Tribuna do Planalto

Desde 1986 Fundador e Diretor-Presidente Sebastião Barbosa da Silva tribunadoplanalto.com.br
Ano 27 - Nº 1.384   Goiânia, 16 a 22 de junho de 2013
 
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Goiânia recebe uma verdadeira celebração ao papel

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Fernando Costa Filho reúne 78 trabalhos concebidos a partir da década de 1970 na mostra Desenhação. Curadoria de Selma Parreira

Parte significativa da história do desenho contemporâneo em Goiás será apresentada ao público, de 19 de junho a 30 de julho. Nesse período, na Galeria de Arte Frei Confaloni, no Parthenon Center, no Centro, o artista Fernando Costa Filho reúne 78 obras (desenhos sob papel e telas) na exposição Desenhação.

A abertura de Desenhação, mostra comemorativa das quatro décadas de carreira de Fernando Costa Filho, 64 anos, será no dia 18. “A exposição é, na verdade, integra um grande projeto, que envolve lançamento de um vídeo, livro, ações educativas e visitas monitoradas. É uma celebração ao papel”, orienta o artista.

Desenvolvida a partir da Lei Goyzes (Lei Estadual de Incentivo à Cultura), com patrocínio da Renauto Japan, o projeto Desenhaçãotem a curadoria da artista e professora da Faculdade de Artes Visuais da UFG Selma Parreira. “A exposição desperta também a ânsia de preservar”, define Selma.

Preservar porque Desenhação é um resgate da trajetória, quase uma retrospectiva, da produção em desenho de Fernando Costa Filho, a partir da década de 1970.

Temas recorrentes

“Reunimos trabalhos de todos os períodos de Fernando, assim como a sua temática, que é recorrente”, fala Selma, enumerando alguns símbolos da obra do artista. Entre eles as formas geométricas, o grafismo, as paisagens, os santos, os animais e as figuras noturnas. Claro, tudo sob a ótica, abstrata e gestual, de Fernando Costa Filho. “Ele desenha com o corpo”, define a professora.

Com exposições em diversas cidades brasileiras, Fernando Costa Filho pertence a geração de mestres da arte contemporânea de Goiás. Conviveu com Siron Franco, Cleber Gouvêia e continua na ativa. É o precursor do desenho contemporâneo em Goiás. “Ao retornar para Goiânia, nos anos 80, Fernando chega com uma nova linguagem, valorizando a poética. Seu desenho é espontâneo, criativo”, descreve, mais uma vez, Selma Parreira.

Ao analisar sua trajetória, Fernando Costa Filho diz que produziu intuitivamente. “Hoje posso fazer uma leitura mais clara do meu trabalho”, diz ele, referindo-se ao triângulo, símbolo que, de certa maneira, abrange quase toda sua poética imagética. “Talvez porque o triângulo seja a forma mais pura, perfeita. Em outra leitura, representa a Santíssima Trindade, ou a criação, o espaço, o tempo...”.

É com esse olhar da criação sempre latente que Fernando Costa Filho convida o público para a exposição Desenhação

Livro

Em 100 páginas, a artista e professora da FAV Selma Parreira apresenta Desenhação, o livro da exposição. Todos os desenhos trazem identificação, além do período em que foi concebido.

Em entrevista com Selma, Fernando Costa Filho reforça sua preferência pelo papel, fala ainda de sua liberdade de criação e envolvimento emocional com o trabalho.

O livro conta com depoimentos do crítico de arte Jacob Klintowitz, o historiador e economista Paulo Bertran e o critico de artes e intelectual Carlos Fernando Magalhães, grande incentivador da arte contemporânea em Goiás, falecido na década de 2000.

O texto de Carlos Fernando Magalhães sobre a obra de Fernando Costa Filho é inédito. Nele, o Carlos Fernando situa a importância do artista goiano para a evolução do desenho contemporâneo.

Palestra / Visita monitorada 

O Que é o Desenho Contemporâneo? É o nome da palestra do professor Glayson Arcanjo, da Faculdade de Artes Visuais (FAV), que vai ocorrer no dia 27, às 15 horas, aberta ao público. O encontro vai ressaltar a evolução do desenho no Brasil nas últimas quatro décadas, período que abrange os trabalhos expostos na mostra Desenhação.

O foco de Glasyson Aracanjo não é somente o desenho de Fernando Costa Filho, mas toda a produção nacional. O professor preparou, também, os quatro monitores que acompanharão o público nas visitas guiadas no período da exposição.

