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Agosto Dourado: Quando a amamentação é contraindicada?

Pediatra explica em quais circunstâncias o aleitamento materno não pode acontece


Arthur Oliveira Por Arthur Oliveira em 11/08/2026 - 09:09

Agosto Dourado

Estamos no Agosto Dourado, mês que destaca o incentivo à amamentação, em que a cor se refere ao padrão ouro de qualidade do leite materno. A Semana Mundial de Aleitamento Materno é uma campanha mundial com o objetivo de estimular as ações relacionadas ao tema. Ela é celebrada de 1º a 7 de agosto em mais de 120 países para reforçar que o leite humano contém tudo o que o bebê precisa, fornecendo os nutrientes essenciais para o seu crescimento e o desenvolvimento, protege contra infecções respiratórias e diarreias e contribui para reduzir o risco de doenças como hipertensão, diabetes e obesidade ao longo da vida.

No entanto, infelizmente, algumas situações impedem que a mãe possa amamentar seu bebê, seja de forma definitiva ou temporária. A pediatra Laura Netto, explica que atualmente são poucas as contra indicações formais para o aleitamento. “As principais e que causam impedimento permanente de amamentar são infecções pelo HIV, HTLV-1 e HTLV-2 (vírus da mesma família do HIV, mas que originam doenças diferentes)”.

Já outras circunstâncias levam a contra indicações temporárias de amamentar. “Algumas situações específicas de tuberculose ativa sem tratamento, até que a mãe deixe de transmitir a doença e lesões herpéticas na mama, quando presentes na região que o bebê mama. Além disso, alguns tratamentos, como quimioterapia ou uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação, também exigem a suspensão temporária ou definitiva”, pontua a especialista.

Identificação

Laura Netto ressalta que essas condições são identificadas ainda no pré-natal. “Exames laboratoriais, avaliação clínica e o acompanhamento obstétrico permitem diagnosticar a maioria das doenças antes mesmo do nascimento”, afirma a pediatra. “Após o parto, se surgirem sintomas ou alguma suspeita clínica, a mãe deve procurar atendimento médico para uma avaliação individual”, completa.

Segundo a especialista, os tratamentos variam de acordo com a causa e cada um terá uma abordagem específica. “Por isso a importância do acompanhamento médico, inicialmente com o obstetra e depois com o pediatra”, destaca ela, lembrando que na maioria dos casos é possível que a mãe possa retomar a amamentação, mas que é necessária uma avaliação antes.

Dependendo da causa, se o problema não foi identificado a tempo, pode ser transmitido para o filho. “Algumas infecções podem ser transmitidas para o bebê e causar quadros graves, especialmente no recém-nascido. Outras podem comprometer o crescimento, provocar infecções ou aumentar o risco de complicações. Por isso, na suspeita clínica, o acompanhamento médico é indispensável”, salienta Laura Netto.

Arthur Oliveira

Estagiário sob supervisão de Andréia Bahia

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