O México passou a integrar a lista de países que registraram forte terremoto nas últimas semanas após um abalo de magnitude 6,1 atingir, nesta terça-feira (30), a costa do estado de Sinaloa, no noroeste do país. O tremor foi confirmado pelo Serviço Sismológico Nacional do México (SSN) e também pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Até o momento, não há relatos de mortos, feridos ou danos materiais significativos.
Segundo o USGS, o epicentro foi localizado a aproximadamente 75 quilômetros ao sul-sudoeste de El Progreso, com profundidade de 10 quilômetros. Apesar da intensidade do terremoto, as autoridades descartaram a emissão de alerta de tsunami. Poucos minutos depois, outros dois tremores foram registrados na mesma região, ambos com epicentros no Oceano Pacífico. Um deles teve magnitude 4,9 e profundidade de 5 quilômetros, enquanto o outro alcançou magnitude 4,8, a 9,9 quilômetros de profundidade.
Com o novo registro, o México se torna o sexto país a enfrentar um terremoto de grande intensidade em um curto intervalo de tempo. Nos últimos dias, abalos também foram registrados no Afeganistão, Paquistão, Venezuela, Estados Unidos e Japão.
No último sábado (27), um forte terremoto atingiu a região montanhosa de Hindu Kush, no Afeganistão, sendo sentido em diversas cidades do vizinho Paquistão. De acordo com o Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo (EMSC), o tremor ocorreu a cerca de 100 quilômetros de profundidade. Até a divulgação das informações, não havia confirmação de mortos ou feridos, embora equipes locais continuassem avaliando possíveis danos.
Na província paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwa, especialmente no distrito de Swat, moradores relataram momentos de medo. Testemunhas afirmaram que o tremor durou vários segundos, levando famílias inteiras a deixarem suas casas. No mesmo dia, o EMSC também registrou outro terremoto de magnitude 5,4 em território paquistanês.
A sequência de eventos sísmicos começou dias antes. Na quarta-feira (24), um terremoto de magnitude 5,6 atingiu a Califórnia, nos Estados Unidos. Cerca de meia hora depois, dois fortes abalos devastaram regiões da Venezuela, seguidos, ainda na mesma noite, por um terremoto de magnitude 6,9 no Japão. Embora a proximidade temporal tenha chamado atenção nas redes sociais, especialistas ressaltam que terremotos ocorridos em diferentes continentes não possuem, necessariamente, relação entre si.
Entre todos os episódios recentes, a situação mais grave continua sendo a da Venezuela. Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 provocaram destruição em áreas localizadas a cerca de 160 quilômetros de Caracas, causando centenas de mortes, milhares de feridos e deixando equipes de resgate mobilizadas em busca de sobreviventes. Mesmo após os principais abalos, o país ainda registrou novas réplicas, mantendo o estado de alerta das autoridades.













