Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 29 - Nº 1.459 Go­i­â­nia, 23 a 29 de novembro de 2014
 
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Escola

Tarefa cumprida!

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Mais uma edição finalizada! A semana foi intensa, repleta de trabalhos e desafios. Aliás, por falar em intensidade, esta edição traz a cobertura de mais uma etapa regional do concurso de Redação Goiás na Ponta do Lápis. A incansável equipe da Tribuna percorreu centenas de quilômetros para conhecer os vencedores de cada categoria, todos ansiosos pelo momento de coroação de um trabalho bastante longo realizado nas escolas.
Professores, alunos, e toda a comunidade escolar envolvida com o Concurso estão de parabéns. O legado que esse trabalho deixa não se pode mensurar! Com isso, mais do que repassar os conteúdos formais, a escola cumpre um papel social, em que todos ganham, já que o que está em pauta é a preservação do meio ambiente. E o nosso Cerrado precisa de cuidados. Não se pode mais conviver com as grandes devastações, queimadas criminosas.
Além da matéria das páginas 6 e 7, o Escola traz outra sobre a Lei que torna obrigatória a exibição de filmes nacionais em escolas de ensino público. A medida é positiva, não há dúvidas de que o bom cinema é um importante aliado para a construção do conhecimento. O texto é assinado pela jornalista Jéssica Reges, que deixou o Escola recentemente. A vida segue! Ao leitor, desejos de bom proveito deste material!

 

Diversão em dose dupla

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Leia mais...O Araguaia Shopping recebe neste mês de outubro duas novas atrações que prometem divertir toda a família: o Cine 6D e o Autorama Grid. A sala de cinema móvel projetada para a exibição de filmes 6D leva crianças a partir de três anos de idade e adultos a uma extraordinária aventura por galáxias, fundo do mar, minas de ouro e à Era dos Dinossauros.
São seis opções de filmes que reúnem emoção e muita animação. Entre eles: Gold Mine, no qual a pessoa viaja por uma antiga mina de ouro e se depara com incríveis obstáculos e momentos de extremo suspense. Cobras, morcegos, caveiras e outras surpresas aparecem pelo caminho, levando o público a vários sustos. Para quem aprecia oceanos, uma das opções é o filme Fundo do Mar, que possibilita ao expectador a sensação de estarem em meio a peixes, baleias, tubarões e ainda poder conhecer outros seres.
Durante as sessões, que têm duração aproximada de cinco minutos, o público usa óculos especiais que dão a impressão de estar dentro do filme. Ao longo da exibição, as poltronas mexem para acompanhar os movimentos da história e é possível ainda sentir os efeitos especiais de vento, vapor da água e cheiro, aumentando ainda mais o realismo.


Velocidade

Autorama

A outra atração do Shopping é o Autorama Grid, brinquedo que costuma fascinar pequenos e adultos. A pista instalada no shopping tem 26 metros de comprimento, é considerada profissional, e comporta até oito carrinhos correndo ao mesmo tempo. A disputa em alta velocidade para ver quem chega na frente é para crianças a partir de três anos e adultos de todas as idades.


 

Programe-se

Quanto custa?
Sessão de Cine 6D: R$ 10
Autorama Grid: R$ 10 (10 minutos de brincadeira)
Onde? Araguaia Shopping

 

Também batemos nosso recorde

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Leia mais...Com a proposta de instigar a reflexão sobre a preservação do nosso bioma, o tema da 11ª edição do Goiás na Ponta do Lápis  “Queimadas: Crime Contra a Vida” mobilizou mais de meio milhão de alunos. Um recorde para a Tribuna, que comemora valiosos resultados premiando as melhores redações da fase regional, que já adentra a segunda semana, agora percorrendo as regionais de Luziânia, Novo Gama, Águas Lindas, Formosa, Planaltina, Posse e Campos Belos.

Importante é também avaliar que esse recorde de redações é garantia de que a reflexão sobre as queimadas levou muito mais pessoas a pensar sobre o problema do que somente esse número de alunos. Pais, gestores, professores, coordenadores, enfim, a comunidade escolar se mobilizou para refletir e até apontar soluções para tão preocupante situação.
Basta saber que a intensificação das queimadas pelo homem tem provocado a devastação da segunda maior formação vegetal brasileira – o Cerrado, que é extremamente rico em fauna, flora, além possuir uma grande quantidade de água de superfície e subterrânea. Por isso, o comportamento das pessoas é decisivo para mudar essa realidade.
E é dessa pontinha de inquietação que fica em cada um dos estudantes e professores, após o debate sobre o tema proposto pela Tribuna, é que surgem boas ideias, ações e mobilizações em favor da extinção da prática criminosa das queimadas, pela mudança de atitudes e conscientização de cada um em relação aos danos irreparáveis à natureza e do valor inestimável do bioma para a preservação da vida da presente e de futuras gerações do planeta.

