Entre os dias 11 de agosto e 27 de setembro, Marte transita pelo signo de Câncer, marcando um período em que as emoções tendem a participar mais ativamente das nossas decisões, reações e atitudes. Segundo Emily Rosa, astróloga da equipe Astrolink, esse movimento convida a uma reflexão mais profunda sobre a forma como lidamos com nossos sentimentos e vulnerabilidades.
“Marte representa impulso, ação, desejo, coragem e também a maneira como lidamos com a raiva. Já Câncer, regido pela Lua, fala de segurança emocional, família, memória, pertencimento e proteção. Na Astrologia tradicional, Marte está em queda nesse signo, justamente porque sua natureza direta e combativa precisa agir através de um território muito mais sensível e subjetivo”, explica.
De acordo com a especialista, durante esse trânsito é comum perceber as pessoas mais defensivas, suscetíveis e protetoras. “Nem sempre estaremos reagindo apenas ao que está acontecendo no presente, mas àquilo que determinada situação desperta emocionalmente dentro de nós”, afirma.
Para Emily, um dos principais desafios desse período é que podemos sentir primeiro e compreender depois. “Uma irritação aparentemente desproporcional pode esconder medo, insegurança, sensação de rejeição ou uma antiga ferida que foi novamente tocada. Assuntos relacionados à casa, à família, aos vínculos íntimos e ao sentimento de pertencimento podem mobilizar mais energia, e conflitos podem surgir justamente onde existe maior envolvimento afetivo.”
A astróloga destaca ainda a importância de observar a tendência de guardar incômodos até que eles se transformem em ressentimento ou de esperar que o outro perceba aquilo que não conseguimos expressar diretamente. “A pergunta mais poderosa desse período talvez seja: ‘O que estou tentando proteger quando reajo dessa maneira?’. Muitas vezes, por trás da raiva, encontraremos uma vulnerabilidade pedindo para ser reconhecida.”
Apesar dos desafios, Emily ressalta que Marte em Câncer não precisa ser vivido apenas como reatividade. “Em sua expressão mais consciente, esse trânsito nos convida a desenvolver coragem emocional: coragem para estabelecer limites, proteger aquilo que realmente importa, cuidar da nossa base e agir sobre questões que antes apenas sentíamos.”
Segundo ela, essa é uma excelente energia para direcionar força à vida privada, ao lar, aos vínculos e à resolução de padrões emocionais ou familiares que continuam se repetindo. “O desafio será não transformar proteção em controle, sensibilidade em ressentimento ou passado em justificativa para as batalhas do presente. Marte em Câncer nos ensina que nem toda força precisa avançar para conquistar alguma coisa; algumas das nossas batalhas mais importantes acontecem quando finalmente aprendemos o que merece ser protegido e o que já podemos deixar para trás por ser apenas uma armadura que não nos protege, mas nos isola dos avanços possíveis na maturidade emocional em determinados assuntos.”
Para entender como esse trânsito pode se manifestar de forma mais individual, a recomendação é observar por qual casa do mapa astral Marte em Câncer está passando. “Essa área da vida tende a receber mais movimento, iniciativa, inquietação ou necessidade de posicionamento. Se Câncer ocupa sua Casa 4, por exemplo, questões familiares, domésticas e emocionais podem ganhar força. Já se atravessa a Casa 10, essa energia pode aparecer com maior intensidade na carreira, nos objetivos e na relação com figuras de autoridade”, explica.
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