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Onde anda a oposição à atual direção do Goiás?


Herivelto Nunes Por Herivelto Nunes em 16/09/2026 - 07:59

Dr. Sergio Rassi, nome que pode unir a oposição no Goiás
Dr. Sergio Rassi, nome que pode unir a oposição no Goiás

A oposição esmeraldina está sumida, ausente em um momento importante na vida do clube, que vive uma das piores crises financeira/adminstrativa e técnica em sua história. Nem a vitória contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto foi capaz de trazer tranquilidade ao elenco, que ainda convive com atrasos no pagamento de salários e direitos de imagem. Com a última mudança no Estatuto, o clube voltará a ter um presidente executivo e as eleições para a escolha dos novos dirigentes acontecem no final do ano.

Não existem nomes ainda para as disputas eleitorais. Mas deveriam existir, principalmente pelo lado da oposição, que precisa se manifestar neste momento de crise no “maior do Centro-Oeste”. O momento exige a presença dos opositores ao atual sistema que comanda o time esmeraldino há tantos anos. O modelo atual faliu, o time está em situação de grandes dificuldades, e a atual gestão não tem planos nem projetos para tirar o Verdão dessa situação. Em campo, um time ruim, um treinador pior ainda, não conseguirão levar o alviverde à prmeira divisão do futebol brasileiro. Fora de campo, os atuiais dirigentes estão recorrendo pela segunda vez em menos de um ano à empréstimo bancário para colocar as contas da agremiação em dia. Pegam um empréstimo para pagar o outro. Não pode dar certo.

O novo estatuto prevê a realização de eleições para escolher os novos dirigentes do clube em dezembro. O sistema eleitoral vigente no Goiás foi feito para eleger a situação para o resto da eternidade. Não existe a possibilidade do registro de duas chapas, sendo uma de oposição. O colégio eleitoral foi montado para registrar somente a chapa de situação. Só há um jeito de mudar essa situação: uma grande mobilização da oposição e da torcida para mudar novamente o Estatuto e permitir a participação de todos os associados no processo eleioral. Talvez por isso, a oposição no Goiás está em silêncio, ausente, aceitando que mais uma vez o novo presidente excutivo venha da escolha do presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro.

A família esmeraldina quer mudança, novos nomes, novas idéias para tirar o time dessa letargia que o mantém na série B por três anos, e deve ficar pelo menos mais um ano da segunda divisão. O torcedor quer dirigentes presentes, vibrantes, que apareçam nas derrotas e nas vitórias, que demonstrem querer um Goiás cada dia mais forte, de volta ao cenário principal do futebol brasileiro, onde já esteve em várias oportunidades. A atual gestão não dá as caras, principalmente nas dificuldades. Nas vitórias aparecem, nas derrotas, desaparecem. A verdade a gestão atual não tem competência para salvar o Goiás. Hailé Pinheiro nunca quis seu filho no comando do Goiás, talvez por conhecê-lo e saber de sua incapacidade para o cargo.

É o momento para o Dr. Sérgio Rassi mostrar a cara, assim como Raimundo Queiroz, João Bosco Luz, Vagner Vilela, Dr. Cid e tantos outros promoverem a união da oposição, exigir mudanças no Estatuto e participar com uma chapa capaz de destituir o atual comando do clube da Serrinha e dar um novo rumo ao time goiano que até hoje melhor representou o futebol goiano no cenário nacional. O Goiás é somente uma sombra do que já foi em um passado recente. De um clube temido e respeitado, principalmente jogando no estádio Serra dourada, a um time que é goleado constantemente em seu próprio estádio, como já aconteceu várias vezes na temporada de 2026. O torcedor esmeraldino está de cabeça baixa, foi derrotado recentemente pelo maior rival sem oferecer resistência. Em tempos passados, O Goiás batia no Vila sem remorso, ao ponto de acumular uma vantagem de quase 70 vitórias na história do confronto. Esse número está diminuindo, e se continuar assim, o retrospecto vai se inverter.

CURTAS

* O empate do Operário-PR com o Náutico em 3 a 3 no último final de semana deixou o Atlético-Go no G6 pela primeira vez no atual campeonato brasileiro da série B. O Dragão terminou a rodada em sexto lugar, com 46 pontos.

* Na próxima sexta-feira, o rubronegro defende a permanência no G6 na próxima sexta-feira, jogando no ABC Paulista contra o São Bernardo, jogo válido pela 29ª rodada da competição.

Técnico Roger Silva responsável pela recuperação do Atlético na série B
Técnico Roger Silva responsável pela recuperação do Atlético na série B

* O Atlético Goianiense está a apenas dois pontos atrás do Vila Nova, terceiro colocado e a quatro de distância do líder Novorizontino. A reação do Dragão começou com a contratação do técnico Roger Silva, que assumiu a equipe em 13º lugar.

* Com Roger Silva no comando, o Atlético realizou doze partidas, sendo sete vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, um aproveitamento de 69,4%. Faltando dez jogos para o encerramento do campeonato, o time comandado por Adson Batista está no caminho certo para voltar à elite do futebol brasileiro.

Guto Ferreira, campanha ruim longe de Goiânia
Guto Ferreira, campanha ruim longe de Goiânia

* O técnico Guto Ferreira não sabe mais o que fazer para que o Vila consiga vencer fora de Goiânia. A última vitória do Tigre longe da capital goiana foi em maio, em Londrina. São 124 dias sem vencer atuando em outros estados da Federação.

* O Vila é o melhor mandante da série B, se sente confortável no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, mas longe de Goiânia, o time que tem forte vocação ofensiva, não sabe atuar com precaução e se perde diante dos adversários.

 

Herivelto Nunes

Herivelto Nunes é Jornalista, com Pós Graduação em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching

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