Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 30 - nº 1.480 Go­i­â­nia, 19 de abril a 25 de abril de 2015
 
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Bazar

Cinema

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Leia mais...A 8ª Edição da Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” será realizada de 12 a 25 deste mês no Cinema Lumière, do Shopping Bougainville. No total, o evento exibirá 90 filmes. A programação completa pode ser conferida no site www.cinemaslumiere.com.br/mostra/.


Book Lover Kids
A feira de livros infantis e juvenis, chegou ao Flamboyant e ficará instalada no Piso 2 (Atrium) até o dia 28 de fevereiro. Com opções culturais e divertidas, além de clássicos da literatura, o espaço oferece mais de três mil títulos de livros e preços a partir de R$ 3 reais.

Cinematerna
Ele está de volta e a próxima sessão será no dia 10, às 14h, no Kinoplex Goiânia Shopping. A atração entra em cartaz uma vez ao mês, e o valor do convite é o preço comum do ingresso do cinema. O evento possibilita que mães e bebês de até 18 meses assistam a filmes juntinhos.

Carnaval de rua
Cinco escolas de samba e seis blocos carnavalescos participarão do desfile neste ano. Os desfiles ocorrem nos dias 16 e 17 de fevereiro, a partir das 20h, na Estação Cultura, que fica na Pça do Trabalhador, antiga Estação Ferroviária.

Qualificação
A EmpZ Educação inicia no dia 28 de fevereiro, em Goiânia, o curso de Analista de Acreditação em Saúde. O curso tem carga de 120h/a e é voltado para profissionais que querem dominar as rotinas administrativas em qualidade em saúde. Mais informações fgv.empreza.com.br.

Parceria Internacional
A Estácio acaba de firmar uma parceria internacional com a instituição britânica, Regent’s University London, para desenvolvimento de projetos na área de educação, inovação e pesquisa. O termo de cooperação vai beneficiar professores, alunos e gestores corporativos das duas instituições de ensino, além de fomentar intercâmbios acadêmicos e culturais.


Memória
O Iphan concluiu a obra de restauro da Casa Enxaimel em Pilar de Goiás, permitindo a preservação do imóvel, tombado como patrimônio cultural. A residência está inserida no Conjunto Arquitetônico e Paisagístico tombado pela instituição desde 1954.

Vitrine

Iorgurte
A Taeq acaba de lançar uma linha de iogurte com probióticos. Sem adição de açúcar, essa novidade também é fonte de fibras, cálcio e vitamina D. Os iogurtes apresentam três versões: lichia, carambola e amora com blueberry.

Copo da Coca-Cola
Em parceria com Twitter, Coca-Cola e McDo­nal­d's lançam a @Co­ca­NoMc, que vai distribuir 1 milhão de copos com 500ml. Para participar, basta escrever um tweet contendo @Coca­No­Mc e o @perfildoamigo. O contemplado recebe o link para o cupom promocional.

Fragrâncias
Nativa SPA começa o ano com novas op­ções de fragrâncias. São dois novos itens que co­m­ple­mentam o portfólio da marca de cuidados pessoais: a fra­grância refrescante Águas de Banho La­­vanda & Lima da Pérsia (foto), e a colônia Senses Celebrando a De­li­ca­deza do Amor.

 

Dança de rua

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Leia mais...Dança de rua
Nos dias 7 e 8 de fevereiro o Shopping Estação Goiânia recebe o Brazil Battle Pro, a competição de street dance que vai escolher o melhor grupo da América Latina para participar das finais do campeonato mundial em Paris. O valor da entrada é R$ 15.

Livros didáticos
Os Correios vão finalizar no início de fevereiro a entrega de mais de 150 milhões de livros didáticos para o ano letivo de 2015. As obras serão usadas por mais de 37 milhões de alu­nos do ensino médio e fundamental. Em Goiás, serão entre­gues mais de 405 mil livros.


Diversão
O Shopping Passeio das Águas apresenta o Espaço Disney Channel. São quatro cenários temáticos inspirados em alguns personagens do canal. O espaço é gratuito e funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 21h.

Cidadania
A Prefeitura de Goiânia assinou na última quinta-feira (29) o primeiro decreto da comunidade LGBTT. A partir do documento, as pessoas trans de Goiânia têm o direito de ser chamadas pelo nome social que escolheram em todos os órgãos da administração pública direta e indireta.