Ação Educativa

Em parceria com a Universidade Federal de Goiás, os idealizadores da mostra Desenhação desenvolveram o projeto Ação Educativa. Ciça Fittipaldi e Joanna Penna coordenam às atividades da ação educativa, incluindo propostas direcionadas para o curso de licenciatura em arte do ensino à distância da FAV-UFG.

O vídeo Desenhação

Dirigido por Pedro Diniz, o vídeo Desenhação é um registro da exposição, que traz ainda imagens recorrentes dos temas abordados por Fernando Costa Filho nessas quatro décadas de produção. Na abertura, será exibida a primeira fase do documentário.

Na noite do dia 18 e durante todo o período de realização da mostra, que inclui palestra sobre desenho contemporâneo com Glayson Arcanjo (dia 27 de junho), ação educativa coordenada por Ciça Fittipaldi e Joanna Penna, da UFG, e visitas monitoradas, o diretor Pedro Diniz continuará documentando todo o processo.

O resultado final do documentário Desenhação será apresentado na última semana da mostra, no dia 27 de julho (confirmar a data).   

Trajetória completa do artista no site www.fernandocostafilho.com.br

CONTATOS:

FERNANDO COSTA FILHO 9998 9838

SELMA PARREIRA 3215 6132 / 9956 9100


Serviço

ExposiçãoDesenhação - Mostra que reúne 78 obras (desenhos sob papel e telas) do artista Fernando Costa Filho

Curadoria: Selma Parreira e Fernando Costa Filho

Abertura: 18 de junho, às 20 horas

Local: Galeria de Arte Frei Nazareno Confaloni, no Centro Cultural Octo Marques, Ed. Parthenon Center, Rua 4, nº 515, Centro

Período: De 19 de junho a 30 de julho

Horário de visitação: Segunda a sexta-feira - 9 às 12 e 14 às 17 horas

Mais informações: 3201 4695

Assessoria de imprensa: Sebastião Vilela Abreu – 62 – 8133 6543 – sebastiao.vilela@gmail.com

 
Ficha Técnica / Exposição Desenhação / Fernando Costa Filho

Curadoria e expografia: Selma Parreira e Fernando Costa Filho

Coordenação geral: Suelita S. Costa

Assistente de produção: Luiza Parreira Thommen

Texto/entrevista livro: Selma Parreira

Ação educativa: Ciça Fittipaldi e Joanna Penna

Revisão e tradução de textos: Maria Lúcia Félix Bufaiçal

Projeto gráfico: Adriano Batista Rodrigues

Fotos: Paulo Rezende

Direção/ documentário: Pedro Diniz

  1. O Que é o Desenho Contemporâneo?  e coordenação de monitoria: Glayson Arcanjo

Montagem: Cleandro Elias Jorge

Site do artistawww.fernandocostafilho.com.br

Patrocínio: Renauto Japan

Agradecimentos: Deolinda Taveira, Marília Guimarães e Melchior Luiz Duarte de Abreu

 

40 mil goianienses são obesos mórbidos

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Dados da Sociedade Brasileira de Cirur­gia Bariátrica e Me­tabólica (SBCBM) mostram que 40% da população brasileira está acima do peso. Isso corresponde a 70 milhões de pessoas com mais de 18 anos. E Goiânia segue a mesma tendência. Só na Capi­tal, a estimativa é de que 40 mil sejam obesos mórbidos e te­nham indicação para cirurgias bariátricas. Segundo a Orga­ni­za­ção Mun­dial de Saúde (OMS), todos os anos, cerca de 2,8 milhões morrem por complicações decorrentes do excesso de peso e a obesidade já é tra­tada como epidemia mundial.
Mas a primeira opção para eliminar o excesso de peso deve ser sempre o chamado tratamento clínico, que inclui dieta, exercícios, medicação e acompanhamento de endocrinologista e nutricionista. Em alguns casos, um psicólogo e um fisioterapeuta também podem fazer parte da equipe. O gastrocirurgião e presidente da SBCBM em Goiás, Leonardo Porto Sebba, explica que a cirurgia é indicada quando a obesidade traz prejuízos à saúde e o tratamento clínico não é eficaz. “Existem vários tipos de cirurgia e o médico deve analisar qual é o mais apropriado para cada tipo de paciente”.
O médico detalha que a obesidade, quando ela se apresenta de forma mais “grave”, normalmente está associada a outros problemas de saúde. Entre os principais aparecem as dificuldades respiratórias e apneia do sono, risco aumentado de embolia pulmonar por alterações da coagulação sanguínea e até alguns tipos de câncer (de útero, mama e intestino grosso, entre outros). Deficiências de vitaminas e minerais também podem estar presentes na obesidade.  A razão é que muitos não fazem refeições saudáveis, substituindo-as por comidas gordurosas e frituras, que não fornecem ao organismo os nutrientes necessários.
Outra doença ligada diretamente ao excesso é a hipertensão arterial. Hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo e consumo exagerado de alimentos industrializados ricos em sal, ajudam a aumentar os níveis de pressão arterial. Segundo estudos da SBCBM, com a redução do índice de massa corpórea, a cirurgia bariátrica tem impacto significativo na diminuição da circunferência abdominal, da pressão arterial, da frequência cardíaca e dos níveis de colesterol ruim (LDL), sendo que essa técnica cirúrgica promove o aumento do bom colesterol (HDL).
Leonardo Porto Sebba destaca que o diabetes também é outra doença que deve ser observada por quem é obeso. O tipo 2 da doença está associado diretamente ao excesso de peso e pode causar graves complicações. “Pessoas com excesso de peso tem três vezes mais chances de desenvolverem o diabetes que uma pessoa com peso normal”, destaca. E o número de casos da doença sofreu grande aumento no mundo todo. Em 1985, era estimado haver 30 milhões de pessoas com diabetes. Em 1995, esse número já ultrapassava os 150 milhões.
De acordo com as estatísticas da IDF (International Diabetes Federation), atualmente o número já supera os 250 milhões. Se nenhuma atitude eficiente de prevenção for feita, a IDF estima que o número total de pessoas com diabetes em 2025 alcançará os 380 milhões. Já o diabetes tipo 1 não pode ser prevenido. Mes­mo assim, a cada ano aumentam os casos registrados.

