A memória de Preta Gil ganha novos capítulos nesta segunda-feira (20), quando a TV Globo e o Globoplay estreiam duas produções que revisitam a vida da cantora exatamente um ano após sua morte. O projeto “Quanto Mais Preta, Melhor” busca apresentar diferentes dimensões da artista que marcou a música brasileira, rompeu barreiras no entretenimento e se tornou referência na defesa da diversidade, da autoestima e da liberdade de ser quem se é.
A homenagem é composta pelo documentário “Preta – Eu Não Ando Só” e pela série documental “Meu Nome é Preta”, que, juntas, reúnem um vasto acervo de imagens inéditas, vídeos gravados pela própria cantora, fotografias, documentos e depoimentos de familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória pessoal e profissional.
O documentário concentra-se principalmente nos últimos anos da vida da artista. O público acompanha momentos íntimos registrados durante o tratamento contra o câncer de intestino, iniciado em 2023, além de cenas que revelam a forma como Preta escolheu enfrentar a doença: compartilhando vulnerabilidades, esperança e afeto. As gravações incluem registros feitos pela própria cantora em hospitais, em casa e durante viagens, mostrando sua busca constante por qualidade de vida mesmo diante das dificuldades.
Já a série “Meu Nome é Preta”, dividida em quatro episódios, amplia esse olhar ao percorrer toda a trajetória da artista. A narrativa aborda sua infância em uma das famílias mais influentes da música brasileira, os desafios de construir uma carreira própria, a consolidação como cantora, empresária e apresentadora, além de seu protagonismo em pautas ligadas à diversidade, ao combate ao preconceito e à valorização da liberdade individual.
Com direção de Mini Kerti e produção associada de Flora Gil, a série procura construir um retrato afetivo da cantora, reunindo relatos de pessoas que conviveram com ela em diferentes fases da vida. O projeto também recupera bastidores da carreira artística e momentos que ajudaram a transformar Preta Gil em um dos nomes mais marcantes da cultura brasileira nas últimas décadas.
Mais do que uma homenagem, as duas produções funcionam como um registro histórico de uma artista que fez da autenticidade sua principal marca. Ao abrir espaço para imagens inéditas e histórias pouco conhecidas, os documentários mostram como Preta Gil construiu um legado que ultrapassa a música, influenciando debates sobre representatividade, autoestima, diversidade e enfrentamento da doença com coragem.
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