Nota fiscal
A partir de agora os estabelecimentos comerciais devem discriminar os impostos na nota fiscal ou em local visível. Devem constar o ICMS, o ISS, o IPI e a Confins. Os estabelecimentos que não o fizeram podem ser multados. A norma é facultativa para os microempreendedores individuais.


Resultado
Empresários Thiago Cosac, Graziela Valin e Luciano Costa comemoram o resultado da palestra que reuniu cerca de 400 pessoas no Creci-GO e marcou o lançamento de seu novo projeto comercial, a Top Producer


Vitrine

 

Marsala: a cor de 2015
Uma mistura de vermelho com marrom que combina com cores claras e escuras e é indicada para qualquer tom de pele. Nas vitrines do Outlet Premium Brasília você encontra roupas e sapatos das melhores marcas nacionais e internacionais com até 80% off.


Chicken Supreme
Combinação de frango ao molho Roasted Chicken, queijo emental, cebola crispy, alface crespa, tomate e pão integral. A novidade pode ser saboreada nas versões grill ou crispy e já está disponível em todos os restaurantes da rede.


Parceria Internacional
A Estácio acaba de firmar uma parceria internacional com a instituição britânica, Regent’s University London. O termo de cooperação beneficia professores, alunos e gestores das duas instituições, além de fomentar intercâmbios acadêmicos e culturais.

 

 

 

Como a tecnologia pode ajudar no combate ao crime?

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A Segurança Pública é um dos assuntos que mais preocupam os brasileiros, haja vista termos índices de assassinatos comparáveis a países em guerra. Especialistas de diversas áreas apontam como principais causas para a difícil situação que vivemos, as mais diversas razões para o aumento da criminalidade, dentre elas, a falta de investimento em educação, a estrutura judiciária brasileira, na qual existem duas polícias com pouca sinergia no âmbito estadual (Civil e Militar), entre outros.
Embora todas as visões acima sejam coerentes, acrescento a elas, que para mudarmos positivamente a realidade, precisamos de muito investimento. Sim, investimento em materiais e capacitação de policiais. Acredito que historicamente investimos pouco no setor e tal fato possibilitou a consolidação e expansão do crime organizado em todo o território nacional.
Em Minas Gerais, por exemplo, segundo dados do IBGE, a violência e acidentes foram as maiores causas de mortes entre os jovens e adolescentes no estado no ano de 2013. O levantamento do IBGE também revela que os percentuais mais elevados de mortes de homens ocorrem nos grupos de 15 a 24 anos, especialmente por causas violentas e acidentais.
Esse e outros dados corroboram a tese que o Estado Brasileiro além de investir pouco, quando o faz, gasta mau, e em decorrência da má qualidade do investimento - não pode dele advir bons frutos - o resultado em geral, é baixo ou pífio. No que tange a segurança pública, por exemplo, os altos índices de criminalidade estão diretamente relacionados à falta de estratégia e inteligência no combate ao crime.
Apenas para ilustrar a questão, cabe mencionar que no episódio do atentado da Maratona de Boston, a polícia, graças a uma câmera de circuito fechado de lojas de rua, conseguiu em poucas horas identificar e prender os responsáveis pelo atentado, cuja a detonação da bomba utilizou a rede de telefonia móvel. Cabe lembrar que tanto aqui como lá, criminosos utilizam o que há de melhor na tecnologia. A diferença é que lá o Estado também tem os melhores recursos e aqui, nossa força policial, em geral, não tem nada ou quando tem está sucateado ou inoperante. Como esperar um resultado satisfatório num Estado que a polícia vive de favor para comer ou abastecer uma viatura?
Tal resposta ao crime em tempo recorde só foi possível graças a recursos tecnológicos e policiais capacitados que tiveram como aliados a tecnologia e inteligência. No caso em questão, o mau não pode ser mitigado haja vista que houveram vítimas fatais e muitos feridos, mas a identificação e prisão dos criminosos são per si uma resposta incisiva da sociedade contra o terrorismo, no caso. A mensagem subliminar maior de todas é que o Estado protege o cidadão e pune quem age contra a lei. O sentimento de que há justiça, desincentiva o crime, ao passo que o sentimento de impotência coercitiva, incentiva a impunidade - a meu ver, sintoma mais perverso do que ocorre no Brasil.
Nesse contexto, quando se fala em estratégia e inteligência, além de técnicas e profissionais treinados e qualificados, o Estado necessita de ferramentas tecnológicas adequadas ao combate ao crime. Hoje muitas delas poderiam estar ajudando a polícia a resolver e até mesmo evitar a prática de crimes. O leque de tecnologia é grande, merecendo destaque softwares de big data, que relacionam a atividade de redes sociais a fatos e indícios de atividades criminosas, câmeras de vídeo (fixas, móveis e portáteis) uso de drones (cuja homologação na Anatel e Anac, estão pendentes no Brasil).
Que o excesso de burocracia Estatal é um dos fatores que atrasam o país, isso ninguém dúvida, mas quando o assunto entra na seara de regulamentação de tecnologias, ao contrário de outros nichos de mercado, a burocracia se multiplica, não sendo raros os casos que além de licenças e homologações de vários órgãos da União, o mesmo equipamento para ser utilizado também precisa de licenças e autorizações Estaduais e às vezes até municipais. Será que num caso de relevante interesse público para a sociedade brasileira, haja vista o caos que vivemos, as autoridades constituídas não poderiam criar mecanismos de licenciamento e homologação simplificados para a Força Pública? Penso que sim. Aliás, não somente poderiam, como deveriam e devem fazê-lo.
 
