Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 27 - Nº 1.384   Goiânia, 16 a 22 de junho de 2013
 
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Goiânia na Ponta do Lápis 2012

No time principal

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Editorial

A cada ano, os alunos das redes municipal e particular de ensino da capital são estimulados, através do concurso de redação Goiânia na Ponta do Lápis, projeto do jornal Tribuna do Planalto, desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (SME), a ler, pesquisar e escrever, com o objetivo principal da promoção da cidadania.
E já são 13 edições realizadas com muito sucesso, em que o apoio de diretores da SME, gestores e educadores das unidades regionais de ensino é a grande diferença para a credibilidade e continuidade do concurso, que já conquistou o seu espaço no setor educacional, e é aguardado com ansiosidade pelos alunos no início de cada ano.
E são esses professores, diretores e coordenadores que, por toda a responsável tarefa no educar, reforçam a proposta da Tribuna de transformar a informação em aliada didático-pedagógica, fazendo com que a leitura e a escrita sejam práticas prazerosas do dia a dia no ambiente escolar.
E é essa prática, em busca da formação cidadã das crianças e jovens, o principal objetivo do concurso Goiânia na Ponta do Lápis, hoje consolidado como um dos melhores projetos voltados para a educação na capital.
Além disso, ao provocar o debate de temas que são de suma importância para a sociedade, muito mais do que o simples escrever, os alunos têm a oportunidade de mensurar o sentido da responsabilidade social e da conscientização de seus direitos e deveres, tornado-se capazes de respeitar o seu espaço e o espaço do outro.   
Assim, ao final dessa edição, com a participação recorde de alunos e a execução de todas as etapas de forma responsável, desde o lançamento até a entrega de prêmios, o sentimento é de que o apoio de toda a equipe da SME e de gestores das unidades particulares garantem o sucesso do concurso.
E a caminhada não para por aqui. Nos próximos meses, a Tribuna inicia os preparativos para a 14ª edição, com a missão especial de escolher o novo tema.

 

Famílias modernas

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Antigamente, na época dos meus pais, as famílias eram muito mais unidas que as de hoje, porque não havia um grande avanço da tecnologia. As famílias não ficavam isoladas como as de hoje.
No passado os filhos respeitavam seus pais e estes eram exemplos. Hoje está tudo invertido. Os pais não ficam mais em casa, pois trabalham muito, enquanto isso os filhos ficam sozinhos ou sendo educados por outras pessoas. Ás vezes, envolvem-se no mundo das drogas e acabam “virando” marginais.
A maioria dos pais não lhes dá carinho e amor e nem se quer passa os ensinamentos para a vida. Com isso, os valores estão em extinção e nós devemos recuperá-los.
Para resgatá-los, é preciso que os membros das famílias se respeitem, que a sociedade se mobilize e que os governantes invistam mais em saúde da família, educação, moradia e salário digno.   Que o dinheiro dos impostos sejam empregados honestamente em prol dos mais necessitados. E, assim, acabe a violência e a paz volte a reinar.
Meu nome é Marina Silva Machado, tenho 11 anos, moro com os meus pais e meu irmão e me preocupo com a situação do mundo atual e com o esfacelamento das famílias.

Categoria A - 1º lugar

Aluna: Marina Silva Machado
Escola Municipal Maria Helena Batista Bretas
Professora: Marildete de Oliveira Passos
URE Maria Helena Bretas


“Eu escrevi a redação lá na sala mesmo, e fui editando cada pedaço. Foi ótimo, adorei fazer. Minha escola e professora me ajudaram e apoiaram. Meus pais gostaram muito e ficaram emocionados com o texto e com a minha vitória”

 

 

O papel de cada um

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É, sim, possível resgatar os valores familiares, reconstruindo um ambiente familiar com amor. Todos nós devemos, sim, respeitar a mãe, o pai e nossos irmãos, pois eles são as principais pessoas de nossa família. Não podemos maltratar e nem desrespeitar nenhum familiar.
As famílias, para serem mais unidas, precisam de muito amor e compreensão, tratando sempre o próximo como gostariam de ser tratadas.
É importante também que as famílias não deixem a violência, a ignorância e a impaciência entrar e seus lares. E isso depende de cada um. Todos têm que entender isso.
Assim, conseguiremos resgatar os valores familiares: amor, união, respeito, amizade e companheirismo. Não veremos pais maltratando filhos e filhos maltratando os pais, mas um apoio incondicional, seguindo a vida sempre com consciência do papel de cada um.