Qualidade de vida
A estudante Ana Carolina Camargo, 19 anos, passou pela cirurgia bariátrica há cerca de seis meses. De lá para cá, perdeu 35 quilos. Mas a meta é perder mais sete. Não só pela estética, mas pela qualidade de vida. A jovem que chegou a pesar 98 quilos com 1,55m tem casos de obesidade na família e havia tentado de tudo para emagrecer. “Era tudo muito complicado, desde percorrer alguns metros andando até subir escadas. Não fazia coisas simples, como cruzar as pernas”, lembra.
Mas o fator principal para realizar a cirurgia foi o diagnóstico de princípio de diabetes. “Como já havia tentando de tudo e não conseguia emagrecer, possivelmente o diabetes se instalaria. Fiz a cirurgia principalmente por conta da saúde, mas a autoestima é outra hoje em dia. Me sinto muito melhor”, comenta. Ana Carolina lembra que teve muitas dificuldades enquanto estava acima do peso. Desde dormir até entrar em lojas para comprar roupas. “Não tinha vida social. Nunca queria sair, nenhuma roupa ficava bem em mim e não gostava de me maquiar. Não me dava bem com o espelho.”
A jovem afirma que hoje tem muito mais qualidade de vida e que não se arrepende de ter se submetido à cirurgia. Apesar do desconforto do pós-operatório, ela garante que foi a melhor escolha. “Ainda não estou praticando exercícios, mas estou muito melhor. Me sinto bem, acordo disposta, animada e estou mais satisfeita comigo. Mas ainda quero perder sete quilos. Minha meta é chegar aos 55”. Ana Carolina cita que seus hábitos mudaram completamente e que não sente falta dos vilões da alimentação, como fast-foods, frituras e similares.

Causas
Segundo o médico, a obesidade já é considerada uma doença crônica e que merece atenção. Ela pode ter diversas causas, entre elas a genética. Pesquisas mostram a relação entre herança genética e obesidade.  Normalmente, pais com peso normal têm em média 10% dos filhos obesos. Quando um dos pais é obeso, 50% dos filhos certamente o serão. E, quando ambos os pais são obesos, esse número pode subir para 80%. Mas além da genética, problemas hormonais também podem ser causa. Alterações nas funções das glândulas tireoide, suprarrenais e da região do hipotálamo, por exemplo, também podem provocar a obesidade.
Mas o gastrocirurgião destaca que os hábitos de vida, com o corre-corre do dia a dia também favorecem ao aumento do peso.  O sedentarismo também pode induzir a obesidade. “É necessário que todos façam algum tipo de atividade física. Não precisa ser na academia. Pode ser uma caminhada no quarteirão de casa ou andar de bicicleta. O importante é se exercitar”, destaca o médico Leonardo Porto Sebba.
E tem como prevenir. Ele indica sempre uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância. Se possível, com acompanhamento profissional quando há alterações no peso, para mais ou para menos. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava a obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável no longo prazo. “Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente”.

