O prefeito Sandro Mabel (UB) anunciou nesta sexta-feira (10) a destinação de R$ 20 milhões ao Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus). A primeira remessa foi entregue durante solenidade realizada no Paço Municipal.
A previsão inicial da administração municipal era aplicar R$ 10 milhões no programa ao longo de 2026. Durante o evento, Mabel afirmou que o valor será ampliado, com a liberação de R$ 10 milhões neste primeiro momento e outros R$ 10 milhões em setembro.
O Pafus permite que gestores das unidades de saúde administrem diretamente recursos destinados a despesas cotidianas, como pequenos reparos, manutenção predial, materiais de escritório, serviços de limpeza e aquisição de itens de menor valor.
Segundo a Prefeitura, cada uma das 11 unidades de urgência e emergência receberá R$ 100 mil. Já as 106 unidades básicas de saúde e os serviços de saúde mental terão repasses de R$ 70 mil cada. Os valores serão transferidos pelo Fundo Municipal de Saúde.
Autonomia
O modelo foi inspirado no Programa de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie), utilizado na rede municipal de ensino. A proposta é reduzir a dependência de processos centralizados para a solução de problemas considerados rotineiros.
“Vamos liberar R$ 10 milhões agora e outros R$ 10 milhões em setembro”, afirmou Mabel. O prefeito também anunciou que a administração prepara uma licitação para comprar 1,2 mil aparelhos de ar-condicionado destinados às unidades de saúde.
De acordo com Mabel, os equipamentos serão adquiridos pelo município, enquanto a manutenção poderá ser custeada por meio dos recursos administrados pelas próprias unidades.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, afirmou que o investimento inicialmente previsto era de R$ 8 milhões, depois ampliado para R$ 10 milhões e, agora, para R$ 20 milhões.
Para o gestor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cândida de Moraes, José Ismariano Cardoso, o repasse poderá acelerar a resolução de demandas simples que, anteriormente, dependiam de procedimentos administrativos centralizados.
“Esse orçamento chega para a gestão fazer pequenos reparos e adquirir insumos e equipamentos. Para o gestor, isso faz diferença porque evita a interrupção do serviço”, declarou.
Cada unidade deverá contar com uma comissão executora responsável por acompanhar, deliberar e fiscalizar a aplicação dos recursos. Os grupos serão formados pelo gestor da unidade, trabalhadores e representantes dos usuários.
As unidades também precisarão elaborar um Plano de Aplicação de Recursos e realizar prestações de contas trimestrais ao Conselho Municipal de Saúde, à Controladoria-Geral do Município e ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO).
Durante o evento, vereadores da base governista defenderam a descentralização dos recursos. O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Dr. Gustavo, afirmou que o programa poderá facilitar intervenções nas unidades e atender demandas de trabalhadores e usuários.
Também participaram da solenidade a vice-prefeita Coronel Cláudia Lira; os vereadores Anselmo Pereira, Wellington Bessa e Pedro Azulão Filho; além de secretários municipais e outros integrantes da administração.















