Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 29 - Nº 1.455 Go­i­â­nia, 26 de outubro a 1° de novembro de 2014
 
Banner
escola

Escola

Os números da indisciplina

  • PDF

Leia mais...Entre os professores é senso comum que a indisciplina atrapalha enormemente o processo ensino-aprendizagem. Diante do cenário, ter a atenção dos jovens em sala constitui um dos grandes desafios para quem leciona, já que o problema consome muito tempo das aulas. É o que mostra a última edição da Talis, pesquisa internacional sobre Ensino e Aprendizagem coordenada mundialmente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o estudo, os professores brasileiros gastam, em média, 20% do seu tempo em sala de aula tentando manter a disciplina da classe. Além disso, também perdem tempo com questões administrativas, como a chamada. Assim, a porcentagem chega a 33%.
O resultado dos brasileiros é o pior dentre os 32 países que responderam à pesquisa da OCDE. Em uma matemática rápida, tem-se que, contando ainda o tempo de troca de sala e o da chamada, o educador tem pouco mais de 30 minutos para ensinar o conteúdo programado. “A indisciplina é pano de fundo para outros problemas”, afirma a pedagoga Carmen Sílvia Neves Carvalho, professora da pós-graduação em formação de professores em Didática e Gestão Educacional do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG). Segundo ela, esbarra-se também em formação didática, carga horária exaustiva e permissividade excessiva dos pais.
A educadora destaca que um professor brasileiro trabalha, em média, de 40 a 60 horas semanais. “Desse total, aproximadamente 50 horas são dentro de sala de aula”, explica Carmem. Por conta da rotina exaustiva e com pouco tempo para estudar e preparar algo mais dinâmico em sala, as aulas tendem a ficar repetitivas e pouco criativas para os jovens, fator que influencia diretamente na disciplina dos alunos em sala de aula. “Quando a aula é desinteressante, o aluno acaba fazendo outras coisas em sala”, sublinha Carmen. E completa que, hoje, o fluxo de atenção das pessoas - sobretudo dos mais jovens - é muito curto. “Estamos nos tornando seres multitarefados”, diz.
A ideia de que há uma mudança de perfil dos alunos também é compartilhada pela psicóloga Alba Christiane Santana, docente na Universidade Federal de Goiás (UFG). “A vida mudou, todos fazem várias coisas ao mesmo tempo”, ressalta. As aulas ‘quadradas’ também se devem ao fato de que o mundo é quase inteiramente digital, enquanto a escola ainda é analógica, diz Alba. “Queremos dar aulas de 1970 nos anos de 2010”, explica. Hoje, os livros já não são mais interessantes e os alunos tendem a se interessar por atividades que tenham mais dinamismo e nas quais podem interagir mais. “Além do mais, a metodologia precisa se atualizar”, completa.
Além das práticas, a especialista acredita que a questão da indisciplina  também está atrelada à pouca valorização do educador no Brasil. “Os pais questionam os professores em casa, com o aluno, com isso, ele acaba levando consigo a ideia de que deve sempre questionar as atitudes do docente”, ressalta a psicóloga educacional Alba Christiane. Segundo ela, seria ideal que os pais participassem mais das atividades escolares, se inteirando mais das atividades do filho. “As instituições também deveriam ter um psicólogo apenas para orientar o professor e a família e trabalharem juntos nessas questões”, opina.