Dane Avanzi é advogado, diretor superintendente do Instituto Avanzi e diretor da Átimo Solutions.

 

Exposição

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Leia mais...Exposição
O Museu de Arte Contemporânea de Goiás recebe a mostra Desenho + Escultura + Mobiliário, do artista plástico gaúcho Daniel Acosta. As obras foram produzidas especialmente para o local e são compostas por 22 desenhos, 3 esculturas relevos de madeira, além de uma peça de mobiliário deck room. Visitas podem ser feitas de terça a sexta, das 10 às 16hs. Sábados e domingos, das 11 às 17hs. Mais em www.ccon.go.gov.br.


Congresso
A Federação Espírita do Estado de Goiás (FEEGO) realiza, no Centro de Convenções de Goiânia (CCGO), de 14 a 17 de fevereiro, o 31º Congresso Espírita do Estado de Goiás. Nesta edição, o simpósio debaterá o tema “Céu e Infer­no: Mito ou Verdade”, com pro­gra­mação para adultos, jovens e cri­anças. Interessados em participar do congresso podem se inscrever pelo site www.congresssoespiritago.ogr.br. A taxa de inscrição varia de R$ 165 a R$ 45.

Furnas
As inscrições de projetos de música, teatro, dança e exposições para compor a programação gratuita do Espaço Furnas Cultural em 2015 foram prorrogadas até o dia 02 de fevereiro. As inscrições são gratuitas e os documentos necessários estão listados em www.furnas.com.br.

Novo medicamento
O Ministério da Saúde enviou na última semana, a todos os estados brasileiros, o medicamento 3 em 1 para o tratamento de pacientes com HIV/Aids. O Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT/HAA) é uma das unidades que já recebeu a combinação dos medicamentos. O uso está previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV/Aids do MS como tratamento inicial para os pacientes soropositivos e deve beneficiar 100 mil novos pacientes em todo o país.

Capacitação
A Associação Nacional dos Confinadores realizará entre os dias 25 e 27 de fevereiro, em Britânia (GO), a primeira etapa da Escola de Confinamento 2015. O objetivo da iniciativa é capacitar trabalhadores de propriedades de confinamento de gado, contribuindo para agilidade dos processos. As aulas serão realizadas nas dependências da Câmara Municipal da cidade. Mais em: www.assocon.com.br.


Festival
Nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro o Centro Cultural Martim Cererê sediará a 9º edição do Festival Grito Rock. Bastante tradicional, o evento terá a presença de 54 bandas de diferentes estilos. Mais detalhes em http://gritorock.com.br/.


Vitrine

 

Novidade
O SPOLETO começa 2015 com uma revolução verde em seu cardápio. Sempre “antenado” em ampliar o leque de opções saudáveis, leves e nutritivas, o restaurante lança quatro receitas de saladas prontas, novos ingredientes na pista fria, proteínas, sementes e molhos exclusivos. As vedetes do verão Spoleto são a massa glúten, hambúrguer veggie, quinoa, mix de sementes e o crisp de cebola. Resultado: mais sabor e saúde no prato do cliente!

