A busca por uma saída para as contas atrasadas aumentou em Goiás. Entre 5 de maio e 31 de agosto de 2026, os consumidores do estado fecharam 673.581 acordos para renegociar dívidas, segundo dados divulgados pela Serasa.
O resultado representa um crescimento de 36% em comparação com o período equivalente de 2025. Naquele ano, foram contabilizados 496.686 acordos entre 6 de maio e 1º de setembro.
Na prática, os números mostram que mais goianos recorreram à renegociação para tentar organizar as finanças e resolver pendências. O movimento não ocorreu apenas no estado. Em todo o Brasil, foram realizados 19,7 milhões de acordos entre maio e agosto deste ano, também com crescimento de 36% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A quantidade de pessoas que procuraram regularizar as dívidas passou de 7,1 milhões, em 2025, para 9,4 milhões em 2026. De acordo com a Serasa, os mutirões de negociação e a oferta de condições facilitadas de pagamento ao longo do ano podem ter contribuído para esse avanço.
Os acordos aumentaram enquanto o crescimento da inadimplência perdeu força. Em agosto, o Brasil tinha 83,98 milhões de consumidores com alguma dívida em atraso. Em julho, eram 83,93 milhões.
Embora o total ainda tenha subido, o avanço mensal foi de apenas 0,06% — o menor registrado ao longo de 2026.
Goiás fecha 7.293 acordos em um dia
Uma iniciativa realizada pela Serasa em 9 de setembro também mostrou o interesse dos consumidores em resolver as pendências. Em um único dia, foram fechados 218.260 acordos no país. Goiás respondeu por 7.293 negociações e ficou entre os estados com maior volume de acordos durante a ação.
Para Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, condições mais favoráveis podem permitir que o consumidor resolva a situação antes que o valor devido aumente. “Quando o consumidor encontra condições melhores para negociar, ele volta a organizar as contas antes que a dívida se acumule ainda mais”, explica.
A negociação, no entanto, é apenas uma parte do processo. Depois de fechar o acordo, é importante incluir as parcelas no orçamento e acompanhar os gastos para não assumir compromissos que não possam ser pagos. “Renegociar a dívida resolve o problema imediato, mas é a educação financeira que evita que ele volte a se repetir”, afirma Aline.
Segundo a especialista, entender melhor o orçamento, o uso do crédito e a organização das contas pode ajudar o consumidor a não voltar ao ciclo de endividamento. A Serasa disponibiliza gratuitamente conteúdos sobre educação financeira, crédito e finanças pessoais em seu site.
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