A cirurgia
A cirurgia bariátrica e metabólica é popularmente conhecida como cirurgia da obesidade ou redução de estômago. O conceito metabólico foi incorporado há cerca de seis anos pela importância que a cirurgia adquiriu no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento e controle são dificultados pelo excesso de peso ou facilitados pela perda de peso. Entre elas, o diabetes e a hipertensão, que também chamadas de comorbidades.
Os benefícios da cirurgia bariátrica e metabólica são perda de peso, remissão dessas doenças associadas (diabetes e hipertensão), diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida. Os riscos são os mesmos de outras cirurgias abdominais. O médico Leonardo Porto Sebba destaca a importância de procurar um profissional qualificado e uma unidade hospitalar que ofereça estrutura adequada. A SBCBM possui um site (http://www.sbcbm.org.br) e nele os interessados podem conferir se o médico está inscrito como especialista.
As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem três procedimentos básicos da cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia (menos invasiva e mais confortável ao paciente). São eles; as intervenções restritivas, que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar. Intervenções disabsortivos, que reduzem a capacidade de absorção do intestino e as técnicas mistas, que com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com discreta má absorção de alimentos.

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A batalha pela primeira chance

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Sonho de todo jovem, conseguir o primeiro emprego não é tarefa tão fácil quanto se pensa. É nessa faixa etária que se concentra a maior parte das pessoas que procuram incorporar-se ao mercado de trabalho pela primeira vez.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que atualmente no Brasil são cerca de 11 milhões de desempregados.
E se encontrar uma colocação já é difícil, para os iniciantes no mundo do trabalho é mais ainda. O desemprego juvenil é o dobro em relação aos adultos. A cada cinco jovens, um está desempregado.
Para entrar no mercado de trabalho o jovem precisa enfrentar vários obstáculos e um deles é a inexperiência profissional, argumento dado pela maioria dos empregadores na hora da contratação.O fato é que as empresas sempre abrem novos postos, mas estes são preenchidos por pessoas que já são capacitadas, fazendo com que diminuam as chances de acesso aos que ainda não têm experiência.
Além disso, de um modo geral, a situação se complica quando se utiliza os critérios da escolaridade. A baixa qualificação desses jovens que procuram trabalho, quase sempre na faixa de 14 a 24 anos, se mostra como maior impeditivo ao ingresso dessa nova mão de obra no mercado de trabalho.Ou seja, a ausência de escolaridade, aliada à inexperiência, são os maiores gargalos para se chegar ao à primeira colocação. E no meio de milhões de pessoas que esperam por uma oportunidade no País, ter uma boa educação se torna fundamental para conquistar a vaga.
Ana Amélia Ribeiro Silva, 21, estudante de jornalismo, procura trabalho fora da sua área, no terceiro setor, até que possa concluir o seu curso, mas as oportunidades não lhe favorecem, pois não tem nenhuma experiência.
Também por não ter ainda o diploma de curso superior, as limitações aumentam pelo número reduzido de vagas e baixa remuneração em postos de trabalho em que não são necessárias essas exigências.
Para ela, os empresários não estão dispostos a investir em pessoas sem capacitação para o cargo, o que contribui para menores oportunidades no caso de uma primeira colocação.
“A experiência que tenho é a que adquiri na faculdade, em programas extracurriculares, mas isso não basta. Já estou preocupada, porque, quando terminar o meu curso, sei que não vou chegar preparada ao mercado de trabalho.”
Essa realidade não foi diferente com Kyane Martins Cabral, 21, bacharel em Administração. Há cinco meses formada, ainda não conseguiu trabalho.
Kyane acredita que a experiência que tem não é suficiente para competir com outras pessoas que já estão no mercado.
“Por sermos jovens recém-formados, as empresas nos julgam imaturos e ainda despreparados. Não dão oportunidade de mostrar nosso talento”, desabafa.
De acordo com professor de sociologia do trabalho da Universidade Federal de Goiás (UFG), Jordão Horta Nunes, não há propriamente um “impedimento” para que os jovens entrem no mercado de trabalho, mas critérios de qualificação e admissão para certos cargos, salários e benefícios.Para Nunes, de modo geral, em relação aos critérios exigidos aos jovens para ingressar no mundo do trabalho, a escolarização, muito além da experiência, ainda é o maior obstáculo, sobretudo para o primeiro emprego.
E nesta relação, segundo ele, não se pode apenas observar o nível de qualificação, mas de qualidade na formação, pois o avanço tecnológico e as especificidades de cada ramo produtivo exigem uma capacitação contínua.
O professor explica que processos seletivos para diversas categorias, principalmente no serviço público, exigem nível superior e, devido à grande concorrência por esses postos mais estáveis, ocupações como serventes de limpeza ou motoristas, por exemplo, podem ser disputadas por pessoas que já possuem o nível superior completo.
Em contrapartida, Jordão Horta aponta que, por outro lado, embora o desemprego entre jovens seja mais vulnerável aos ciclos econômicos que o de adultos, em função de sua melhor conexão com os avanços tecnológicos, exigência inerente a qualquer profissão, as perspectivas podem ser mais favoráveis no contexto da globalização.“Os jovens têm a seu favor o fato de lidarem, praticamente desde sua infância, com computadores, dispositivos de comunicação móveis e redes sociais, o que pode lhes trazer vantagem em relação a outros níveis geracionais”, afirma Jordão Horta.