Formação docente

A pedagoga Livia Costa, que atua no curso de pós-graduação de Formação de Professores em Didática e Gestão Educacional no IPOG, lembra que a questão da indisciplina em sala também está associada a  deficiências na formação acadêmica dos profissionais da educação, que muitas vezes não são preparados adequadamente pelas instituições formadoras. “O mercado acabou enxugando os cursos (de graduação), dando preferência para algo rápido, fácil e técnico”, explica.
Livia vai além da graduação e critica também a postura do Ministério da Educação (MEC). “O órgão precisa reavaliar os parâmetros educacionais existentes no Brasil”, diz. Segundo ela, o ensino brasileiro sofre um momento de crise e é preciso tomar medidas urgentes para que o aluno não fique para trás. A pedagoga acredita que muitos profissionais da educação ainda precisam aprender a lidar com essa nova geração de alunos.
Os pontos destacados pela educadora são apontados como um dos problemas na ótica da estudante Carolina Lira, que atualmente cursa o terceiro ano do Ensino Médio. Na opinião da aluna, a maioria do conteúdo é ministrado da forma mais desinteressante possível. “Não tem nada mais monótono que uma aula de História, por exemplo, em que o professor só fala e escreve no quadro”, lamenta. Os estudantes, segundo Carolina, anseiam por novas maneiras de tratar os conteúdos. “Não é simplesmente passar um vídeo ou colocar um tablet na nossa mão. Queremos alguém que saiba liderar uma aula através dessa nova tecnologia”, explica a estudante.
A questão da indisciplina em sala também incomoda o estudante Nickolas do Nascimento, aluno do 9º ano do Ensino Fundamental. Mas, segundo ele, o problema não está associado apenas a ausência de aulas mais dinâmicas. “A falta de disciplina dos alunos é algo que já vem de casa”, argumenta. Na avaliação do jovem, os educadores tentam manter um bom andamento da aula, de maneira criativa, mas seus colegas atrapalham. “E isso foge do controle do professor”, completa.


Bom exemplo

 

Apesar de ser um problema recorrente em muitas escolas, a aluna do segundo ano do Ensino Médio, Júlia Ribeiro, diz que os dados da pesquisa coordenada pela OCDE não se aplicam à escola onde estuda. “Não é costume ter indisciplina na minha escola, até porque fazem de tudo para amenizar essa situação. Acho que isso depende muito do professor”, relata. Segundo Júlia, professor e aula ideais são aqueles que trazem a realidade para dentro de sala, encaixando o conteúdo no dia a dia. “Além, é claro, de uma aula descontraída, desde que não atrapalhe o rendimento escolar”, complementa.
Quem também não costuma ter problemas de indisciplina em sala é a professora Márcia Leão, que leciona Redação e Gramática no Colégio Expovest, em Goiânia. “Essa pesquisa não serve como parâmetro para as minhas aulas. Gasto, no máximo, cinco minutos apagando o quadro, se ele estiver sujo, antes de começar minha aula”, conta. Segundo ela, lidar com adolescentes é fácil, não é tão difícil como muitas vezes se imagina: “é só ter jogo de cintura”, explica.
Márcia acredita que seu sucesso entre os alunos vem do fato de que é muito focada, além de bem humorada. E ainda tenta manter o mínimo possível de distância entre os jovens. “Eles sentem que podem confiar em mim; até me contam segredos”, diz. Uma das técnicas usadas pela educadora em sala de aula é tirar os alunos da passividade, fazendo-os construir a aula em conjunto, tornando o processo de ensino e aprendizagem mais atraente. Nesse contexto, busca promover o debate e  ouvir as opiniões dos jovens sobre os temas.
Quanto às demais atividades propostas, Márcia Leão costuma utilizar listas dinâmicas de exercícios, correções com a participação dos alunos e até mesmo algumas pesquisas em seus Smartphones. “Algumas vezes, até mesmo para contribuir para seu interesse, convido-os a pesquisarem algo em seus dispositivos e compartilharem o que encontraram”, explica.
Apesar do sucesso com seus alunos, a professora de Redação reconhece que muitas dificuldades enfrentadas em sala de aula, a exemplo da falta de domínio da turma, pode ser visto  como uma somatória de vários outros problemas por parte dos docentes. “É insatisfação pessoal e profissional, falta de domínio do conteúdo e falta de simpatia. Tenho muitos colegas que  têm problemas com indisciplina”, acrescenta.


