O grande questionamento que se faz em torno da contratação de Carlo Ancelotti é “por que ele nunca foi convidado a treinar a seleção de seu país”? A Itália não consegue se classificar para uma Copa do Mundo há três edições e nunca lembraram de Ancelotti para tentar trazer o selecionado italiano de volta ao cenário das Copas. Só a CBF viu no treinador, multicampeão dirigindo clubes na Europa, um profissional capaz de tirar a seleção brasileira da letargia que a envolve há quase trinta anos.
Carlo Ancelotti foi contratado com um mega salário de R$ 5 milhões/mês, livre de todas as despesas, fez um péssimo trabalho, desde as primeiras convocações para as eliminatórias e amistosos, até a eliminação para a Noruega na Copa de 2026. O técnico italiano não foi aprovado agora e não será em 2030, quando termina o seu contrato, estendido pela CBF antes mesmo da Copa do Mundo que está terminando. Se a decisão da cúpula do futebol brasileiro foi pela contratação de um técnico estrangeiro, Ancelotti deveria ser a última opção. Antes dele, a CBF poderia optar por Pepe Guardiola, muito mais competente, ou Abel Ferreira, do Palmeiras, que já conhece o futebol brasileiro e teria mais facilidade para levar o Brasil a uma participação mais honrosa na Copa do Mundo.
Sem vínculo afetivo com o Brasil, Ancelotti viajou para o Canadá logo após a eliminação na Copa, se hospedando em algum resort milionário, longe da chateação dos brasileiros que certamente o esperavam para fazer as merecidas cobranças pelo baixo nível de seu trabalho. A maioria dos jogadores fizeram o mesmo, se dispersaram de férias em destinos de luxo na Europa e nos Estados Unidos, com exceção de Danilo, único atleta a retornar ao Brasil em voo fretado pela CBF. Voltou, mas na chegada preferiu não falar com a imprensa. Segundo informações dos bastidores da CBF, Ancelotti volta ao Brasil no final de julho para iniciar o novo ciclo visando a Copa do Mundo de 2030, que será disputada em Portugal, Espanha, Marrocos e alguns jogos na América do Sul, em comemoração ao centenário da competição.
A próxima convocação da seleção brasileira ocorrerá na primeira quinzena de setembro, visando a Data Fifa entre 21 de setembro e 6 de outubro. A janela terá 16 dias, uma novidade implantada pela entidade máxima do futebol mundial. Diferente do tradicional período de nove dias, agora haverá uma vez por ano a possibilidade de realização de até quatro amistosos na mesma janela, em vez de apenas dois. O Brasil enfrentará a Austrália, na Oceania, nos dias 25 e 29 de setembro e, se desejar, poderá disputar mais duas partidas na região. Um terceiro amistoso na Ásia não está descartado. Nesse período, espera-se que Ancelotti coloque em prática as “novas idéias” mencionadas por ele na entrevista coletiva após a eliminação contra a Noruega. Os questionamentos são inúmeros: Ancelotti tem algo de novo a propor para a seleção brasileira? Se tem, os Cartolas permitirão que ele as implante? As convocações impostas por outros interesses continuarão a existir para a Copa de 2030? Ancelotti continuará dando preferência a jogadores de seu grupo de amizade? Sua primeira experiência não o credencia a continuar. Muita coisa precisa ser mudada no futebol brasileiro, a partir do comando da CBF.
Goiás empresa Diego Caito

Sufocado por dificuldades financeiras, salários atrasados, premiações e direitos de arena também atrasados, o Goiás não tem outra alternativa a não ser negociar seus jogadores mais valorizados para fazer caixa e aliviar a asfixia financeira do momento. O lateral direito Diego Caito foi o primeiro a ser negociado. Foi emprestado ao Grêmio de Porto Alegre por um valor que pode chegar a R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões à vista e o restante se o clube gaúcho exercer o direito de compra no final do ano. Se não ficar definitivamente com Diego Caito, o atleta volta para o Goiás e o Grêmio permanecerá com 30% de seus direitos federativos.