Impacto
A taxa de desocupação para as novas gerações pode trazer problemas ao futuro, conforme estudo realizado pela Organização Mundial do Trabalho (OIT).
E as consequências desse exce­sso de mão de obra e escassez de demanda por empregados são mudanças de perspectivas profissionais, sociais, financeiras e psicológicas.
O relatório aponta que pessoas desempregadas em algum momento da juventude tendem a ter salários entre 8,4% (homens) e 13% (mulheres) mais baixos no futuro.
Para o professor de sociologia do trabalho da Universidade Federal de Goiás (UFG), Jordão Horta Nunes, que também é doutor em sociologia, o desemprego entre jovens está primeiramente relacionado com a informalidade, a precarização e as formas atípicas de trabalho.
Segundo ele, a falta de oportunidade faz que os jovens profissionais procurem trabalhos temporários, de baixa produtividade, em que executam funções aquém de suas capacidades.
Nunes explica que este cenário acarreta consequências não somente econômicas, como falta de controle sobre a riqueza produzida e diminuição na captação de impostos pelo governo, mas prejuízo para a autoestima e a própria saúde e bem estar dos jovens.
“O desemprego juvenil está relacionado à falta de produtividade e inovação na mão-de-obra formal, bem como ao envelhecimento relativo do contingente de trabalhadores, colocando em risco o desenvolvimento da sociedade”, acrescenta.

Qualificação aumenta chance de emprego e melhores salários

Num cenário de baixo de­sem­prego e grandes dificuldades para preencher vagas, a qualificação é diferencial para os jovens que buscam oportunidade no mercado de trabalho.
E os salários também compensam. Segundo dados do Cadastro Central de Empre­gos, a diferença média entre brasileiros com graduação e os que não têm era de 219,4% em 2011. Em 2009, essa diferença era de 225%.
Numa pesquisa da Funda­ção Getúlio Vargas, os dados mostram que uma pessoa com curso técnico no currículo tem 10% a mais de chances de conquistar um lugar no mercado de trabalho e chega a ganhar 17% a mais.
Para o diretor de Educação e Tecnologia do Sesi e Senai, Manoel Pereira da Costa, a educação profissional é mesmo um dos caminhos mais curtos para se chegar ao mercado de trabalho.
Segundo Costa, os empresários, que em geral têm uma visão prática e imediatista, querem indivíduos que resolvam os problemas da empresa e, por isso, apostam em profissionais qualificados.
O diretor explica que priorizar os cursos técnicos no País, como estratégia para aperfeiçoar a educação e a formação laboral, atendendo melhor às exigências das vagas disponíveis no mercado, é fundamental.
Ele também esclarece ser necessária educação de qualidade, pois qualificação profissional em si, como titulação, não representa certeza de boas colocações.
“O Brasil precisa investir muito, e com urgência,sobretudo em educação básica de qualidade e em trabalhadores de baixa instrução. E despertar esse interesse nos jovens é o grande desafio da educação no país.”
Na avaliação do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Goiás, Marcelo Baiocchi, ao contrário de tempos atrás quando a qualificação era prevista como ajuda ao progresso, hoje é considerada requisito básico.
Para ele, quanto mais escolaridade e qualificação, maiores as chances de emprego, pois são justamente esses requisitos que as empresas exigem de qualquer pessoa que quer estar no mercado de trabalho.
Nesta perspectiva, o diretor explica que o Sebrae Goiás forma cerca de 40 estagiários por ano, em que os estudantes universitários passam a ter conhecimentos de empreendedorismo.
O curso, com duração de dois anos, segundo Baiocchi, capacita os jovens para atuar nas empresas, dando a eles diferencial para que possam ter melhores oportunidades de emprego e renda.
O diretor acrescenta que a capacitação toma maior importância quando se analisa, especialmente em relação ao primeiro emprego, além das dificuldades de se colocar o jovem para trabalhar e de conciliar os estudos e o aprendizado no trabalho, a legislação brasileira.  
Segundo ele, os geradores de emprego esbarram numa carga tributária muito alta, o que aumenta o desinteresse em contratar trabalhadores sem experiência.
E para que a geração do primeiro emprego seja algo atrativo aos empresários, Marcelo Baiocchi explica que a legislação tem de ser flexibilizada.
“Caso contrário, com a mesma carga tributária, a opção sempre é por quem tem mais experiência e maior qualificação”, ressalta o presidente.