Del Vale
A Coca-Cola Brasil lança, nesta semana, Del Valle 100% Suco, a linha de sucos prontos para beber da marca com 100% de suco, fibras e vitamina C. Além de alto valor nutricional, a bebida contém apenas açúcares da fruta e não possui, na composição, corantes e conservantes. Resultado de pesquisas nutricionais, a nova linha chega para ampliar a família Del Valle, com a entrada da marca em um novo segmento.

Lançamento
Os empresários Thiago Cosac e Luciano Costa lançaram, na última quinta-feira (22), no auditório do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO), a Top Producer, uma empresa que deve revolucionar o mercado de corretagem de imóveis. O evento contou com a participação do consultor e coach Guilherme Machado, um dos maiores experts nacionais no segmento, que ministrou a palestra “Quebrando Regras”.

 

 

“Quem quer vender, tem que estar na rede”

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Leia mais...Qual a importância do micro empreendedor estar na Internet?

Hoje é mandatório você ter presença digital. Há alguns anos, você tinha que estar nas páginas amarelas se quisesse ser encontrado, pois era por telefone. Hoje, não. Agora você é achado no Google. Então, o primeiro lugar em que você tem que garantir sua presença é na Internet. Quem quer vender, tem que estar ali. Há um desconhecimento enorme das micro e pequenas empresas sobre isso. No Google, por exemplo, o cadastro pode ser feito gratuitamente. Não custa nada cadastrar seu endereço, telefone, o que é o seu negócio, colocar fotos... O cliente pode inclusive dar notas e ver a foto da fachada, pelo StreetView. A prioridade é ser encontrado. E se você não for encontrado em sites de busca, a outra forma é por meio de indicação ou quando se passa em frente à loja, e estas são maneiras que reduzem muito a sua chance de negócios. Então, realmente precisa de presença digital.

E quanto às mídias sociais, também entram no pacote?
Hoje, quando se fala em presença digital, pensa-se muito nas mídias sociais ou no site institucional e está certo e é importante para alguns segmentos. Mas, para outros é pura e simplesmente estar cadastrado no Google, por exemplo. Muitas pessoas já usam o Waze, um aplicativo que traz muitos pontos de referência, pois está integrado com o Google Maps. Agora, imagina que você esteja em uma cidade do interior como Cristalina, que é uma cidade que está cheia de pequenas cidades, e se você vai procurar por determinado serviço como um restaurante, você não encontra nenhum. E poderiam estar todos cadastrados, com fotografias e avaliações dos próprios clientes que cadastram ali seus comentários.

Por que acredita que esses microempresários não buscam essa solução, a que a senhora chamou de simples?
Porque eles não sabem. Essa responsabilidade é nossa de falar e mostrar isso para eles. Nós temos a tarefa de dizer como faz. Isso é uma espécie de inserção digital das empresas. Nós é que temos que chamar a atenção das empresas para fazer esse trabalho, criando formas simplificadas de levar essa mensagem para as empresas. E esse ano vamos dedicar muito esforço para fazer esse trabalho de conscientização dos empresários.

Há algum levantamento que mostra o cenário atual da presença digital do empresariado goiano?
Temos uma pesquisa nacional, que não foi feita por nós, e que mapeia os clientes e os players do mercado, principalmente referente ao comércio eletrônico, não da presença digital. Esse estudo posiciona Goiânia como o maior ticket médio de compras do país. Então, entre as capitais brasileiras, o goianiense é o que faz a compra de maior valor no país. Olha que interessante. Para se ter uma ideia o tanto que o nosso cliente é antenado e comprador, somente em 2014 o goiano comprou perto R$ 1 bilhão de sites chineses, via encomendas que chegam pelo correio. Ora, nós poderíamos estar fornecendo isso aqui. Em outras palavras, nós temos o mercado e o cliente, mas não estamos fornecendo para ele.

Isso pode ser considerado ruim?
É uma boa notícia. Pois, isso quer dizer que existe um mapa de oportunidade a ser preenchido pelas empresas goianas. Eu enxergo isso como uma grande oportunidade de mercado, um movimento que a gente pode fazer para ocupar esse espaço. Principalmente, se olharmos para o Brasil que cresce: norte, nordeste e centro-oeste. Temos que trabalhar para vender para esse lado do país que cresce.

