Tribuna do Planalto

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Ano 26 - Nº1.327 Goiânia, 13 a 19 de maio de 2012
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politica

Mutirama domina agenda na Câmara

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A agenda política da Câmara de Goiânia nos próximos dias deve ficar focada nas últimas denuncias envolvendo as obras do Parque Mutirama. Pelo menos esse será o objetivo da oposição. Nas sessões dessa semana, os parlamentares devem apreciar dois requerimentos de colegas oposicionistas, um do vereador Elias Vaz (PSol) e outro dos vereadores Geovane Antônio (PSDB) e Santana Gomes (PSD).
Elias Vaz pede no requerimento que seja convidado o presidente da Agência Muni­cipal de Obras (Amob), Iram Saraiva Júnior, a prestar esclarecimentos sobre denúncias apresentadas após a operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que prendeu cinco pessoas suspeitas de desviar mais de R$ 2 milhões das obras do Mutirama.
O requerimento foi apresentado na retomada dos trabalhos da Câmara, na sessão ordinária de quarta-feira, 15. Além disso, o convite é para que Iram Júnior fale sobre possíveis irregularidades no contrato com a empresa Ecotech, que presta serviço especializado de tapa-buraco ao município.
Embora a oposição vai tentar forçar o convite ao presidente da Amob, a base do prefeito tem dado sinais de que não deve aprovar o requerimento de Elias Vaz. “Ele prestou todos os esclarecimentos necessários à nossa base. Diante disso, ele vai convidar os vereadores da oposição para um encontro na Amob onde prestará as informações sobre as dúvidas que cercam as obras”, afirma o líder do prefeito, Agenor Mariano (PMDB).

Marginal Botafogo
No mesmo dia, os vereadores Santana Gomes e Geovani Antonio requereram ao prefeito Paulo Garcia, a liberação do trânsito da Marginal Botafogo, que está interditada por conta das obras do Mutirama. No documento, eles lembram que as obras na Marginal começaram em agosto do ano passado, com a promessa de conclusão no inicio de 2012. “Como se sabe esse cronograma não será cumprido. Aliás, todos os cronogramas foram frustrados, o que implica dizer que não existe previsão para o término da obra”, diz Geovane..Santana Gomes acredita que a Con­troladoria Geral da União pode não autorizar mais o repasse de verbas para a obra, devido às irregularidades denunciadas pelo Ministério Público Fede­ral. “Sem contar a suspensão temporária do serviço pela empresa Warre Engenharia até que sejam concluídos os estudos técnicos de uma comissão solicitada pelo Crea”, completou o vereador.O líder do prefeito diz que dificilmente o prefeito deve atender o pedido da oposição.

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