Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 28 - Nº 1.428 Go­i­â­nia, 20 a 26 abril de 2014
 
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Escola

Moldar o barro e mudar a vida

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“Em Ipameri não existe menor abandonado, aqui o menor é amparado”. Esse foi o slogan que, por muitos anos, fez parte de um outdoor na entrada da cidade.
A frase fazia referência ao trabalho realizado pela Associação Adelino de Carvalho em relação ao atendimento a crianças e adolescentes carentes e em situação de risco.
Fundada em 1966 por um grupo espírita liderado por Margarida Horbylon, a associação desenvolve trabalhos da oficina-escola de Cerâmica (Boa Nova), projeto Despertar e Escola Paz e Fraternidade,  por iniciativa do Grupo do Grêmio Espírita Paz e Fraternidade e foi reconhecida pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) como uma das cinco instituições modelo na América Latina, no atendimento às crianças e adolescentes.
De acordo com o presidente da instituição, Luiz Alberto Costa, 50 anos, a Cerâmica Boa Nova é um conjunto de oficinas-escola de cerâmica artesanal que propicia atividade aos adolescentes no período oposto ao escolar. “Aprendem a lidar com a argila, a convivência, o respeito, recebem orientação educacional, complementação alimentar e acompanhamento escolar, além de outras atividades como informática, esporte”, diz ele.

Como funciona
Alberto fala que atualmente a Cerâmica aceita apenas meninos porque existem outros projetos que atendem meninas em oficinas de bordado, por exemplo. Ele explica que a instituição possuiu um módulo de produção, com uma equipe de oficineiros registrados como funcionários,  que é responsável pela geração de aproximadamente 80% dos recursos financeiros necessários.
Em relação às vagas para matrículas de novos alunos, o presidente conta que são abertas de acordo com a capacidade da instituição de se manter, pois, além de todas as despensas normais, todos os alunos são bolsistas, isto é, recebem uma gratificação mensal, como ajuda de custo para as suas necessidades e de suas famílias.
Além disso, ocorre uma busca por alunos em outros projetos, como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), que funciona nas dependências da própria instituição. Assim, quando as crianças do PETI atingem 14 anos elas têm a possibilidade de ingressarem nas oficinas de cerâmica, como aprendizes. “A freqüência escolar, naturalmente, é condição fundamental à sua permanência”, ressalta o presidente da Boa Nova.
A comercialização das peças é feita em lojas de departamento e hipermercados em todo o país, além de floriculturas e lojas de utilidades em Goiânia. Sobre o dinheiro das vendas, Costa informa que o dinheiro é revertido integralmente e criteriosamente para os alunos e para a manutenção das atividades. Ele deixa claro que o trabalho exercido pela diretoria é voluntário e portanto não recebem salário.
Para se manter, a instituição tem também o benefício das isenções fiscais, próprias de associações sem fins lucrativos, além de convênio com a Prefeitura Municipal de Ipameri e o Estado de Goiás, através da Renda Cidadã. A entidade tem também isenção de tarifas de água e energia.
O presidente explica que a Associação foi selecionada como Ponto de Cultura, em Goiás e que isso  propiciou parcerias com a ONG Moradia e Cidadania, dos funcionários da Caixa Econômica Federal e com as Obras Assistenciais Dona Filhinha, de Goiânia. “São todas parcerias importantes para nossos trabalhos. Porém, ainda aproximadamente 80% dos recursos necessitam que sejam gerados com a venda de produtos artesanais, o que nem sempre é possível”, ressalta Alberto.
Alberto conta que quando as despesas ultrapassam as receitas, a instituição torna-se obrigada a reduzir seu atendimento para que não seja necessário o fechamento. “Para que isso não continue acontecendo, precisamos de novas parcerias. Talvez com instituições privadas, que poderiam suprir esse percentual que nos falta, para uma estabilidade em nossas atividades”, lamenta.
Para finalizar, Alberto informa que em 48 anos de atividades ininterruptas, o objetivo da Associação está sendo atingido na medida em que contribui para a transformação de crianças e adolescentes em cidadãos de futuro. “Nas famílias e na sociedade atual, a grande preocupação deve ser o investimento dos pais para que os filhos tornem-se homens de bens”, conclui.

Projeto Despertar
O projeto Despertar foi criado, com o objetivo de atender a faixa etária abaixo daquela que as Oficinas Escolas atendem, ou seja, de 7 até 14 anos. Constatou-se que, quando os alunos chegavam para as oficinas, com idade acima de 14 anos, eles já estavam com o vício da rua e a rebeldia natural da adolescência.
Assim, o projeto foi criado para que tivéssemos contato mais cedo com as crianças, evitando sua permanência na rua, oferecendo atividades variadas, como reforço escolar, atividades lúdicas culturais e esportivas. Atualmente ele se desenvolve em nossas dependências, articulando-se com o PETI e Prefeitura Municipal.


