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Soroterapia: saiba o que é o procedimento feito por Virginia e Vini Jr. e por que ele é condenado no Brasil

Cremego alerta que o uso indiscriminado da soroterapia, com promessa de emagrecimento, rejuvenescimento e aumento da vitalidade, não tem comprovação científica e pode trazer riscos à saúde


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 09/07/2026 - 17:00

Soroterapia: saiba o que é o procedimento feito por Virginia e Vini Jr. e por que ele é condenado no Brasil
(Imagem: Reprodução)

A soroterapia voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após Virginia Fonseca aparecer realizando o procedimento nos Estados Unidos. A prática, também feita recentemente pelo jogador Vini Jr., consiste na aplicação de vitaminas, minerais e outras substâncias diretamente na veia, por meio de soro. Apesar de ser divulgada por influenciadores e clínicas como uma forma de melhorar a imunidade, aumentar a energia, ajudar no emagrecimento ou promover rejuvenescimento, entidades médicas alertam para os riscos do uso sem indicação adequada.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) emitiu um alerta sobre o uso indiscriminado da soroterapia. Segundo o órgão, a indicação do procedimento com promessas de rejuvenescimento, perda de peso, ganho de massa muscular, combate à queda de cabelo e aumento da vitalidade não possui evidência científica.

O Cremego reforça que a soroterapia é um tratamento sério, mas que deve ser usado apenas em situações específicas, quando há real necessidade médica. O problema, segundo o conselho, é que o procedimento tem sido oferecido como uma espécie de “solução milagrosa” para pessoas saudáveis, impulsionado principalmente por artistas e influenciadores.

Especialistas explicam que a aplicação de substâncias diretamente na corrente sanguínea pode provocar reações adversas, intoxicações, alergias graves e até complicações fatais, especialmente quando feita sem controle, sem exames prévios e sem acompanhamento adequado. A prática também já foi questionada por sociedades médicas e é condenada pela Resolução CFM nº 2.004/2012 quando usada com finalidade estética, antienvelhecimento ou sem comprovação científica.

Embora tenha indicações clínicas restritas, como em casos de deficiência nutricional comprovada ou dificuldade de absorção de nutrientes por via oral, a soroterapia não deve ser tratada como procedimento de rotina para melhorar disposição ou prevenir doenças. A orientação é procurar atendimento médico antes de qualquer suplementação, principalmente quando envolve aplicação endovenosa.

O Cremego orienta que denúncias sobre prescrição indiscriminada da soroterapia podem ser encaminhadas à ouvidoria do conselho.

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Redação Tribuna do Planalto

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