Skip to content

Em menos de uma semana pelo mundo: depois de Venezuela, EUA e Japão, terremoto atinge Afeganistão e Paquistão

Tremor foi sentido nos dois países neste sábado e amplia sequência de fortes abalos sísmicos registrada em diferentes regiões do mundo nos últimos dias; tragédia na Venezuela segue como a mais devastadora


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 27/06/2026 - 15:18

Em menos de uma semana pelo mundo depois de Venezuela, EUA e Japão, terremoto atinge Afeganistão e Paquistão
(Imagem: Reprodução/X)

Um forte terremoto atingiu a região montanhosa de Hindu Kush, no Afeganistão, neste sábado (27), e também foi sentido em diversas cidades do vizinho Paquistão. O novo abalo amplia a sequência de um terremoto após outro registrados em diferentes partes do mundo em menos de uma semana, período que também teve eventos sísmicos de grande intensidade na Venezuela, nos Estados Unidos e no Japão.

Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo (EMSC), o terremoto ocorreu a cerca de 100 quilômetros de profundidade. Até o momento, não há relatos oficiais de mortos ou feridos, mas equipes locais seguem avaliando possíveis danos provocados pelo tremor.

Na província paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwa, especialmente no distrito de Swat, moradores relataram momentos de pânico. À agência Reuters, o morador Daniyal Ahmad afirmou que o tremor foi intenso e durou vários segundos, levando dezenas de pessoas a deixarem suas casas.

“Foi muito forte aqui em Swat e durou bastante tempo. As pessoas saíram de casa e mulheres e crianças foram vistas chorando, em pânico”, relatou.

Também neste sábado, o EMSC registrou um terremoto de magnitude 5,4 no Paquistão. Até a última atualização, as autoridades dos dois países não haviam informado vítimas relacionadas aos abalos.

O novo episódio ocorre poucos dias após uma sequência incomum de terremotos em diferentes continentes. Na quarta-feira (24), um tremor de magnitude 5,6 atingiu a Califórnia, nos Estados Unidos. Cerca de meia hora depois, dois fortes terremotos atingiram a Venezuela. Na sequência, ainda na mesma noite, um terremoto de magnitude 6,9 foi registrado no Japão. A proximidade entre os horários dos eventos chamou a atenção nas redes sociais, embora especialistas expliquem que terremotos em regiões distintas não possuem, necessariamente, relação entre si.

Entre todos os abalos registrados nesta semana, a tragédia na Venezuela permanece como a mais grave. Na noite de quarta-feira, dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 devastaram áreas localizadas a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas, provocando o desabamento de edifícios e deixando um rastro de destruição.

Segundo o governo venezuelano, o número de mortos chegou a 920, enquanto 3.360 pessoas ficaram feridas. Outras 172 permaneciam presas sob os escombros durante os trabalhos de resgate, e mais de 50 mil pessoas eram consideradas desaparecidas. Equipes de emergência seguem atuando nas áreas afetadas, com apoio de ajuda humanitária internacional.

Mesmo após os terremotos mais fortes, a atividade sísmica na Venezuela não cessou. Na sexta-feira (26), um novo tremor de magnitude 4,9 atingiu a costa norte do país e foi sentido em Caracas e na cidade de Maracay. Embora tenha provocado menos impactos, o episódio aumentou a preocupação das autoridades e da população diante do risco de novas réplicas.

A sucessão de terremotos em um intervalo tão curto reforça a atenção das autoridades internacionais para regiões de alta atividade tectônica. Especialistas destacam, no entanto, que Afeganistão, Paquistão, Venezuela, Japão e parte da costa oeste dos Estados Unidos estão localizados em áreas naturalmente propensas à ocorrência de terremotos devido ao encontro e ao movimento constante das placas tectônicas.

Avatar

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa