Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 29 - Nº 1.455 Go­i­â­nia, 26 de outubro a 1° de novembro de 2014
 
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Intercâmbio

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Estudantes brasileiros que fazem doutorado nas áreas de ciências humanas, ciências sociais, letras e artes podem se candidatar à seleção de bolsas de estágio em instituições de educação superior nos Estados Unidos. Ao todo, são oferecidas 30 bolsas, de nove meses de duração, com previsão de início para agosto e setembro de 2015 e conclusão em final até maio de 2016. A responsabilidade pela seleção dos candidatos será da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação e da Comissão para o Intercâmbio Educacional entre o Brasil e os Estados Unidos (Comissão Fulbright).
As inscrições vão até o dia 12 de outubro e para concorrer os candidatos devem preencher os seguintes requisitos principais: estar matriculado em cursos de doutorado no Brasil recomendado pela Capes; ter proficiência em língua inglesa; não ultrapassar 48 meses do período total do doutorado; residir no Brasil no momento da inscrição e durante o processo de seleção. Para concorrer, os candidatos inicialmente precisam preencher um formulário on-line no site www.fulbright.org.br, informar os dados pessoais e educacionais, apresentar projeto de pesquisa e enviar os documentos solicitados no edital do programa Capes–Fulbright Estágio de Doutorado.

Ajuda de custo
Os alunos que forem selecionados pelo programa vão receber ajudas de custo durante os noves meses de intercâmbio nos Estados Unidos. A disponibilização das principais despesas caberá a Capes. Os auxílios serão para moradia, alimentação e transporte local , auxílio instalação (em parcela única, para permanência de nove meses); auxílio seguro saúde.
Além dos valores, ficará à cargo da Comissão Fulbrigth custear a aquisição de livros ou computadores, mensalidade complementar fixa, e auxílio para participação em eventos ligados ao projeto de pesquisa do estudante. Mais detalhes e os respectivos valores podem ser vistos no site do programa. A relação dos alunos aprovados está prevista para ser divulgado em dezembro deste ano, de acordo com o edital do programa.

 

 

Show de talento e aprendizado

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Em primeiro lugar, o aprendizado; depois a diversão, a auto-estima e a interação entre a escola, família e comunidades. No palco, um verdadeiro show. Com fantasias e maquiagens alunos se revelam como dançarinos e intérpretes de peças e números aplaudidos de pé pela plateia. Em exposição diversos trabalhos pedagógicos temáticos distribuídos em estandes montados em estruturas especiais para cada unidade educacional.
Em cinco edições, realizadas nos bairros Conjunto Vera Cruz I, Setor Urias Magalhães, Parque Atheneu, Jardim Novo Mundo e Vila Mutirão, a XXI Mostra Pedagógica e a segunda etapa do Festival Arte-Educação 2014, eventos promovidos pela Secretaria Municipal de Educação (SME), reuniram alunos, servidores, familiares e comunidades para dois dias de eventos realizados a cada semana, divididos por Unidades Regionais de Educação (URE) da capital.
Com três eixos norteadores, que envolvem educação ambiental, educação e tecnologia e temas livres, a Mostra da Ação Peda­gó­gica buscou contemplar as diferenças, incentivar a produção do conhecimento e promover a troca de experiências. A secretária de educação de Goiânia, Neyde Aparecida, agradeceu a participação dos alunos e o empenhos dos profissionais da educação. “Me encantei com tantos trabalhos de qualidade produzido pelas instituições. É a demonstração prática do conhecimento aprendido na escola. Todos os educadores e educandos estão de parabéns, continuem assim”, declarou.
Fabiana Lopes de Almeida Carvalho, diretora da Escola Municipal Manoel José de Oliveira, localizada no Setor Bueno, ressaltou o quanto os trabalhos de todas as unidades contribuem para a beleza do evento: “A Mostra foi linda. É realmente para nós, educadores, um prazer ter esta oportunidade de expôr nossos trabalhos. Nossos alunos se sentem envaidecidos, o que contribui no processo do aprendizado de cada um”.

 Arte- Educação
Com o tema “Identidade: Retra­tos de minha comunidade”, a primeira etapa do Festival foi realizada em maio e junho de 2014, com a par­ticipação de alunos de todas as unidades educacionais inscritas.  Em sua terceira edição, o Festival foi dividido em cinco linguagens: dança, teatro, música, artes visuais e cinema.
A aluna da Escola Municipal Olegário Moreira Borges, localizada no Loteamento Faiçalville, Ana Clara Mortari, 11 anos, apresentou com os colegas de sala a dança com tema: Ritmos e Cantos do Brasil. Para ela, motivo de grande alegria e empolgação. “Eu adoro dançar. Acho muito legal ter essa oportunidade de apresentar para tanta gente no palco”, disse.
Mãe de Ana Clara, Gissa Montari, estava na plateia e aplaudiu a apresentação da filha. “Para ela isso é o máximo. Ela tem o sonho de ser artista. Adora palco, show. Além de ser um aprendizado é um prazer para ela”, declarou.
Agora no segundo semestre, entre os meses de agosto e setembro, o Festival foi realizado juntamente à Mostra e as unidades selecionadas na primeira etapa repetiram a participação para a comunidade. O diretor do Departamento Peda­gógico da SME, Marcos Pedro da Silva, falou sobre a forma regionalizada que a Mostra passou a acontecer desde o ano passado. “É importante que as crianças e jovens desenvolvam trabalhos voltados às comunidades, para melhoria do meio em que estão inseridas. A culminância disso democratiza o conhecimento e aproxima a escola dos moradores da região em que ela está localizada”, afirmou. (Lívia Máximo )

