Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 28 - Nº 1.427 Go­i­â­nia, 13 a 19 abril de 2014
 
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Pela não militarização da educação pública em Goiás

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No início de 2014, duas matérias, uma publicada no jornal O Globo (16/01/2014) e outra no Portal Aprendiz UOL (17/01/2014), noticiaram que, sob o pretexto de diminuir a violência, o governo de Goiás delegará à Secretaria de Segurança Pública/Polícia Militar a administração de mais dez escolas no Estado.
De acordo com o noticiado, para manter um filho em uma escola dirigida pela PM, cada família deverá pagar a matrícula, no valor de R$100, mensalidade de R$50, custear também o material didático, constituído de dois livros no valor de R$300, e o uniforme a um preço que pode chegar até R$600.
Enfim, para manter o filho em uma escola “pública” dessa natureza, a família terá que despender, anualmente, cerca de R$1.500. Caso não possa arcar com as despesas, terá que matricular o filho em outra escola da rede pública.
A responsabilidade de garantir e promover o ensino público, sobretudo o Ensino Médio, é do governo estadual, por meio da Secretaria Estadual de Educação do Estado de Goiás (SEE/GO). Ao transferir esta responsabilidade para outra pasta, a SEE/GO, além de se abster de seu papel primordial, declara publicamente sua incapacidade de cumprir com as tarefas que justificam sua existência. Por outro lado, a Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Militar, tem o papel de manter a segurança da população, não de gerir estabelecimentos escolares.
Em relação à violência, tema que preocupa a todos nós, vale lembrar que a escola faz parte da sociedade e que as práticas violentas observadas nesta e em seu redor refletem os problemas presentes em todos os âmbitos da sociedade.
É algo grave e afeta a todos, mas a militarização não é saída, pois o princípio para combatê-la deve ser educativo e não repressivo. Não é uma tarefa simples, mas existem experiências exitosas em que a escola, junto com a comunidade, enfrentou as situações de conflitos, buscando saídas pedagógicas.
Quanto ao pagamento de taxas e à compra de livros e uniformes em uma instituição pública, são práticas que afrontam à Constituição Federal. É descabido exigir dos alunos a compra de livros didáticos, uma vez que o Ministério da Educação, por meio do Plano Nacional do Livro Didático, oferece livros gratuitamente para estas escolas.
Longe de esgotar o tema, questionamos aqui a diferenciação que este processo  estabelece entre as escolas públicas do Estado de Goiás. Os equívocos são graves, pois as medidas que buscam a diferenciação das instituições escolares podem trazer, subliminarmente, o entendimento de que as camadas populares devem receber tratamento diferenciado, sob um ponto de vista centrado no controle e não na busca de resolução dos conflitos presentes.
Pode, ainda, criar a ideia de que se busca oferecer – e não importa a que preço, tampouco os princípios sacrificados – algumas ilhas de excelência entre um conjunto de escolas públicas e professores em penúria.  A opção tomada pelo governo goiano pode nos afastar de um ideal republicano, que prevê a garantia da educação pública de qualidade a todos os cidadãos.

Diane Valdez, Amone Inácia Alves, Márcio P. Corte Real e Wanderson Ferreira Alves são professores da Faculdade de Educação da UFG

 

 

Abraços beijados, beijos abraçados

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Fazendo um jogo de palavras, Jonas Ribeiro, autor de Abraços Beijados, Beijos Abraçados, lançamento da Editora do Brasil, faz um entrelaço em seus versos. São 11 no total, cada um com um tema. E os textos  não se comunicam entre si, são independentes.

Quando o autor fala que “O vizinho que ouvia o rádio agora mia e late no telhado”, “A marchinha de Carnaval, tão barulhenta, se apaixonou por um silencioso psiu”, “A ambulância e o palhação vão passear no Himalaia, enquanto a sirene e a buzina vão à praia”,  está brincando com as palavras de modo a causar uma reviravolta na ordem das coisas.
Nesse sentido, os leitores percebem, por meio dessas situações inusitadas, divertidas e das próprias ilustrações coloridas, sons, rimas e se deparam com diferentes formas de versos.
O livro é uma boa dica para os pais entreterem seus filhos e professores incentivarem os pequenos na contação de histórias e trabalharem a não-linearidade da poesia em si.