Dicas para quem está começando

* Não espere muito para começar a busca. O ideal é trabalhar desde os primeiros semestres do curso
* Se o primeiro passo na vida profissional for o estágio, invista nele como um emprego. Encare-o com as responsabilidades de qualquer trabalho
* Aprenda a trabalhar em equipe. Aprenda a ouvir opiniões diferentes das suas e também a sustentar os seus pontos de vista
* Tente superar a timidez e invista no relacionamento com as pessoas
* Procure se inteirar sobre todas as possibilidades que a profissão escolhida lhe oferece* Busque estar atualizado na sua área de atuação. * Participe de palestras, seminários e cursos sempre que necessário

 

SNI vigiou goianos após fim da ditadura

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Em fevereiro de 1989, cerca de quatro anos após o fim do Regime Militar no Brasil (1964-985), Luiz Carlos Orro, ligado ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e militante ativo do mo­vimento estudantil na Uni­versidade Federal de Goiás (UFG), ainda era monitorado pelo Serviço Nacional de Info­r­mações (SNI), o principal órgão de informação no período. Naquele ano, ele foi um dos instrutores do curso para membros dos Comitês Regionais da sigla.
A informação é o último registro do goiano, que comandou recentemente a Secretaria de Esporte e Lazer (Semel) da prefeitura de Goiânia, nos arquivos da Agência Brasileira de Informação (Abin).
Os passos dele, porém, eram seguidos durante praticamente uma década, começando pela participação no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em Salvador, na Bahia, em 1979, que visava rearticular o movimento.
“O uso do cachimbo entortou a boca! Em outras palavras, mesmo com o fim da ditadura, os militares acreditaram que poderiam seguir reprimindo e cometendo barbaridades”, avalia Orro à Tribuna, que teve acesso à certidão emitida pela Abin em 2005, após 14 meses de espera, e a relatórios elaborados pelo núcleo do SNI em Goiânia ao longo da década de 1980.
A certidão foi requerido pa­ra amparar o pedido de anistia ju­nto ao Ministério da Justiça. Ao todo, existem, na Abin, 101 dossiês sobre o comunista, elaborados pela Polícia Federal (PF), pelo SNI em Mato Gro­sso, pelo Centro de For­mação de Brigada de Infantaria do Exército, em Goiânia, e pelo De­partamento de Ordem Po­lítica e Social (Dops).

Prisões
Uma das quatro prisões de Orro, em outubro de 1984, também está registrada, mas, segundo ele, de forma adulterada. Na época, ele era porta-voz da comissão para a legalização do PC do B. Amparado em declarações de um delegado ao jornal Estado de Minas, a certidão narra que o militante teria sido “convidado” a comparecer na sede da PF, em Goiânia. A história, segundo Orro, é bem diferente.
Além disso, afiança ele, a detenção faria parte de uma operação para implodir, politicamente, o colégio eleitoral, que se reuniria para votação em janeiro de 1985. “Minha prisão e a de militantes do PC do B em Salvador e em Belém visava criar uma situação de instabilidade política, mostrando que a Ditadura ainda era necessária, uma vez que os partidos de orientação comunista continuavam em atividade”, justifica Orro, que chegou a ser vice-presidente da UNE no Centro Oeste.  
Ele contesta ainda a versão do suposto convite para comparecer à sede da PF, em Goiânia. “Fui arrastado, algemado e espancado dentro do carro”, narra, acrescentando que ainda invadiram sua casa “e saíram com uma viatura da PF lotada de livros, revistas e papéis.”
Luiz Carlos Orro não foi o único monitorado após o fim da Ditadura. O ex-vereador Fábio Tokarski, também do PC do B, foi vigiado até 1987. Os registros do SNI narram a participação do comunista em uma greve geral promovida pela Central Única dos Tra­ba­lha­dores (CUT), Central Ge­ral dos Trabalhadores (CGT) e União Sindical Inde­pendente (USI). Durante uma passeata com cerca de 20 carros, ele chegou a ser detido por agressão verbal e tentativa de depredação de ônibus.