A aula perfeita

 

As pedagogas Carmen Silva Neves e Livia Costa, em conjunto com a psicóloga Alba Christiane, em seus pontos de vista, acreditam que uma aula perfeita é aquela para qual o professor se prepara, tenta fazer sua aula dinâmica e tem boas noções de didática e conteúdo. Isso, com uma metodologia adequada à nova geração de alunos e uma participação da família na educação básica do ser humano. As três acreditam em um equilíbrio entre esses fatores.
Entretanto, ninguém melhor que os próprios alunos para dizer como se sentem mais confortáveis em sala de aula. Eles concordam com os especialistas, mas também adicionam suas próprias impressões. Segundo a estudante Júlia Ribeiro, professor e aula ideais são aqueles que trazem a realidade para dentro de sala, encaixando o conteúdo no dia a dia. “Além, é claro, de uma aula descontraída, desde que não atrapalhe o rendimento escolar”, complementa.
Carolina Lira segue o mesmo viés de pensamento. Para ela, a sala deve estar o mais focada possível, para que ela também esteja. “Para isso, o professor deve tentar manter a classe o mais atenta possível, buscando algo que seja interessante para eles e para nós”, explica a estudante. Já Nicklolas do Nascimento, por outro lado, bate na tecla de que a mudança também deve acontecer com os alunos. “Maior comprometimento levaria a um maior aproveitamento”, afirma.

 

Prêmios e reconhecimento

  • PDF

Leia mais...O 11º Concurso de redação “Goiás na Ponta do Lápis” chega à fase de premiação regional no próximo dia 15 iniciando pela cidade de Goianésia. Ao todo, serão percorridos mais de 12 mil quilômetros pela equipe do jornal para as solenidades de premiação nos municípios de Goiás. Dos dias 15 a 19 de setembro a premiação ocorrerá nas regiões norte e do Vale do São Patrício, que abrangem os municípios de Goianésia, São Miguel do Araguaia, Porangatu, Minaçu, Uruaçu, Itapaci, Rubiataba e Ceres. Esta etapa regional vai até a segunda semana do mês de novembro. A final do concurso está prevista para o dia 28 de novembro.

O projeto, que é uma iniciativa do jornal Tribuna do Planalto em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e Subsecretarias de Ensino, trouxe este ano para reflexão o tema “Queimadas: Crime Contra a vida”, abordando um problema típico enfrentado pelo bioma Cerrado, principalmente na época de estiagem. Um tema de grande relevância, frente à necessidade da preservação do meio ambiente, indispensável para a manutenção da vida em nosso planeta.
O concurso já é tradição nas escolas públicas e particulares de todo o Estado, todo ano mobiliza as 40 Subsecretarias, centenas de professores e milhares de alunos de escolas de todo o estado. Por conta de sua abrangência, já se tornou o maior do Centro-Oeste e um dos maiores do Brasil. O objetivo principal do “Goiás na Ponta do Lápis” é sempre promover a cidadania por meio do campo pedagógico, estimulando que alunos, professores, pais, e tantos outros envolvidos com o processo educacional, que, de alguma maneira, se envolvem com o Concurso.
Todos os anos, ao desenvolver a ideia do tema gerador para ser debatido com a comunidade escolar, a preocupação é que o assunto esteja sempre relacionado a uma questão coletiva, gerando uma reflexão sobre o contexto em que estamos inseridos e também provoque o surgimento de ideias que possam levar a ações que mudem a nossa realidade para melhor.

Escolas preparadas
A diretora do núcleo pedagógico da Subsecretaria de Goianésia, Pollyanna Mendonça Otoni, conta que os alunos estão aguardando ansiosos para o início das premiações. Segundo ela, um auditório com  lotação de 300 lugares já está reservado para receber a solenidade de premiação na cidade. Este ano, conforme Pollyana, a participação dos alunos da cidade foi ainda maior do que no ano passado, tendo como estímulo o tema que foi bem recebido pelas instituições. “Os alunos foram levados à pesquisa e foi desenvolvida entre eles a conscientização sobre a preservação do meio ambiente”, afirma diretora.
A professora do 5º ano do ensino fundamental, Luciana Cristine, que atua no Colégio Maria Imaculada, em Goianésia, está concorrendo como orientadora de um dos alunos selecionados como autores dos melhores textos para a premiação regional. Ela conta que não houve dificuldade entre os alunos para a produção do texto, já que o tema estava sendo trabalhado em disciplinas como ciências e geografia.
Segundo Luciana, os alunos sempre se prontificam a participar do concurso e aguardam com ansiedade pelo resultado. Ela confessa que divide essa expectativa com os alunos. “Também fico ansiosa, a espera pelo reconhecimento acaba sendo mais importante que o prêmio”, afirma a professora.
Em Santa Helena de Goiás a diretora de núcleo pedagógico da Subsecretaria Regional de Educação, Édima Costa dos Santos, ressalta a importância do tema abordado pelo concurso, que foi trabalhado intensamente pelos professores nas pesquisas relacionadas ao assunto. Ela afirma que temas como esse proposto pela Tribuna do Planalto é significativo para a educação. “O tema acrescentou aos alunos novos conhecimentos, mas principalmente uma maior conscientização sobre a necessidade de evitar as queimadas”, declara.
Em Santa Helena a expectativa é grande pela solenidade de entrega dos prêmios aos alunos e professores. “As nossas expectativas são ótimas, estamos ansiosos aguardando as premiações, que com certeza serão muitas, pois todos os anos nós temos uma boa participação”, diz a educadora  Édima Costa dos Santos.

Números positivos
Segundo o coordenador geral do concurso, Enoel Júnior, este ano o número de alunos que participam do concurso chegou a uma média de 515 mil, superando os 450 mil do ano anterior. No estado, participam escolas das redes municipal, estadual e particular dos 246 municípios goianos. Com muito trabalho pela frente, Enoel, que já está acostumado com a intensa semana de premiação do concurso, está com a equipe preparada para mais esse desafio que o “Goiás na Ponta do Lápis” representa para todos os que são envolvidos nesta grande ação.
Para o diretor-presidente da Tribuna do Planalto, Sebastião Barbosa, a expectativa para o início das premiações é muito grande, principalmente pelo sucesso do concurso em todas as suas edições. O número de participantes este ano, segundo ele, foi surpreendente, já que eventos como a Copa do Mundo e as férias aconteceram durante grande parte do tempo que os alunos possuíam para a produção dos textos. “Isso reflete a importância do concurso, o quanto a comunidade escolar valoriza essa iniciativa”, avalia.
Sebastião Barbosa acredita que a grande adesão ao concurso também pode ter como um dos fatores o tema escolhido, que está bastante inserido no contexto dos goianos. “A juventude está muito atuante a respeito do meio ambiente, eles sabem da importância do bioma e o que a sua destruição pode causar. A escola tem uma papel muito importante nessa tomada de consciência por parte dos jovens”, afirma o diretor.
Ainda de acordo com Sebastião Barbosa, a fase que antecede o início das premiações é um momento de muita ansiedade, pois o trabalho é árduo e cada evento de premiação nas cidades significa uma festa que envolve as subsecretarias, alunos, pais e toda a comunidade.


Leia mais...Incentivo à leitura

Sobre o início de mais uma etapa importante do “Goiás na Ponta do Lápis”, a Secretária estadual de Educação, Vanda Dasdores Siqueira Batista, destacou que a fase das premiações é muito boa, e que o concurso de redação conquistou a credibilidade dos estudantes, professores, pais/responsáveis, gestores e coordenadores pedagógicos de toda a rede estadual. “Essa iniciativa de Tribuna do Planalto já está consolidada e, inclusive, integrada ao calendários de ações da Secretaria de Estado da Educação, que mobiliza todas as escolas da rede para a participação no concurso”, disse.
Vanda Siqueira também destacou que o concurso estimula a formação de estudantes leitores, que pesquisam, estudam e discutem a respeito do tema proposto, antes de elaborarem as suas redações. Segundo ela, o concurso motiva ainda mais a comunidade escolar e reflete o esforço que é empreendido pelos estudantes para terem suas produções escolhidas para a premiação regional. “O que contribui, de forma significativa, para a melhoria da proficiência da leitura e escrita dos estudantes”, enfatizou.Leia mais...