Ensino especial

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A Associação fundou a Escola Paz e Fraternidade, transformada em entidade de ensino especial a partir de 2013, quando passou a ser administrada pela Associação Pestalozzi de Ipameri, tornando-se um Centro de Atendimento Edu­cacional Especializado (CAEE), em convênio com a Secretaria Estadual de Educação.


 

 

 

 

Um bom exemplo

Em janeiro desse ano, passaram pela Associação Adelino de Carvalho, o casal de expedicionários Iara e Eduardo, também conhecidos como “Os Caçadores de Bons Exemplos”.
Há cinco anos na estrada, eles resolveram abrir mão de tudo que dispunham e sair pelo Brasil em busca de pessoas e projetos que contribuem com o próximo através de alguma ação social.
O objetivo deles é sensibilizar outras pessoas a fazerem o mesmo que eles e, quem sabe, transformar as iniciativas em uma rede de multiplicadores de ações positivas. Para percorrer esse caminho do bem, eles não contam com patrocínio e nenhum vínculo religioso ou político. É tudo com recurso próprio.

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Associação Adelino de CarvalhoAv. Gustavo Leyser, 41, Bairro Dom Vital, Ipameri
Fone (64) 3491-1454
E-mail: contato@adelino.org.br www.adelino.org.br

 

 

Mudanças no texto pelo Senado desagradam

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A meta que estabelece os gastos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios em ações de educação é considerada a mais polêmica do Plano Nacional de Educação (PNE).
Hoje, o governo investe cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) na área. De acordo com o projeto, serão 7% em até cinco anos e 10% ao final do plano.
O projeto aprovado no Senado mantém os 10% do PIB para a educação, mas não restringe os gastos ao setor público. Na prática, podem entrar na estatística de cumprimento do índice verbas aplicadas em convênios ou programas de financiamento do ensino privado. Enquanto o texto da Câmara prevê o gasto de 10% do PIB em educação pública.
Marilene Betros, dirigente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que das alterações do texto do PNE realizadas pelo Senado, a meta da destinação das verbas públicas, foi a que mais causou indignação nos servidores e no movimento sindical. "As verbas públicas devem ser destinadas ao ensino público. Quando os investimentos e incentivos forem suficientes para a melhoria da qualidade de ensino, a sociedade não vai ter necessidade de buscar escolas privadas", salienta a professora.
Além das alterações sobre o investimento, o texto aprovado pelo Senado sofreu mudanças significativas que desagradaram entidades e organizações. O Senado acrescentou no projeto mais uma meta, a de número 21, que tem por objetivo aumentar a produção científica brasileira, enfatizando a pesquisa, desenvolvimento e estímulo à inovação, com a formação de quatro doutores para cada mil habitantes.
Sobre a meta 21, Marilene enfatiza ser interessante, se não incluísse despesas do Ministério da Ciência e Tecnologia nas contas da Educação. “A meta cria para o não docente a profissionalização, mas tira os gastos da responsabilidade do ministério”, explica.
Outra questão citada por ela é a modificação que triplica as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% de gratuidade na expansão de vagas, enquanto o texto da Câmara propunha a expansão no segmento público.
Marilene ressalta que existe a propensão do texto da Câmara ser votado na Comissão Especial e não sofrer nenhuma alteração quando for analisado pelo plenário.


Livros

 Biblioteca digital

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) lançou a primeira Biblioteca Digital Mundial, onde o internauta poderá encontrar textos, fotos, mapas, gravações e filmes de épocas bem distintas.
Os conteúdos poderão ser encontrados em vários idiomas: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. O site de acesso é www.wdl.org/pt/. Os documentos estão disponibilizados divididos por grupos culturais. O acervo inicial é de 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de material.


Campanha

CNBB

“Fraternidade e Tráfico Humano” é o tema da 50ª campanha da fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Segundo dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral da entidade, a iniciativa da igreja católica busca chamar a atenção da sociedade para os riscos envolvidos no tráfico de pessoas.
Estudo divulgado em abril do ano passado pela Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), mostra que, entre 2005 e 2011, apenas 514 inquéritos foram abertos pela Polícia Federal para averiguar crimes desse tipo. A maioria relacionada à trabalho escravo.


Saúde

Drogas

A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, decidiu mudar o enfoque de suas políticas contra as drogas depois de comprovar, por meio de pesquisas, que os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental estão entre os que mais consumiram drogas ilícitas durante sua vida escolar.
Segundo dados do IBGE, em 2013, 14,4% dos alunos da cidade já haviam experimentado drogas como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy. A partir de agora, o foco deixa de ser a repressão para centrar-se na prevenção.