Quando a senhora traz a situação da China, temos também a questão da tributação, já que em alguns casos um produto que venha do outro lado do mundo, acaba saindo mais barato do que aquele que compra aqui. Então, de que forma que esses empreendedores podem usar as ferramentas digitais a seu favor nesse sentido?
Da mesma forma que ele está fazendo com o produto físico, pois ele está competindo com o produto chinês no ambiente físico. Com produtos diferenciados, etc. O ambiente digital é uma outra forma de vender produtos, tem uma outra linguagem, mas também trabalha produtos físicos. Então, se uma pessoa se dispõe a vir lá do Pará, passar a noite num ônibus, para chegar aqui em Goiânia e comprar aqui em lojas físicas, por que essa pessoa não se disporia a comprar pela Internet de lá, a preços competitivos? É muito mais cômodo, não é verdade? São perguntas que temos que fazer, também. Pois, a gente fica muito ancorado nessa questão da competitividade, mas temos que colocar outras questões. É só olharmos, por exemplo, para a moda baixo custo; que é o forte dos chineses, por exemplo. Temos que observar os pontos que estão nos beneficiando no mundo físico e levar isso para o virtual.

Quais são as diferenças de linguagem no processo de venda no ambiente físico e no digital?
Depende do produto. Mas, o ambiente digital permite muita simulação. No caso dos móveis, por exemplo, você tem a possibilidade de mostrar o móvel e o ambiente mobiliado. Para roupas, você mostra a peça, a produção do look. No caso dos acessórios, você pode mostrá-los em escala no manequim. Na dúvida, consulte os grandes. A Amazon, por exemplo. Como que Amazon vende roupas? Como vende móveis? E livros? Tem que consultar quem domina o mundo nessa área. Outra coisa interessante é que grandes vendedores estão abrindo e transformando seu mercado para o Market Place para os pequenos comerciantes.

Poderia dar um exemplo?
O Extra é um. Hoje, qualquer comerciante pode vender no site do Extra. Não paga mensalidade ou taxa de entrada.

O Enjoei funciona dessa forma também?
O Enjoei funciona como o Bom Negócio, é um mercado eletrônico onde pessoas físicas vendem para outras. O Market Place, não. Vamos supor que você seja lojista e tenha uma loja de móveis na 24 de outubro e decide colocar sua loja na Internet. Você pode colocar no site do Extra. Market Place é isso: você leva seus produtos para um mercado consagrado no ambiente virtual.

Sobre as mídias sociais, como Facebook, Twitter e Instagram. Acredita no potencial desses veículos?
Acredito muito. E eu te diria que, de todos, o que vejo com maior potencial é o YouTube. Tive uma experiência com meu neto, que me chamou muito a atenção. Ele mora nos Estados Unidos. São crianças demonstrando brinquedos para crianças no YouTube. Ou seja, a linguagem é totalmente direcionada. E aquilo tinha 2 milhões de visualizações. E como que meu neto de 4 anos achava aquilo? Eu não sei. O YouTube hoje é uma nova fronteira de vendas. É claro que requer uma certa criatividade e, principalmente, uma linguagem adequada para o produto. Aquela Camila Coelho, por exemplo, que faz tutoriais de maquiagem, quebrou barreiras. Hoje, ela anuncia na Veja. E começou fazendo na casa dela, no banheiro e uma câmera de smartphone. O Facebook e o Twitter continuam sendo relevantes, mas acredito mais no YouTube.

Por quê?
Principalmente, pela grande interação que há com o Google, que é o buscador mais utilizado. Hoje, quando você pesquisa algo tem a opção de texto, imagem e vídeo. Nesse último caso, grande parte é redirecionada para o YouTube. E aí a possibilidade de se fazer vídeos razoáveis com o seu smartphone é muito interessante. Se você souber usar uma linguagem com a qual o seu cliente se identifique, você faz a demonstração de um produto tranquilamente. O segredo estará, então, na forma que você indexa, nas tags que coloca para ser pesquisado, na sua criatividade. Às vezes, você consegue até mesmo “viralizar” aquele vídeo. Como o de uma nutricionista, que colocou a filha para falar sobre ela. Olha que ideia simples e boa!

As mídias sociais são uma via de mão dupla. Possibilitam o contato com o cliente, mas também abrem as portas para o feedback negativo. Como o microempresário pode lidar com isso?
Tem que lidar! Não é de que forma. Tem que lidar. Essa coisa de via única acabou para tudo: política, comércio, negócio, tudo. Tem que ser canal aberto. Esse negócio de só eu falo e você fica calado já era há muito tempo. E outra, hoje você enquanto consumidor consulta muito mais as avaliações dos clientes, do que o que o fabricante diz. E se a avaliação não é permitida no site, a primeira coisa que o cliente mais antenado faz é consultar o Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br). E lá não tem avaliação positiva, só negativa. Então, é melhor permitir a avaliação na página institucional, seja site ou fanpage. Então, acabou essa coisa unidirecional.

