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Dengue pode voltar a crescer nos próximos meses por causa do El Niño

Ministério da Saúde orienta estados e municípios a reforçarem as ações de combate ao mosquito após previsão de retorno do fenômeno climático


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 23/07/2026 - 17:30

A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño no segundo semestre deste ano colocou as autoridades sanitárias em estado de atenção. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o aquecimento das águas do Oceano Pacífico pode ocorrer com intensidade moderada a forte, alterando o comportamento do clima em diferentes regiões brasileiras.

Como consequência, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica orientando estados e municípios a reforçarem as ações de vigilância contra o Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika.

A preocupação está relacionada às mudanças provocadas pelo fenômeno climático. Em diversas regiões, temperaturas mais elevadas e aumento das chuvas criam condições ideais para a reprodução do mosquito, favorecendo o surgimento de novos focos e aumentando o risco de transmissão das arboviroses.

As projeções elaboradas pelo sistema InfoDengue/Fiocruz indicam que o país poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. Apesar do número elevado, os pesquisadores destacam que a estimativa depende da evolução das condições climáticas e poderá ser revisada ao longo dos próximos meses.

Reforço nas ações de prevenção

Na nota técnica, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios intensifiquem as ações de combate ao mosquito logo após a identificação dos primeiros casos suspeitos.

Entre as medidas sugeridas estão o bloqueio rápido da transmissão, reorganização do trabalho dos agentes de combate às endemias e utilização das tecnologias de controle vetorial recomendadas pelo governo federal.

A pasta também reforça que a participação da população continua sendo essencial. Eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas e observar os primeiros sintomas da doença ajudam a reduzir o impacto de possíveis surtos.

Cenário ainda é positivo

Apesar do alerta preventivo, os indicadores atuais mostram queda nas arboviroses. Até 20 de junho de 2026, o Brasil registrou 392,8 mil casos de dengue, uma redução de 73% em comparação com o mesmo período de 2025. Já os registros de chikungunya diminuíram 46%.

Para o Ministério da Saúde, o momento é de aproveitar o cenário favorável para fortalecer as medidas preventivas antes do possível retorno do El Niño.

Cinco atitudes que ajudam a combater o mosquito

  • Elimine recipientes com água parada.
  • Mantenha caixas-d’água sempre tampadas.
  • Limpe calhas e ralos regularmente.
  • Descarte corretamente pneus e garrafas.
  • Procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas na pele.

Esses cuidados simples continuam sendo a principal estratégia para reduzir a circulação do Aedes aegypti, independentemente das condições climáticas.

Redação Tribuna do Planalto

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