Leia mais...Prêmios

Nesta etapa serão distribuídas 200 bicicletas aro 26, sem marchas, sendo uma para cada aluno classificado em primeiro lugar de cada categoria. Além desses prêmios serão:

2.000 certificados para alunos, para todos os alunos selecionados.
2.000 certificados para professores, para os professores que tiveram seus alunos classificados.
200 medalhas de ouro, para os primeiros lugares de cada categoria.
200 medalhas de prata, para os segundo lugares de cada categoria.
200 medalhas de bronze, para o terceiro lugar de cada categoria.
1.400 medalhas de honra ao mérito, para os alunos selecionados entre o 4° e 10° lugar de cada categoria.
Na etapa final, prevista para o dia 28 de novembro, serão entregues os seguintes prêmios:
a O primeiro lugar (por categoria) receberá um notebook, uma bolsa de estudos integral da FASAM, certificado de participação e medalha de ouro;
a O segundo lugar (por categoria) receberá um televisor LCD 21, uma bolsa de estudos da FASAM com 80% de desconto, certificado de participação e medalha de prata;
a O terceiro lugar (por categoria) receberá um smartphone, uma bolsa de estudos da FASAM com 50% de desconto, certificado de participação e medalha de bronze;


Categorias

O 11º Concurso “Goiás na Ponta do Lápis” possui cinco categorias:
Categoria A: alunos do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental
Categoria B: alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental
Categoria C: alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental
Categoria D: estudantes do Programa de Educação de Jovens e Adultos do Segundo Segmento (EJA/Ensino Fundamental)
Categoria E: estudantes do Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA/Ensino Fundamental)


Etapas importantes

Para chegarem a etapa atual, cada escola selecionou duas redações por categoria que foram enviadas para a subsecretaria da sua região já com as devidas correções feitas. Após essa etapa, as subsecretarias selecionaram os 10 melhores textos de cada categoria e os enviaram para o jornal Tribuna do Planalto. Superada a parte inicial, agora chegou a hora dos autores desses textos selecionados serem premiados nesta fase regional.
É válido lembrar que os primeiros colocados de cada categoria, de cada fase regional, ganha uma bicicleta e o direito de competir na grande final do concurso. Depois dos eventos das premiações regionais, as redações dos primeiros colocados são analisadas por uma equipe formada pela Tribuna do Planalto e professores da FASAM (Faculdade Sul- Americana) que irão selecionar os três primeiros colocados de cada categoria. Eles serão premiados, juntamente com os professores orientadores, em uma grande cerimônia que ocorrerá em Goiânia.
Os textos puderam ser escritos em diversos gêneros textuais: poemas, artigos, crônicas, contos, entre outros. Os critérios de correção levam em conta a ortografia, concordância verbal e gramatical, capacidade de organização de pensamento, originalidade e pertinência em relação ao tema.

 

Qualificação profissional

  • PDF

Leia mais...Com o objetivo de oferecer cursos de qualificação e estágio remunerado para jovens de 16 a 24 anos, foi lançado no último dia 27 no auditório das Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa), o Projeto Jovem Aprendiz. A iniciativa é da Perboni Brasil, produtora e importadora de frutas finas, em parceria com o Senac, Sebrae, Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, Ministério Público Federal e mais 20 empresas instaladas na Ceasa.