Justiça
Quase 30 anos após o fim da ditadura, vítimas do regime e parentes dos desaparecidos políticos (leia correlata), ainda lutam por Justiça. “Não cometemos nenhum crime. Ajudamos a fazer uma luta justa do povo brasileiro e dos estudantes em rol da liberdade e da conquista da democracia”, defende Orro.  
Instalada pela presidente Dilma RousseFf no ano passado, a Comissão Nacional da Verdade (CNV), investiga as violações cometidas pelo Estado entre 1964 e 1988. Para Orro, a iniciativa tem papel importante para a construção da democracia brasileira. “Teremos um País mais justo a medida que esses fatos sombrios forem revistos”, pontua.

Preso e assassinado. Onde está Honestino?

Líder estudantil goiano, perseguido, preso, torturado e assassinado pela ditadura, Honestino Guimarães, foi o primeiro escolhido para a investigação da Comissão da Verdade da União Nacional dos Estudantes (UNE), instalada neste ano. Presidente da entidade na década de 1970, o então estudante da Universidade de Brasília (UnB), foi preso pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar) em 1973.
Após a prisão, familiares e amigos nunca conseguiram precisar o paradeiro do militante. Só em março de 1996, a família Guimarães recebeu uma certidão de óbito, sem a causa da morte. Até hoje, não se sabe o local, as circunstâncias e onde estão os restos mortais. A família reivindica Anistia para o líder estudantil goiano. A UNE informa em seu site oficial que está “se debruçado em textos, relatos, notícias e jornais que possam esclarecer fatos da vida do líder estudantil goiano até o seu desaparecimento.”
A equipe de trabalho da Comissão tem como conselheiro Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos. Ele integra a Comissão Nacional da Verdade (CNV). Colaboram ainda pesquisadores, estudantes e historiadores que tratam sobre o período e o movimento estudantil. Para Mateus Guimarães, sobrinho do líder estudantil, o dossiê elaborado pela UNE também vai ser instrumento de mobilização para que mais familiares de mortos desaparecidos continuem esse movimento.
“Eu espero, sinceramente, que a partir desse processo a gente possa retomar um pensamento crítico sobre que pais é esse que estamos construímos e no que podemos avançar a partir desse processo. A Comissão da Verdade é só um início do processo de justiça”, destacou, em entrevista ao site da UNE.

Militares no poder

Em março de 1964, os militares assumiram o poder por meio de um golpe e governaram o país nos 21 anos seguintes, instalando um regime ditatorial. A ditadura restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição. No que se refere à economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que produziu resultados bastante contraditórios, tendo em vista que o país ingressou numa fase de industrialização e de crescimento econômico acelerado, sem beneficiar, porém, a maioria da população, em particular a classe trabalhadora.

De olho nos “subversivos”

O Serviço Nacional de Informações (SNI) era o principal órgão de informação no período militar. Ele centralizava as dezesseis entidades especializadas do Sistema Nacional de Informações (SISNI), estruturadas em forma de malha visando a coleta e a busca de informações no nível federal e em setores mais específicos, em nível local, espalhados pelo Brasil. Criado há 49 anos, ele deteve a prerrogativa de manter e sigilo todas as suas informações, podendo, inclusive, escolher quais dados seriam repassados ao Presidente da República. Além disso, toda a estrutura e o funcionamento do SNI podiam ser resguardadas, bem como a utilização de serviços e colaboração de civis, militares, funcionários públicos ou qualquer cidadão, remunerados ou não. Essa autonomia burocrática fez do sistema brasileiro de inteligência o mais poderoso da América Latina ditatorial e até mesmo, em certo sentido, do mundo.

 

 

Comunista Luiz Carlos Orro exibe documentos elaborados pelo SNI, em Goiânia: passos monitorados após a queda do regime militar, em 1985, que planejava seguir reprimindo

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Em fevereiro de 1989, cerca de quatro anos após o fim do Regime Militar no Brasil (1964-985), Luiz Carlos Orro, ligado ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e militante ativo do mo­vimento estudantil na Uni­versidade Federal de Goiás (UFG), ainda era monitorado pelo Serviço Nacional de Info­r­mações (SNI), o principal órgão de informação no período. Naquele ano, ele foi um dos instrutores do curso para membros dos Comitês Regionais da sigla.
A informação é o último registro do goiano, que comandou recentemente a Secretaria de Esporte e Lazer (Semel) da prefeitura de Goiânia, nos arquivos da Agência Brasileira de Informação (Abin).
Os passos dele, porém, eram seguidos durante praticamente uma década, começando pela participação no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em Salvador, na Bahia, em 1979, que visava rearticular o movimento.
“O uso do cachimbo entortou a boca! Em outras palavras, mesmo com o fim da ditadura, os militares acreditaram que poderiam seguir reprimindo e cometendo barbaridades”, avalia Orro à Tribuna, que teve acesso à certidão emitida pela Abin em 2005, após 14 meses de espera, e a relatórios elaborados pelo núcleo do SNI em Goiânia ao longo da década de 1980.
A certidão foi requerido pa­ra amparar o pedido de anistia ju­nto ao Ministério da Justiça. Ao todo, existem, na Abin, 101 dossiês sobre o comunista, elaborados pela Polícia Federal (PF), pelo SNI em Mato Gro­sso, pelo Centro de For­mação de Brigada de Infantaria do Exército, em Goiânia, e pelo De­partamento de Ordem Po­lítica e Social (Dops).