 

 

No universo on line

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Leia mais...A rede Brasil Conectado, formada por pesquisadores de Univer­sidades Federais e particulares de todo o país, lançou no dia 12 de agosto a Pesquisa Nacional “Jovem e Consumo Midiático em Tempos de Convergência”.  A pesquisa tem o objetivo de abordar o uso dos meios de comunicação entre os jovens, com ênfase em plataformas digitais, para investigar as práticas, fluxos e rituais de jovens entre 18 e 24 anos na internet.
Para participar, os jovens na faixa etária especificada devem acessar o site www.redebrasilconectado.com.br, responder o questionário, e, desta forma, ajudar os pesquisadores a conhecerem melhor a realidade dos jovens brasileiros sob o ponto de vista do uso da internet.
Não precisa de identificação para responder o questionário, que envolve perguntas sobre o uso de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos, visando comparar resultados das diferentes regiões, a fim de conhecer a diversidade brasileira sob uma pergunta central: “Como você utiliza a internet?”.


UFG arrecada livros para comunidade quilombola

A Universidade Federal de Goiás (UFG) realiza campanha de doação de livros de literatura. para uma a comunidade quilombola Kalunga do município de Cavalcante, interior do Estado.  Os livros que forem recebidos farão parte de um espaço de leitura que será construído para a comunidade. As doações podem ser feitas até o próximo dia 22.  Os interessados em doar podem levar os livros na Biblioteca Central da UFG, localizada na Praça Universitária, em Goiânia. Atualmente, a Kalunga é o maior território quilombola do país, segundo a Fundação Cultural Palmares. A pesar do tamanho, ainda não há energia elétrica ou saneamento básico para as famílias descendentes de escravos naquela região de Goiás.

 

 

Como formar cidadãos capazes de ler o mundo

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Ler é muito mais do que conhecer as letras e os sons que elas produzem ao serem agrupadas. Saber ler pressupõe extrapolar esta ação mecânica e transformar tais ações em prática social, compreendendo o sentido das mensagens. Essa é a grande diferença entre alfabetização e letramento. Na semana em que comemoramos o Dia Mundial da Alfabetização (8 de setembro) cabe uma reflexão sobre como estamos inserindo as nossas crianças nesse mundo de símbolos e sentidos, capazes de inseri-los de forma consistente e produtiva nos diferentes contextos sociais como a família, a escola e o trabalho.
Dominar os símbolos de forma mecânica significa estar alfabetizado, mas só compreende o significado dessas mensagens quem passa pelo processo de letramento. Esses dois processos precisam acontecer de forma simultânea. Não cabe mais à escola o papel de apenas apresentar às crianças o alfabeto e o encadeamento sonoro que resulta da junção das letras. A prática de ensinar por cartilhas que levavam as crianças a reproduzir frases como “o bebê baba” não tem mais nenhum sentido na sociedade atual. Hoje é preciso ensinar a ler e pensar sobre o que se lê, interpretar, compreender.
Desde os primeiros anos de vida a criança tem contato com o mundo letrado. A intensidade e a qualidade deste contato estão na interação com os adultos que a cercam. Mesmo antes do processo de alfabetização as crianças identificam códigos, relacionam objetos a situações, distinguem diferentes contextos. Na medida em que a criança apropria-se e domina o sistema de códigos ela adquire autonomia social. O processo de letramento será permanentemente qualificado diante das relações e interações sociais dos indivíduos.
Mesmo antes de ingressar na escola, os pais podem propiciar um ambiente educativo para seus filhos: ler para e com os filhos, conversar, discutir, argumentar, exemplificar... a criança não é um papel em branco, ela é reflexo das interações vivenciadas em família. Uma criança desenvolve-se através dos exemplos: se convive com pais ou professores que leem constantemente, ela possivelmente assumirá o hábito de leitura, mesmo que inicialmente a pseudo-leitura, processo no qual ela não se apropriou ainda dos códigos, mas lê com entonação e interpreta as histórias que mais a atraem.
Nos tempos atuais, cabe à escola alfabetizar letrando e letrar alfabetizando, ou seja, promover os dois processos simultaneamente. Estimular a criança a se expressar oralmente, através de desenhos, do faz de conta, da linguagem corporal e cênica são ações que propiciam o desenvolvimento da linguagem verbal e não-verbal, a construção e representação de mundo, respeitando as diferentes faixas etárias e o tempo de desenvolvimento de cada criança, tornando-as protagonistas do processo de aprendizagem. Nesta perspectiva, o desejo, o interesse e as hipóteses de escrita criadas pelas próprias crianças proporcionam a sistematização alfabética, codificação e decodificação de códigos. E assim conseguimos formar mais do que reprodutores de sons: formamos cidadãos capazes de ler o mundo.

Elisângela de Fátima Iansen Martins é Diretora Educacional do Colégio Marista de Maringá, da Rede de Colégios do Grupo Marista.

 
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