O objetivo do projeto é qualificar os jovens que já trabalham nas Centrais para o mercado de trabalho e incentivar o desempenho escolar. De acordo com Sedenir Fernandes, gestor da Perboni Brasil, a iniciativa, que beneficia primeiramente a sede goiana, será estendida às unidades de outros estados. “Espero também que esta ação sirva de exemplo para outras empresas. Além disso, apostamos nesta primeira turma e esperamos que esses jovens aproveitem esse projeto como uma oportunidade de um futuro melhor e de agregar excelência à Perboni. E isso depende de esforço e disciplina de cada um”, afirmou Fernandes.
Durante o lançamento do Programa, o diretor da Ceasa, Orlando Kumagai, parabenizou as empresas participantes do projeto e lembrou que algumas delas ainda estão com vagas abertas. Para ele, o objetivo principal é a formação do jovem e a sua absorção pelo mercado depois que deixar de ser aprendiz. “Para a Ceasa é fundamental qualificar mão de obra, preparar e dar oportunidade a esses jovens, pois, dessa forma, contribuímos para um ambiente mais produtivo e também obtemos resultado dos talentos que serão desenvolvidos aqui dentro”.
De acordo com a auditora fiscal do trabalho e representante do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Katlem Lima, o objetivo de ações como a do Jovem Aprendiz é garantir oportunidades que respeitem o tempo e a necessidade de aprendizagem dos jovens. Além disso, que o projeto serve como estratégia para as empresas, na medida em que busca qualificar e investir nas potencialidades dos iniciantes. “Por isso apostamos nesses jovens, que serão frutos desse esforço e mobilização dos parceiros envolvidos no projeto, para que eles continuem estudando e investindo na sua qualificação”, frisou.

Capacitação
Para jovens de 16 a 18 anos, o Projeto Jovem Aprendiz oferece cursos na área administrativa. Já para a faixa etária entre 18 e 24 anos as ofertas são para técnica de vendas e reposição. Os cursos serão ministrados pelo Senac. Os jovens que integram o programa recebem material didático gratuito, curso de excel e espanhol, vale transporte, vale alimentação e bolsa auxílio. Também há possibilidade de ingresso no mercado de trabalho.
A capacitação terá aproximadamente 1.700 horas de aulas técnicas e a parte prática será vivenciada pelos estudantes dentro das próprias empresas da Ceasa. Cerca de 20 delas já aderiram ao programa, sendo que a Perboni deverá absorver o maior número de aprendizes. Ao final do curso, a expectativa é que os adolescentes consigam melhor colocação no mercado de trabalho, inclusive dentro da própria Ceasa.


Saiba mais...

 

Os interessados em participar do Jovem Aprendiz devem procurar a secretaria do Ceasa, em horário comercial, e preencher um formulário. Podem se inscrever jovens de 16 a 24 anos que estejam estudando nos turnos vespertino ou noturno. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (62) 3206-1181.

 

 

Arte contra o preconceito

  • PDF

Leia mais...A Cia de Teatro Gustav Ritter, que vem desenvolvendo há mais de três anos seu trabalho com a peça “Bullying - Aconteceu comigo”, parte agora para uma série de apresentações no interior de Goiás. A iniciativa do projeto partiu da necessidade de retratar o universo da diferença e indifereça Além de descrever o que é bullying, a produção também evidencia os sentimentos das vítimas de preconceito.

A peça já foi vista por mais de 10 mil pessoas, entre alunos de rede estadual, municipal e público em geral. A produção conta com o revezamento dos alunos e desde a estreia já passaram pelo elenco 50 jovens. O produtor e professor Edson Fernandes diz que o objetivo do projeto é conscientizar as pessoas de como o bullying é comum nas escolas. “O bullying trás sofrimento para as pessoas, principalmente crianças e adolescentes. A peça acontece no ambiente escolar e desperta nos alunos uma reflexão sobre o tema”, conta o professor.

Interior
O espetáculo, que já percorreu diversas escolas da rede estadual, municipal e particular de Goiânia,  segue agora para as cidades do interior. As próximas apresentações acontecem em Formosa, Planaltina, Cabeceiras e Goiás Velho.

Reconhecimento
O projeto, que comemo­rou sua cen­tésima apre­sentação no mês de agosto, recebeu do secretário de Cultura de Goiás, Aguinaldo Coelho, medalhas de honra ao mérito. As medalhas foram entregues em um café da manhã no Museu da Imagem e do Som de Goiás (MIS) no último dia 19.


 

 

 
Banner
Voce esta aqui Escola