É um Goiás diferente daquele time administrado por Hailé Pinheiro, que só negociava as joias da base por valores superiores a R$ 20 milhões. Hoje, em razão do sufoco financeiro, o clube não consegue segurar um jogador por valores muito menores, como está acontecendo com o lateral esmeraldino. Diego Caito veio para o Goiás com 18 anos em 2022. Em 2024 foi incorporado ao elenco principal, onde permaneceu até a data de sua liberação para o Grêmio. Como ele, o Goiás tem ainda Jean Carlo e Lucas Rodrigues, com mercado propício a negociações. Lucas Rodrigues está se recuperando de uma lesão no joelho, mas desperta o interesse de equipes do Brasil e do exterior. Quando estiver recuperado, certamente será alvo de prováveis negociações.
Vila e Goiás disputam atacante do Vitória-BA

O Vila garante que Lucas Silva está acertado. O Vitória diz que não. O Goiás entra na disputa mas nem Vila nem Goiás conseguiram fechar o negócio. Emprestado ao Vitória pelo FC Seoul, da Coréia do Sul, o jogador teve poucas oportunidades no time baiano em função das contusões que sofreu durante seu vínculo contratual com a equipe de Salvador. Lucas Silva, de 26 anos, ainda não assinou contrato com o Vila Nova porque, antes disso, o Vitória precisa regularizar sua situação junto ao clube coreano e esse acerto envolve uma alta quantia financeira. Enquanto essa questão não for resolvida, o Vila não pode anunciar o reforço. O Goiás atua nos bastidores para “melar” as negociações entre o Vila/Vitória/FC Seoul, para ter o jogador como primeiro reforço desta janela internacional que estará aberta na segunda-feira.
Como se sabe, o Goiás não tem dinheiro para fazer nenhum investimento no momento. Mas pode ter nos próximos dias, com a entrada dos recursos do empréstimo de Diego Caito, e das negociações do Naming Rights da Serrinha, segundo os dirigentes, muito próximo de se concretizar. Com dinheiro em caixa, a diretoria esmeraldina pretende colocar em dia os salários e premiações que estão atrasados, e partir daí reforçar o elenco visando o acesso para a série A em 2027. O acesso é vital para o Goiás. Com o clube na primeira divisão, os valores do patrocínio da construtora norte-americana serão dobrados. Vale lembrar que o Goiás vem perdendo jogadores durante a temporada e não fez reposições até o momento. Jajá foi vendido ao Clube do Remo e agora Diego Caito para o Grêmio. Se pretende conquistar uma vaga na elite do futebol brasileiro, precisa reforçar seu elenco, considerado fraco para este objetivo.
* Enquanto a Copa do Mundo vai chegando ao fim, o futebol brasileiro volta à sua normalidade. A série A, que parou durante a Copa, retornou com jogos na última quinta e sexta-feira.
* Adson Batista continua no mercado para reforçar o elenco atleticano, mesmo impedido de registrar reforços em função do Transfer Ban imposto pela Fifa. O clube trabalha para contratar o atacante Matheusinho, que atualmente defende as cores do Ceará, mas pertence ao Santa Clara, de Portugal.
* O Vila passa a impressão que está contratando demais para tentar o acesso à elite do futebol brasileiro, sem saber se os jogadores contratados tem a qualidade para atender as necessidades do clube na competição. Mas não se pode dizer que o clube não está no caminho certo. Contratou uma excelente técnico, o que não acontecia em anos anteriores.
* Depois de conseguir o acesso para a elite do futebol paulista em 2027, o Juventus, tradicional clube da Mooca, está reconstruindo o velho estádio da Rua Javari, que passará ser chamado de Arena Javari, com capacidade para 11 mil torcedores. O estádio terá um moderno sistema de iluminação, o que nunca teve anteriormente.
* Como torcer contra o futebol espetacular praticado pela Argentina? Como torcer contra um time que tem Messi, aos 39 anos correndo como se tivesse 20 anos, marcando gols e dando assistências para os companheiros balançar as redes dos adversários?
* Esta é a seleção do nosso rival vizinho, finalista pela segunda vez consecutiva de uma Copa do Mundo. Vai enfrentar a Espanha, considerada a escola do futebol mundial. O futebol argentino é o melhor da América do Sul e um dos melhores do mundo. O Brasil parou no tempo, suas glórias ficaram no passado.
Pianista Paulo Meirelles se apresenta na Série Allegro do Centro Cultural UFG















