
O governador Marconi Perillo reafirmou os incentivos ao setor sucroenergético durante o I Congresso do Brasil Central - Canacentro 2012, realizado na sede da Federação de Agricultura do Estado de Goiás (Faeg). Ele reafirmou o entusiasmo com a atividade sucroalcooleira. Lembrou que desde o seu primeiro governo, iniciado em 1999, tem adotado políticas pioneiras de incentivo, que tiveram respostas imediatas com a expansão da produção e da produtividade, aspectos que geraram impacto no crescimento econômico que Goiás experimenta até os dias atuais.
"Recentemente, retomamos as ações com o objetivo de recuperar a competitividade do setor sucroalcooleiro goiano. Assinamos o decreto que amplia, paulatinamente, no prazo de seis meses, o benefício do crédito outorgado de ICMS de 30% para 60%. Na prática, o setor volta a ter os mesmos incentivos que tinha no nosso primeiro governo, quando poderia desonerar em até 70% o ICMS por meio dos programas Fomentar/Produzir", anunciou.
Informou ainda que a lei em vigor permite a retroatividade. O crédito outorgado sofreu redução para 30% no ano de 2008 e, de lá para cá, o setor começou a perder mercado. Desde a adoção do crédito outorgado, há mais de 12 anos, o número de usinas em Goiás saltou de 11 para 34. Atualmente, duas outras estão em reforma e três prestes a concluir a planta de produção. O setor gera mais de 100 mil empregos diretos e indiretos em todo o Estado.
"É evidente que, em mais esta arrancada, estamos amparados nos importantes investimentos que nosso governo realiza em logística de transportes, o que permite a ampliação das alternativas de escoamento da produção e a redução significativa dos custos", destacou. Disse que a meta é criar condições para que o álcool anidro e o açúcar, que são produzidos em Goiás, cheguem ao mercado nacional sempre a preços mais competitivos.
"Em tempos ásperos, num universo ainda cravado pela turbulência da crise financeira internacional que arruína nações, a economia de Goiás avança a índices, eu diria milagrosos, uma verdadeira bênção de Deus", acrescentou. Para comprovar a pujança de Goiás, apesar da crise financeira, Marconi lembrou que o Produto Interno Bruto de Goiás cresceu 6,6% no primeiro trimestre de 2012, em comparação ao mesmo período do ano anterior, um resultado oito vezes maior do que o PIB do Brasil que ficou em 0,8%.
Outro dado, segundo o governador, ainda mais alentador, foi divulgado recentemente pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o Caged, ao revelar que Goiás foi o Estado que mais gerou postos no mercado durante o primeiro semestre: um crescimento de 6,87%. Foram 74 mil 176 novas vagas, o maior avanço dentre todos os estados. Goiás voltou a liderar o crescimento industrial no semestre e, lembrou ainda, "surpreendeu o país com um expressivo índice de 9,2%, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE".
Além de programas de reconstrução de rodovias e pavimentação de novas estradas, o governador citou o Bolsa Futuro como suporte ao crescimento econômico através da qualificação profissional. "O Bolsa Futuro é hoje o maior programa de qualificação profissional do País. O objetivo é preparar 500 mil goianos até 2014 para as vagas de trabalho geradas pela rápida expansão da economia goiana", explicou.
Mencionou ainda o Plano de Ação Integrada de Desenvolvimento - PAI - que permite investimentos da ordem de R$ 47 bilhões na economia de Goiás nos próximos dois anos e meio. São medidas pontuais representadas em 40 programas subdivididos em 120 projetos.
"Inovação, sustentabilidade e tecnologia de ponta são as premissas para este novo ambiente econômico em Goiás, cujas metas são impulsionar negócios e estimular a atividade empreendedora que cria milhares de empregos. Queremos, cada vez mais, reforçar a via da competitividade que, certamente, nos levará à condição de o Estado mais próspero do País", disse confiante.
Ele entende que Goiás tem vocação para crescer a partir da diversificação das atividades produtivas, ao manter total abertura para novos investimentos que tenham a ótica do equilíbrio. "A sustentabilidade está no centro das nossas metas”, afirma.