Prisões
Uma das quatro prisões de Orro, em outubro de 1984, também está registrada, mas, segundo ele, de forma adulterada. Na época, ele era porta-voz da comissão para a legalização do PC do B. Amparado em declarações de um delegado ao jornal Estado de Minas, a certidão narra que o militante teria sido “convidado” a comparecer na sede da PF, em Goiânia. A história, segundo Orro, é bem diferente.
Além disso, afiança ele, a detenção faria parte de uma operação para implodir, politicamente, o colégio eleitoral, que se reuniria para votação em janeiro de 1985. “Minha prisão e a de militantes do PC do B em Salvador e em Belém visava criar uma situação de instabilidade política, mostrando que a Ditadura ainda era necessária, uma vez que os partidos de orientação comunista continuavam em atividade”, justifica Orro, que chegou a ser vice-presidente da UNE no Centro Oeste.  
Ele contesta ainda a versão do suposto convite para comparecer à sede da PF, em Goiânia. “Fui arrastado, algemado e espancado dentro do carro”, narra, acrescentando que ainda invadiram sua casa “e saíram com uma viatura da PF lotada de livros, revistas e papéis.”
Luiz Carlos Orro não foi o único monitorado após o fim da Ditadura. O ex-vereador Fábio Tokarski, também do PC do B, foi vigiado até 1987. Os registros do SNI narram a participação do comunista em uma greve geral promovida pela Central Única dos Tra­ba­lha­dores (CUT), Central Ge­ral dos Trabalhadores (CGT) e União Sindical Inde­pendente (USI). Durante uma passeata com cerca de 20 carros, ele chegou a ser detido por agressão verbal e tentativa de depredação de ônibus.

Justiça
Quase 30 anos após o fim da ditadura, vítimas do regime e parentes dos desaparecidos políticos (leia correlata), ainda lutam por Justiça. “Não cometemos nenhum crime. Ajudamos a fazer uma luta justa do povo brasileiro e dos estudantes em rol da liberdade e da conquista da democracia”, defende Orro.  
Instalada pela presidente Dilma RousseFf no ano passado, a Comissão Nacional da Verdade (CNV), investiga as violações cometidas pelo Estado entre 1964 e 1988. Para Orro, a iniciativa tem papel importante para a construção da democracia brasileira. “Teremos um País mais justo a medida que esses fatos sombrios forem revistos”, pontua.

Preso e assassinado. Onde está Honestino?

Líder estudantil goiano, perseguido, preso, torturado e assassinado pela ditadura, Honestino Guimarães, foi o primeiro escolhido para a investigação da Comissão da Verdade da União Nacional dos Estudantes (UNE), instalada neste ano. Presidente da entidade na década de 1970, o então estudante da Universidade de Brasília (UnB), foi preso pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar) em 1973.
Após a prisão, familiares e amigos nunca conseguiram precisar o paradeiro do militante. Só em março de 1996, a família Guimarães recebeu uma certidão de óbito, sem a causa da morte. Até hoje, não se sabe o local, as circunstâncias e onde estão os restos mortais. A família reivindica Anistia para o líder estudantil goiano. A UNE informa em seu site oficial que está “se debruçado em textos, relatos, notícias e jornais que possam esclarecer fatos da vida do líder estudantil goiano até o seu desaparecimento.”
A equipe de trabalho da Comissão tem como conselheiro Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos. Ele integra a Comissão Nacional da Verdade (CNV). Colaboram ainda pesquisadores, estudantes e historiadores que tratam sobre o período e o movimento estudantil. Para Mateus Guimarães, sobrinho do líder estudantil, o dossiê elaborado pela UNE também vai ser instrumento de mobilização para que mais familiares de mortos desaparecidos continuem esse movimento.
“Eu espero, sinceramente, que a partir desse processo a gente possa retomar um pensamento crítico sobre que pais é esse que estamos construímos e no que podemos avançar a partir desse processo. A Comissão da Verdade é só um início do processo de justiça”, destacou, em entrevista ao site da UNE.

 
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