E de que forma, então, é melhor lidar com isso?
Corrigindo! Agradecendo o feedback. Eu sempre comparei o cliente que reclama com a namorada que dá segunda chance. Se ela reclama, é porque está pedindo que melhora. Se não ela chuta e vai embora. Funciona da mesma forma com o consumidor. Quem não dá segunda chance, vira as costas e vai embora. A reclamação é, então, uma grande oportunidade de reconquista do cliente. Agora, nem toda reclamação tem que ser atendida, mas deve ser ouvida e com ouvidos abertos. “Ah, o preço tá alto”. Você é que sabe se o preço está alto. Se o seu produto é mais elitizado, a sua política é de preço alto, ponto. Então, você não vai baixar seu preço. Mas, ouvir e de forma aberta, isso tem que haver. Mas, se é falha de atendimento ou erro de processo, aí deve ser corrigido. Porque uma empresa que não ouve seus clientes e não se aprimora a partir do feedback dos mesmos, vai melhorar a partir de quê? De inspiração divina é que não vai ser, né.

A senhora acha importante ter profissionais da área vinculados a esse processo?
É por porte da empresa. Se ela é grande e tem muita coisa na Internet, então precisa de equipes para lidar com aquilo. Eu imagino, por exemplo, que a equipe da Americanas.com seja enorme. Mas, quando falamos de uma empresa pequena que está começando agora, então o dono mesmo faz. E a medida que cresce, aprimora-se.

Nos casos, das empresas de pequeno porte, que não demandariam a intervenção profissional, como a senhora colocou, há meios de o empreendedor buscar esse conhecimento para se aperfeiçoar e onde encontrar?
O próprio ambiente da Internet é muito rico. Há cursos online, vídeos e auto aprimoramento. Além disso, há cursos presenciais. Aqui na ACIEG já fizemos diversos, o SEBRAE também oferece. Agora, tem pessoas que têm dificuldades, pois não gostam. Tenho amigas da minha idade que não gostam de smartphone, Facebook, WhatsApp... Não gosta!  E é um direito da pessoa não gostar. Eu acho estranho, mas tudo bem (risos).

E nesse caso, como faz, então?
Busca alguém que faz! Se é um pequeno empresário, tem alguém na família, ou há alguma empresa amiga. Quando a empresa é muito pequena, ela não pode contratar um profissional, por motivos óbvios. Mas, hoje tem tanta coisa pré-formatada e gratuita, como é o caso Google Meu Negócio, que eu citei no início, onde é só colocar as informações solicitadas e tudo já é gerado de forma instantânea.

A associação promove algum tipo de atividade para estimular os micro e pequenos empresários neste sentido?
 Nós vamos começar uma campanha muito forte este ano, para conscientizar as empresas dessa importância da presença digital, principalmente das micro e pequenas empresas. Imagina que você está em um bairro e o pneu do seu carro fura. Nesse momento, você precisa de uma borracharia ou oficina mecânica que te ajude. E sua primeira reação será procurar pelo seu smartphone. Hoje, são mais de 50 milhões no Brasil. E aí? Você não vai achar nada, pois este tipo de negócio é conduzido por micro empresário e ele não tem consciência nenhuma da importância dessa presença digital.

Como o empreendedor pode superar as dificuldades econômicas que se apresentam para esse ano?
Eu sou uma pessoa otimista por natureza. Além do que, sentar e chorar não traz resultado. Se o mundo for dividido entre quem chora e quem vende lenço, eu quero vender lenço. O horizonte não é bom, tudo indica que não. Agora, a leitura que faço para mim é que eu vou ter que dobrar o meu esforço para ter o mesmo resultado. Então, eu vou ter que planejar mais, cortar mais desperdício, olhar mais para a produtividade. E, de repente, é uma boa hora de dar uma redirecionada nas coisas. É hora de agir! É mais hora de agir do que na bonança. E é engraçado: a gente melhora mais sob pressão. Os antigos já diziam: carro apertado é que canta. Ou seja, sob pressão você acaba achando saídas. E, por mais negativo que seja o cenário, também não estamos no pós-tsunami. Não é hora de festa, mas é hora de mudar, analisar as possibilidades e aproveitar as oportunidades.

 

 
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