC do B, PHS, PRP, PSC e PR - 1

Oeste
PMDB - 28
PSDB – 27
PSD - 14
PP - 10
DEM e PSB - 8
PTB - 7
PT - 6
PDT - 4
PR e PRB - 3
PT do B, PPS e PSC - 2
PCB, PSDC, PV, PTN, PHS, PRTB, PSL e Psol - 1

Sudoeste
PMDB – 20
PSDB – 14
PT – 7
DEM – 6
PSD – 5
PTB e PTC – 3
PT do B – 2
PP, PR, PRP, PDT, PSC, PRB e PPS – 1

Nordeste
PSDB - 9
PMDB - 6
PSD e DEM - 5
PSB - 4
PT, PTC e PDT - 3
PP, PR e PPS - 2
PSOL, PSL e PTB – 1

Centro
PMDB - 18
PSBD - 17
DEM - 8
PT - 7
PTB - 6
PP e PDT - 5
PSD, PSB e PPS - 3
PHS e PR - 2
PT DO B, PSL, PSC, PRTB e Psol - 1

Entorno de Brasília
PTB – 8
PSDB – 7
PSD e PT – 6
PDT, PMDB e Psol – 5
PP – 4
PSB e PR – 3
PMN, PTC, DEM e PPL – 2
PPS, PHS, PSL, PRB e PSC – 1

Região Metropolitana de Goiânia
PMDB – 10
PSDB e PP – 8
DEM e PTB – 6
PSD e PDT – 5
PT e PSC – 3
Psol e PSB – 2
PCB, PHS, PMN, PPL, PC do B, PSTU, PTN, PT do B, PR e PRTB – 1

Sudeste
PSDB – 12
PMDB – 10
PT – 9
PTB, PP, PR, PT do B e DEM – 3
PSD – 2
PDT – 2
PHS, PSB, PTC e PTN – 1

Sul
PMDB e PSDB – 12
PP – 7
DEM e PTB – 6
PSD e PT – 5
PSB – 3
PV e PRP – 2
PRB, PDT, PR, Psol, PPS, PTC e PSC – 1

 

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