A rede pública estadual de Goiás aplica 45% dos recursos destinados à alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar. O percentual está 15 pontos acima do mínimo de 30% exigido pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Os alimentos são adquiridos por meio de chamadas públicas conduzidas pelos Conselhos Escolares. Entre os produtos fornecidos estão frutas, verduras, legumes, leite, ovos, polpas de frutas e panificados.
Os itens são utilizados nas refeições elaboradas pelos nutricionistas da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc). A rede também compra produtos industrializados e não perecíveis para complementar o abastecimento das unidades e atender às necessidades nutricionais dos estudantes.
Além de ampliar a presença de alimentos frescos nos cardápios, o modelo permite que produtores locais participem do fornecimento para as escolas estaduais, conforme as regras do PNAE.
Frutas durante a semana
Neste segundo semestre, permanece em vigor a Portaria nº 3.183, de 12 de maio de 2026, que determina a oferta preferencial de frutas in natura, levando em consideração a diversidade e a sazonalidade dos produtos.
Nas escolas de período parcial, as frutas devem ser servidas em pelo menos dois dias por semana. Nas unidades de tempo integral, a oferta deve ocorrer em quatro dias semanais.
A Gerência de Alimentação Escolar da Seduc acompanha o cumprimento das orientações e presta suporte às unidades de ensino e aos nutricionistas responsáveis pela elaboração dos cardápios.
As escolas também desenvolvem atividades de educação alimentar para estimular o consumo de produtos saudáveis e contribuir para a formação de hábitos durante a vida escolar.
Planejamento para 2027 já começou
Apesar de o ano letivo de 2026 ainda estar em andamento, a rede estadual iniciou o planejamento da alimentação escolar para 2027. O trabalho envolve as escolas, as Coordenações Regionais de Educação (CREs) e a Gerência de Alimentação Escolar.
Cada unidade elabora os próprios cardápios com base na realidade local, na sazonalidade dos produtos e na aceitação dos estudantes. Depois, os nutricionistas da Seduc fazem a análise técnica para verificar o cumprimento das diretrizes do PNAE.
Após a aprovação, as coordenações regionais levantam a quantidade de produtos necessária para atender às escolas. A partir de agosto, serão iniciados os procedimentos licitatórios e a formação das atas de registro de preços para o fornecimento de alimentos durante o ano letivo de 2027.