 

Tratamento adequado à educação

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Todo início de ano é sempre doloroso para o bolso das famílias, principalmente àquelas que precisam preparar seus filhos para um novo período letivo. A alta carga tributária embutida nos materiais escolares acaba tornando essas compras anuais uma das maiores preocupações daqueles que têm menor poder aquisitivo, mas que compreendem a importância da educação de seus filhos e, portanto, querem adquirir produtos de qualidade para sua formação.
Para se ter ideia, segundo levantamento feito em São Paulo pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário divulgado pela Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares, a carga tributária desses materiais começa a partir de 35%. Em alguns produtos, como canetas e réguas, ela chega à quase 50%.
Em um país que está na lanterna dos rankings internacionais de educação, abaixo até mesmo de vizinhos com bem menos dinheiro arrecadado, é evidente que precisamos reduzir gastos dos brasileiros para manter um filho na escola. Em outros países onde o sistema educacional é bem mais desenvolvido que o nosso, como na Alemanha, por exemplo, os incentivos fiscais são bem maiores.
O Brasil precisa criar ferramentas que possam garantir oportunidades iguais para todas as pessoas, independentemente de sua classe social. Como pai e educador, gostaria de ressaltar a importância do projeto de lei em tramitação no Congresso (desde 2009!) que autoriza a isenção de impostos dos materiais escolares.
De fato, simplesmente usando o bom senso, podemos ver que a tributação do material escolar no Brasil é um verdadeiro absurdo. O mesmo Governo que aprova a dedução de despesas de instituições como construtoras e empresas aéreas, por exemplo, encarece itens essenciais para o bom desempenho de estudantes.
Essa proposta pretende corrigir esse erro fundamental, barateando diversos componentes das listas de material escolar como os lápis, borrachas, canetas, réguas, cadernos e fichários, entre vários outros.
Em um cenário onde ocupamos a 58° posição entre os 65 países comparados, ficando no patamar de países como a Albânia, Jordânia, Argentina e Tunísia, há muito que se fazer. Políticas públicas que valorizem a educação precisam ser priorizadas não só dentro do discurso político, mas também de forma efetiva dentro Congresso Nacional. É papel dos políticos analisar os problemas e apresentar soluções adequadas às tendências globais que possam contribuir continuamente com o desenvolvimento da nossa sociedade.
Além de evitar com que os pais comecem o ano no vermelho, reduzindo sensivelmente o impacto da educação na dívida orçamentária das famílias do começo do ano, essa iniciativa também ajuda a fomentar pequenos e médios empreendedores, como as papelarias, diminuindo a economia informal do setor e gerando empregos para o Brasil.
Lembrem-se de que as pequenas e médias empresas são responsáveis por parte significativa dos empregos e devem, portanto, ser incentivadas para garantir a estabilidade econômica e o desenvolvimento social das comunidades e, em consequência, no conjunto, do país.
A essência deste artigo eu relaciono à minha experiência pessoal de vida. Filho de um servente de serviços gerais, eu sei bem a dificuldade que meus pais tinham para comprar materiais escolares para que eu pudesse estudar. Até hoje eu me lembro bem do cheiro dos cadernos novos, da tinta dos livros. Graças a Deus, apesar das dificuldades financeiras, meus pais sabiam bem da importância da educação e souberam me transmitir valores essenciais para a vida, inclusive o gosto pelo conhecimento. E foi através da educação e do trabalho que eu pude realizar o sonho que para a maioria parecia impossível: ser astronauta.
Como diria Paulo Freire: “A educação é um ato político de transformação social”. E eu pergunto: “Para que serve a política, afinal, do ponto de vista do cidadão, a quem os políticos devem inteira satisfação, senão para permitir a transformação social?”
Nós podemos, juntos, induzir essa transformação. Basta que façamos boas escolhas quando decidimos pelo voto quem serão nossos representantes políticos. Esse é o nosso desafio.

Marcos Ponte é astronauta e embaixador da ONU para o Desenvolvimento Industrial.

 

 
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