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Atlético anuncia novo técnico. Roger Silva não agrada o torcedor


Por Herivelto Nunes em 08/07/2026 - 10:10

Roger Silva, novo técnico do Atlético. Torcedor não aprova

A torcida do Atlético mais uma vez se diz decepcionada com o presidente Adson Batista, que anunciou a contratação do técnico Roger Silva para comandar o Atlético no restante da série B e tentar conquistar o acesso para a elite do futebol brasileiro. O novo técnico tem histórico de acessos na série C, mas precisa mostrar a que tem condições de conduzir o Dragão ao objetivo principal da temporada. O novo treinador será apresentado hoje (quarta-feira) e já comanda o primeiro treinamento no CT atleticano.

Adson Batista espera que o novo técnico apresente resultados montando um time ofensivo, motive o vestiário e faça o grupo brigar pelo acesso. Antes de acertar com Roger Silva, Adson tentou a contratação de Antônio Carlos Zago, mas as partes não entraram em um acordo financeiro. Em 2026, Roger dirigiu o Sport Recife, em seguida assumiu o comando do América-MG, mas não obteve os resultados esperados pela direção das duas equipes. Há cinco anos trabalhando como técnico, Roger Silva tem os melhores resultados alcançados na série C, onde foi vice-campeão em duas oportunidades, com o Athletic-MG e Londrina-PR. No Atlético Goianiense, terá que vencer a apatia dos jogadores e o sentimento de desconfiança da torcida e de parte da imprensa.

Sergio Rassi espera que o Goiás faça mudanças para democratizar o processo eleitoral

CONSELHO DO GOIÁS APROVA MUDANÇAS NO ESTATUTO

Em reunião realizada na noite de ontem (terça-feira) na Serrinha, o Conselho Deliberativo do Goiás aprovou em primeira votação as mudanças propostas para o novo Estatuto do Clube. A principal mudança é a volta da figura de um presidente executivo, com cinco vice-presidentes, de esportes olímpicos; iniciação esportiva e social; de Marketing; Comunicação e Novos Negócios; Administrativo, Financeiro e de Patrimônio: Jurídico e Vice de Futebol, Profissional, Feminino e de Base. A diferença em relação ao modelo existente até 2023 é a manutenção do cargo de Diretor Executivo, atualmente ocupado por Leonardo Pacheco.

A reunião para a segunda votação do Conselho ainda não está marcada, mas já está definido que no final do ano o Goiás passará por nova eleião para a escolha do novo presidente do Clube. Desde o final do 2023 o Goiás é administrado por um Conselho de Administração, dirigido por Aroldo Guidão. Esse modelo não deu certo, tem sido muito criticado pela torcida e parte da imprensa, por isso está sendo alterado, com a volta do modelo anterior. Mas esperava-se mudanças maiores no sistema eleitoral do clube esmeraldino. O colégio eleitoral é composto apenas por 250 Conselheiros que precisam estar adimplentes para exercer o direito de voto. A maioria deles é alinhada com a família Pinheiro, o que praticamente inviabiliza a formação de uma chapa de oposição ao grupo que comanda o Goiás atualmente. Mas essa mudança não aconteceu.

Messi comanda a reação da Argentina contra o Egito (Foto: @Argentina)

ALÉM DE TER MESSI, ARGENTINA JOGOU COM A GARRA QUE O BRASIL NÃO TEM

O Egito vencia a Argentina por 2 a 0 até os 30 minutos do segundo tempo. Messi havia perdido um pênalti no início da partida, o segundo que ele perdeu na Copa, mas quando todos contavam com a eliminação da Argentina, veio a reação. Messi comandou a virada da seleção alviceleste com uma assistência e um gol. A Argentina virou a partida, depois de passar maior parte do jogo nocauteada pelo bom futebol do Egito. A Argentina vai às quartas de final contra a Suíça. O torcedor brasileiro, em sua maioria, queria ver a seleção argentina eliminada, mas eles tem Messi, um craque excepcional que o Brasil não tem. Tem garra e vontade de vencer, o que o Brasil também não teve nesta Copa.

Aos 39 anos, Messi faz uma Copa impecável, é um dos artilheiros e mais uma vez, um dos melhores jogadores da competição. Além de ter Messi, a Argentina joga com uma garra que o Brasil não tem. Enquanto nossa seleção viu a eliminação chegar com passividade e sem reação, os Argentinos foram a “Fênix” da Copa, que, segundo a lenda, entrou em autocombustão no final de sua vida e renasceu das próprias cinzas. Eliminada precocemente da Copa, a seleção brasileira, protagonista de um dos maiores vexames da história do Brasil em Copas do Mundo, deveria se envergonhar ao ver o espetáculo argentino, que transformou uma derrota tida como certa, em uma vitória que já entrou para a história das Copas, como um extraordinário capítulo de superação e raça.

CURTAS

* As quartas de final da copa do Mundo serão disputadas por Argentina, Suíça, França, Marrocos, Espanha, Bélgica, Inglaterra e Noruega. As partidas desta fase começam a ser disputadas a partir de amanhã (quinta-feira), com o jogo entre França e Marrocos.

* Rumores nos bastidores da CBF dão conta de um possível pedido de demissão do presidente Samir Xaud, envolvido em denúncias de suposto uso de recursos da entidade para custear despesas pessoais e viagens de acompanhantes. Xaud nega qualqauer possibilidade de renúncia.

* Independente dos comentários de bastidores, o fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo exige um posicionamento da CBF. É momento para uma grande reformulação, passando pela troca da comissão técnica e de jogadores que não devem mais voltar à seleção brasileira. Neymar é um deles.

* Dirigentes goianos participaram da farra patrocinada pela CBF na Copa. Adson Batista, Paulo Rogério Pinheiro e Hugo Bravo foram convidados e aceitaram viajar para os Estados Unidos, juntamente com todos os demais dirigentes das séries A e B, para assistirem a estreia do Brasil contra o Marrocos. Todas as despesas pagas pela CBF, é lógico.

* A torcida do Goiás gostou da mudança do Estatuto, que prevê a volta do presidencialismo no clube. Mas espera a abertura e ampliação do colégio eleitoral, para que no final do ano, quando acontecerão as eleições para a nova diretoria, pretendentes de oposição possam participar.

* Os atuais dirigentes esmeraldinos, comandados por Paulo Rogério Pinheiro, não são mais capazes de liderar os interesses da família alviverde, que quer ver o Goiás grande novamente. Chegou o momento da mudança, de dar oportunidade a outros esmeraldinos tentarem resgatar a história vitoriosa do clube da Serrinha.

* Nomes como Sérgio Rassi, Raimundo Queiroz, Vagner Vilela, João Bosco Luz e outros valorosos ex-dirigentes do Goiás estão trabalhando na tentativa de viabilizar uma candidatura de oposição para as eleições do final do ano.

Leia mais: Argentina tem reação histórica nos minutos finais, vira contra o Egito e avança às quartas da Copa do Mundo

Herivelto Nunes

Herivelto Nunes é Jornalista, com Pós Graduação em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching

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