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Argentina pode repetir feito que pertence apenas ao Brasil e a Itália

Argentina pode alcançar um patamar inédito na história de seu futebol e virar sombra para o penta brasileiro


Por Danilo Santana em 16/07/2026 - 08:45

Messi comemora vitória sobre Egito em uma das remontadas históricas da Argentina na Copa do Mundo de 2026 (Créditos: @FIFAcom via FotosPublicas)

A Argentina chegou à sua segunda final de Copa do Mundo seguida após uma campanha marcada por viradas históricas e muita resiliência. No último jogo, contra a Inglaterra, os argentinos novamente saíram atrás no placar após um primeiro tempo de muita catimba.

Após o gol tomado, as provocações deram lugar a uma furiosa pressão que não cessa até o jogo acabar. Os hermanos parecem começar a jogar apenas quando estão em alguma desvantagem e assim abriram caminho até a final. Se ganharem o jogo contra a Espanha no próximo domingo (19), a Argentina será tetracampeã do mundo e bicampeã seguida de Copa do Mundo.

Apenas duas seleções podem dizer que conquistaram o mundo duas vezes seguidas: Itália e Brasil. A azzurra conquistou as Copas de 1934 e 1938, enquanto a seleção canarinho conquistou a de 1958 e 1962. No entanto, apesar de inesquecíveis, é notável que o feito da Argentina seria gigantesco não apenas por entrar no seleto grupo de bicampeãs seguidas, mas por também formar uma tríade com Alemanha e Itália ao acumular 4 títulos, se sagrando uma das maiores seleções do século até aqui.

O novo país do futebol?

Além disso tudo, a Argentina também viraria sombra para o pentacampeão Brasil que desde 2006 vive uma série de decepções em Copas e se encontra em crise quando o assunto é futebol de seleções. Nas atuais circunstâncias, o domínio brasileiro acontece apenas na Libertadores da América, torneio que das últimas dez edições, teve oito brasileiros campeões e apenas um argentino.

Com a maioria de seus craques de seleção jogando fora do país, a discussão de a quem pertence o título de ‘país do futebol’ fica em aberto. Apesar de outras seleções terem atingido o feito de ganhar duas copas seguidas, a Argentina seria a primeira a fazer isso neste século, jogando o futebol moderno e hiper competitivo. Se for concretizado, é difícil imaginar que outra seleção poderia realizar isso novamente.

Com certeza, a primeira resposta não seria o Brasil. O país vive um período novo em sua história, muito por causa da visibilidade criada por Flamengo e Palmeiras – dominantes em títulos e em gestão. Esse período envolve não apenas um cenário mais atrativo para grandes nomes do futebol internacional, como também o reconhecimento da dominância brasileira na América do Sul. Entretanto, essa dominância não se reflete quando todos estes jogadores se reúnem para jogar juntos. Tantas frustrações ofuscaram o peso das cinco estrelas e causam hoje a maior crise de marca e identidade da história da CBF.

A diferença de ter um ídolo inquestionável

Mesmo assim, isso não é o suficiente perante o gênio da vez. Lionel Messi é deles. Quantos ídolos brasileiros chegaram perto de ser o que Pelé é para o futebol brasileiro?

Por mais criticado e rechaçado que possa ter sido, chamado de “Espanhol” por vezes enquanto jogava no Barcelona, é deles o jogador mais próximo de uma figura como Pelé, Maradona, Cruyff e outros raros gênios da história das quatro linhas.

Quis o destino que a final que pode elevar Messi ao mesmo patamar de Maradona acontecesse justamente contra o país que lhe serviu de casa por tantos anos.

Danilo Santana

Jornalista e produtor audiovisual baseado em São Paulo. Escreve sobre cultura e esporte.

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