Tribuna do Planalto

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Ano 26 - Nº1.327 Goiânia, 13 a 19 de maio de 2012
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Polêmicas marcam volta da Assembléia

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A Assembleia Legisla­ti­va iniciou na quarta-feira, 1º, o ano legis­la­tivo de 2012. A a­ber­tura dos trabalhos legislativos foi marcada pela leitura da mensagem do governador Si­queira Campos (PSDB), lida pelo secretário-chefe da Casa Civil, Renan de Arimateia, que enfatizou a situação encontrada pelo governo no início de 2011 e as principais ações que foram desenvolvidas no ano.
Segundo o chefe da Casa Civil, o estado foi recebido nu­ma situação “caótica”, vivenciada em quase todas as pastas. “As obrigações a descoberto, renegadas a pagamento chegaram a R$ 662 milhões, dos quais foram pagos R$ 378 milhões”, informou. O secretário criticou os benefícios concedidos aos servidores pelo go­verno Carlos Gaguim (PMDB). “Foram concedidos aos servidores numerosos be­nefícios aos servidores, tudo em desacordo com legislação fiscal”, afirmou.
Entre as realizações do go­verno, Renan de Arimateia en­fatizou a pavimentação asfáltica e as negociações com o Ban­co Mundial para a concretização do empréstimo de US$ 300 milhões para o Programa de Desenvolvimen­to Regional Integrado Su­sten­tável (PDRIS).
Os deputados da bancada de oposição protestaram contra a mensagem do governador Siqueira Campos. O deputado Sargento Aragão (PPS) questionou a declaração de que o governo pegou a Secre­taria de Infraestrutura “sucateada”. “Como o governo afirma que encontrou o estado com máquinas sucateadas se o ex-governador Gaguim foi multado por expor 340 máquinas em frente ao Espaço Cul­tural, que foram encaminhadas para a Secretaria da In­fra­estrutura? Alguma coisa está errada aí, então a multa tem que ser retirada”, afirmou. Os de­putados Josi Nunes (PMDB), José Augusto Pu­gliese (PMDB) e Stalin Bucar (PR).
O ex-governador Carlos Gaguim (PMDB) também rebateu o texto. O ex-governador afirmou que obedeceu o que determina a Lei de Res­pon­sabilidade Fiscal (LRF) em relação aos gastos com pessoal e que apenas “fez justiça” com os servidores. “Não me arrependo de ter garantido direitos aos servidores públicos. Conce­demos reajustes em cima de uma previsão orçamentária que se concretizou. Quem movimenta a máquina é o servidor público.”
Sobre as dívidas deixadas, Gaguim disse que todos os governos fazem dívidas e enfatizou a baixa capacidade de en­dividamento do governo, deixada na gestão dele. “Eu dei­xei o governo com uma capacidade de endividamento de 11%. Todo governo deixa dí­vidas. Siqueira deixou R$ 1 bilhão em dívidas para o go­ver­no de Marcelo Miran­da", afirmou.

Novo líder
O novo líder do governo, de­putado estadual Osires Da­maso (DEM), afirmou que es­pe­ra fazer um bom trabalho na defesa do governo na casa. “É uma mudança natural, o governador entendeu que cada ano deve haver um novo líder e nós assumimos e esperamos fazer um bom trabalho”, afirmou.
Um dos assuntos que ficaram pendentes de 2011 foi a votação das contas de 2009, dos governos Marcelo Miran­da (PMDB) e Carlos Gaguim. Relator da matéria, Damaso solicitou ao Tribunal de Con­tas do Estado (TCE) pareceres distintos para cada gestão. O TCE está trabalhando no caso. “Acredito que no máximo em 15 dias já teremos o resultado”, afirmou.

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