 *Serviço

Livro: Abraços Beijados, Beijos Abraçados
Autor: Jonas Ribeiro / Editora do Brasil
Preço: R$29,50

 

Educação pode paralisar em Goiás

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Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Goiás (UFG) decidiram aderir à greve nacional organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra).
A paralisação está programada para o dia 17 de março e a principal reivindicação é o cumprimento integral do acordo salarial proposto pelo governo durante a greve de 2012 e o aprimoramento do plano de carreira da categoria.
Além da luta salarial, João Pires, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-Ifesgo), afirma que a categoria é contrária à privatização dos hospitais universitários.
Segundo ele, a greve deste ano será mais intensa e, consequentemente, levará a discussão ao âmbito do Hospital das Clínicas da UFG em diversos serviços, “o que não ocorreu nas greves anteriores”, enfatiza o coordenador.
No âmbito do serviço público federal, João Pires ressalta que a pauta é unificada. “Definição da data-base, regulamentação da negociação coletiva, reposição de perdas salariais e retirada de uma série de projetos que prejudica os trabalhadores e servidores públicos são demandas que tramitam na Câmara Federal e no Senado, que precisam de aprovação”.
O coordenador adianta que os servidores do Instituto Federal de Goiás e do Instituto Federal Goiano ainda não decidiram se irão aderir ou não ao movimento.
Durante a greve de 2012, os servidores técnico-administrativos aceitaram a proposta do governo federal, que prometeu reajuste salarial de 15,8%. Este percentual seria dividido em 5%, a partir de janeiro de 2013 até 2015.
Em Goiânia, trabalhadores da rede municipal de educação e da rede estadual de ensino prometem aderir à greve nacional dos dias 17, 18 e 19 de março.

Greve no Estado e município
Durante o movimento de paralisação, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e entidades filiadas em todo o país, serão reivindicadas diversas demandas do setor educacional.
Iêda Leal, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e dirigente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), aponta a aprovação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE) como principal reivindicação grevista. “A aprovação dos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação e a aplicação dos royalties do petróleo, que vão contribuir para a valorização dos educadores, estão vinculadas à aprovação do PNE”, ressalta.
Outros pontos importantes para reivindicação apontados por Iêda é o cumprimento da lei 11.738/08, do Piso Salarial dos Professores, o estabelecimento de um plano de carreira e implantação de uma jornada de trabalho com diretriz nacional para todos os profissionais da educação (professores e administrativos).
No município de Goiânia será agendada uma reunião com a secretária municipal de Educação, Neyde Aparecida e os secretários de escolas, além da realização de seminários para discutir a política pedagógica da rede e a valorização dos trabalhadores.
Professores e servidores administrativos de todo o Estado vão intensificar as ações para o cumprimento do reajuste de 8,32% do Piso Salarial dos professores pelo governo do Estado e para que seja cumprido o acordo assinado há dois anos, durante a greve da categoria.
Nos dias 17 e 18 haverá movimentação dos trabalhadores em educação nos municípios e,, em Goiânia. E no dia 19, profissionais do Estado e municípios seguem para Brasília para uma manifestação na porta do Congresso Nacional.

 

 

Olimpíadas com inscrições abertas

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Escolas públicas municipais, estaduais e federais do país poderão inscrever seus alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio para a 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).
As inscrições vão até o dia 21 de março e a prova da primeira fase da Olimpíadas será no dia 27 de maio. Criada em 2005, a olimpíada tem como objetivos estimular o estudo da matemática nas escolas públicas e revelar talentos.
A atividade do Instituto de Ma­temática Pura e Aplicada (IMPA), conta com apoio da Socie­dade Brasileira de Matemática (SBM) e com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciê­n­cia, Tecnologia e Inovação.
Cerca de 5% dos estudantes, por escola, com melhores pontuações, serão selecionados para participar de uma segunda etapa, que acontecerá em 13 de setembro. Os vencedores serão divulgados no dia 1º de dezembro.
Serão premiados 6,5 mil estudantes, sendo 500 com medalhas de ouro, 1,5 mil de prata e 4,5 mil de bronze. Além de medalhas, os estudantes vitoriosos serão convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Júnior, em 2015.
Para este ano, a coordenação da Olimpíada espera a participação de mais de 19 milhões de alunos de 47 mil escolas públicas da educação básica e o alcance de 99,5% dos municípios brasileiros.
Max Valério Lemes, coordenador regional da Obmep em Goiás, estima a participação de cerca de 650 mil alunos inscritos no estado. “No ano passado conseguimos inscrições de todos os municípios de Goiás, para esse ano a espera é que mais uma vez 100% dos municípios participem”, informa.


Portal da Matemática

 

Em comemoração aos 10 anos da Obmep, o IMPA lançou o Portal da Matemática, composto de conteúdos interativos em vídeo-aulas, exercícios e materiais diversos.
O portal oferece conteúdo da grade curricular do 6º ano do Ensino Fun­damental ao 3º ano do Ensino Médio. Os conteúdos começaram a ser produzidos e gravados desde maio de 2013, e o trabalho terá continuidade ao longo de 2014 e 2015.
A iniciativa do IMPA, segundo o portal, é de democratizar e facilitar o acesso de professores, alunos e pais a conteúdo de alta qualidade na área de matemática.
O coordenador regional da Obmep em Goiás, Max Lemos, afirma que o Portal da Matemática é interessante para aqueles alunos que ainda tem dificuldades em determinada matéria, ou os que perderam alguma aula. “O portal é importante porque o aluno pode assistir a um vídeo-aula quantas vezes quiser e ainda tem a oportunidade de ver a explicação de um outro professor”, explica.


 

 

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