 

 

Encontro: gênero e sexualidade

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Com a finalidade de promover a equidade de gênero e a garantia dos direitos sexuais, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade Ser-Tão, da Universidade Federal de Goiás (UFG), reúne os mais renomados pesquisadores sobre o tema durante o 4º Seminário “Das Margens aos Centros: Olhares Contemporâneos Sobre Gênero e Sexualidade”.
O evento será realizado nos dias 12 e 13 de março no auditório da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), Campus Samambaia, e contará com uma mesa por dia, coordenada por professores da Faculdade de Ciências Sociais (FSC) da UFG.
Para o primeiro dia, a partir das 20 horas, a primeira mesa será composta por Daniela Auad e Isadora Lins França. A primeira é professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e lidera o grupo de pesquisa “Educação, Co­muni­cação e Feminismo”; e a segunda é doutora em Ciências Sociais pela Unicamp e membro do Núcleo de Estudos de Gênero Pagú da mesma instituição. A coordenação estará a cargo da professora Eliane Gonçalves, da FSC da UFG.
Para a mesa do segundo dia, coordenada pelo professor Camilo Braz, dos programas de pós-graduação em Antropologia e Sociologia da FCS, os palestrantes convidados são Maria Filomena Gregori, atual coordenadora do doutorado em Ciências Sociais da Unicamp e pesquisadora associada do Pagú; e Sérgio Carrara, doutor em Antropologia Social pela Univer­sidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Para o professor Camilo Braz, a expectativa do evento “é alcançar o mesmo sucesso das edições anteriores e oferecer ao público a oportunidade de conhecer mais sobre o trabalho desses professores e pesquisadores, bem como do núcleo da UFG”.

Programação
O seminário marca o início dos trabalhos este ano do Núcleo Ser-Tão que, entre outras atividades, desenvolve pesquisas, organiza grupos de estudos e promove cursos de extensão, sempre procurando reunir pesquisadores e formuladores de políticas públicas.
Fazem parte das atividades do núcleo, professores, estudantes e pesquisadores, mas as reuniões são abertas ao público em geral.
O evento é uma atividade de extensão da universidade e a participação do público é gratuita. Para ter direito ao certificado de participação, é necessário cadastrar-se no site www.eventos.ufg.br/margens4. As inscrições estão disponíveis até o dia 11 de março.
Para mais informações, acesse o facebook (facebook.com/sertão.ufg) ou o site www.sertao.ufg.br/

 

FNAC

Promoção

Até o dia 16 de março, quem tiver ingressos de espetáculos culturais (cinema, teatro, museus, shows) podem trocá-los por descontos de 10% na compra de livros, CDs e DVDs na FNAC do Flamboyant. A promoção faz parte da campanha “Salvem os Ingressos!” e para participar basta apresentar o cupom diretamente no caixa na hora da compra. Quem quiser mais informações, pode acessar o site www.salvemosingressos.com.br.

Música

Sem silêncio

Arnaldo Antunes é a segunda atração do projeto “Passeio Cultural” do Passeio das Águas Shopping. A apresentação do cantor acontecerá na próxima quinta, 13, às 19h30, no estacionamento marrom (próximo ao Vapt Vupt).
O show "Dois Violões" reúne os grandes sucessos do artista, além das canções do recém-lançado álbum “Disco”. O show tem entrada franca. Para conhecer o novo trabalho de Antunes, acesse a página no Facebook.

 

Abra os olhos para ver o Cerrado

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O lançamento da exposição fotográfica “Belezas Ocultas do Cerrado: Para Além dos Olhos Cerrados”, da fotógrafa e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Tatiana de Souza Fiuza, acontece no Centro Livre de Artes nesta segunda, 10 de março.
A exposição segue aberta para visitação até o dia 10 de abril e faz parte de um projeto de pesquisa onde as espécies foram identificadas em conjunto com o professor e botânico Heleno Dias Ferreira, além da colaboração de professores e alunos da Faculdade de Farmácia da UFG.
De acordo com Tatia­na, o objetivo da exposição foi unir o registro fotográfico a informações científicas, que procura mostrar à comunidade as belezas deste bioma, estimulando sua preservação.
Tatiana, que é pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFG, conta que desenvolve trabalho com plantas medicinais do Cerrado juntamente com um grupo de professores e alunos. “Durante a pesquisa, descobri várias espécies de plantas com flores, frutos e sementes encantadoras que me inspirou a registrá-los”, afirma.
Sobre a escolha do título da exposição, a professora ressalta que atualmente “as pessoas estão com os olhos fechados para as belezas do Cerrado” e que as imagens divulgadas desse bioma são estereotipadas e não revelam a sua realidade, uma riqueza que possui vários cenários de belezas naturais. “O Cerrado é visto por muitos como mato que deve ser queimado ou capinado”, acrescenta.

*Serviço

O quê? - Exposição “Belezas Ocultas do Cerrado: Para Além dos Olhos Cerrados”
Quem? – Fotografias de Tatiana de Souza Fiuza
Onde? - Centro Livre de Artes (Rua 1, nº 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste) Quando? - Vernissage nesta segunda, 10, às 18h30. Aberta ao público até o dia 10 de abril

 

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