Categoria A - 2º lugar

Aluna: Marcela Cristina T. S.
Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida
Professora: Adalgisa Souza
URE Brasil de Ramos Caiado


“Foi emocionante ganhar o concurso. Me esforcei muito e recebi incentivo das minhas professoras. O tema da família é muito legal e foi importante pensar sobre isso na escola. Eu quis participar para tentar ganhar e também pela importância de concorrer. Gosto de ler e de escrever e acho que isso me ajudou bastante na escrita e no desenvolvimento do tema”

 

 

O amor transforma as famílias

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Nos últimos anos, as famílias têm perdido o entendimento do que é realmente uma família. O que se vê por todos os lados é pai contra filho, filho contra pai. As mães abandonando seus filhos e até jogando-os em latas de lixo como se fossem algo sem importância.
Assistir jornal se tornou difícil porque todos os dias notícias de violência familiar se repetem. Quando não é isso, são pais que trabalham o dia todo e não têm tempo de cuidar dos filhos, que geralmente ficam sozinhos ou nas ruas.
Nossas famílias precisam resgatar os valores morais que foram abandonados. Devemos amar mais as pessoas que vivem ao nosso redor, pois só o amor é capaz de unir as pessoas. É preciso que os pais tenham tempo com os seus filhos e lugares seguros para as crianças ficarem enquanto os pais trabalham.
Família é algo abençoado por Deus e foi formada para as pessoas viverem em harmonia, convivendo em paz umas com as outras. Pais respeitando filhos, filhos honrando e respeitando seus pais e, juntos, formando uma sociedade com mais compreensão.
Pois é assim, uma família feliz, estruturada, transformará, para melhor, a sociedade; a violência e as drogas diminuirão, e todos serão mais felizes.

Categoria A - 3º lugar

Aluna: Rosany Pereira da Silva
Escola Municipal Ary Ribeiro Valadão Filho
Professora: Shirley Cristina da Silva
URE Central


“Como eu gosto de ler e escrever, resolvi participar, principalmente pela premiação. A minha professora e os meus pais me ajudaram muito, por isso não tive dificuldades de escrever. Eu também gostei do tema porque assim a gente pode pensar um pouquinho sobre a importância da família"

 

 

Pequenos e importantes valores familiares

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Sentada na escada, eu aguardava um momento de inspiração. Queria escrever uma boa crônica assim como me foi pedido pela minha mãe. Não conseguia encontrar o foco, olhava para um lado e para outro, balançava a caneta entre os dedos, quando fui surpreendida por um delicado beijo em minha testa e, com ele, uma frase que finalmente desencadeou de mim essa crônica: “Não vai desistir, vai? Você mal tentou, esforce-se!” Era a minha mãe.
Ecoava em minha mente a doce frase que ela havia me dito. Fez-me pensar sobre os valores que devem ser passados pelos pais aos seus filhos, como o diálogo, a paciência e a compreensão. E que isso é, sim, importante. Com aquela frase que me foi dita, me senti incentivada e logo escrevi...
Observava ao meu redor: união, incentivo, comunicação, apoio, justiça, amor...Valores familiares: como é possível resgatá-los? Perdi-me em um pensamento: ora, enquanto os valores materiais, o trabalho e a rotina são extremamente valorizados, a família fica, muitas vezes, em segundo plano, e aquele jantar com todos à mesa é sempre adiado. A falta de comunicação em consequência da disponibilidade de tempo, a paciência e a disposição que foram esgotadas na longa rotina...Todas são coisas simples que, de alguma maneira, afetam a estrutura da família e os seus valores.
Então, toda a família esquece de que mesmo assim um sorriso pode melhorar as coisas e que interromper por alguns minutos o trabalho, como fez a minha mãe, não lhes trará um preço alto e motivará sua família a levar os pequenos e importantes valores consigo. E que os pequenos valores realmente nos ajudam muito.
Agora, repito: não vai desistir, vai? Você mal tentou, esforce-se! E corrijo: quero ter escrito uma boa crônica, assim como me foi pedido pela minha mãe.

categoria B - 1º lugar

Aluna: Allyne Marinho Meireles
Escola Municipal Ernestina Lina Marra
Professora: Marta Tiburso dos Santos
URE Jarbas Jayme


“A professora Marta nos ajudou muito a construir os textos. E depois minha mãe. Ela não tinha muito coragem para escrever, mas me ajudou muito. E eu não esperava ganhar esse prêmio. Fiquei muito feliz! Eu sempre gostei de escrever, no ano passado eu ganhei o 3° lugar na regional. Agora fui classificada em 1º. Fiquei muito feliz, estou sem palavras!

 
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