A empresária Evelyne dos Santos Gonçalves, dona do grupo responsável pela atividade de rope jump em que morreu a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou em depoimento que sua principal função na empresa era cuidar da recepção dos clientes e produzir conteúdos para “viralizar nas redes sociais”. A declaração foi prestada durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo.
Evelyne foi presa temporariamente no último fim de semana, enquanto outros quatro investigados também foram detidos por suspeita de participação no caso. Três instrutores já haviam sido presos logo após a tragédia e foram indiciados por homicídio doloso qualificado. Um quinto funcionário acabou preso posteriormente depois de deixar o local e não comparecer para prestar depoimento.
Segundo o depoimento, a empresária disse que não participava diretamente da operação dos saltos. Ela afirmou que recepcionava os clientes, realizava os cadastros, organizava a ordem de atendimento e era responsável pelas redes sociais da empresa. “Minha função era recepcionar e viralizar nas redes”, declarou durante o interrogatório, segundo informações obtidas pelo UOL.
Evelyne também afirmou que estava em uma tenda localizada a cerca de 20 metros do ponto do salto quando ocorreu o acidente e disse que apenas ouviu um forte barulho. Segundo ela, ao olhar em direção aos instrutores, todos estavam em estado de choque.
Ainda em depoimento, a empresária saiu em defesa da equipe e afirmou acreditar que o ocorrido foi uma fatalidade. “Com toda a confiança e toda a expertise que eles têm, de tantos anos nesse esporte, realmente é uma fatalidade. Não consigo entender o que aconteceu, ninguém consegue”, declarou.
Ela também afirmou que os investigados não pretendem fugir das responsabilidades. “A gente não fugiu, a gente está aqui esperando para ser julgado. Independentemente do que aconteceu, a gente vai assumir e ficar aqui”, disse.
Relembre o caso
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho após cair de aproximadamente 40 metros de altura durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.
Imagens obtidas pela polícia mostram a jovem sendo erguida por integrantes da equipe e lançada da ponte sem estar conectada à corda de segurança. Testemunhas relataram que os responsáveis pela atividade esqueceram de prender o equipamento antes do salto. O caso foi registrado como homicídio e segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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