O sistema de videomonitoramento de Anápolis passou a ser utilizado também para identificar responsáveis por danos ao patrimônio público e subsidiar a cobrança dos valores gastos pelo município com reparos. Atualmente, as 286 câmeras de Anápolis integram a estrutura do Observatório de Inteligência da Prefeitura, com atuação no trânsito, na segurança pública e na fiscalização de equipamentos urbanos.
Parte das câmeras possui capacidade para realizar a leitura de placas veiculares em curto intervalo de tempo. Dessa forma, quando um veículo se envolve em uma ocorrência que provoca danos a placas de sinalização, semáforos, câmeras ou outras estruturas, as imagens podem auxiliar na identificação do responsável.
Um registro recente na Vila Jaiara demonstrou o funcionamento do sistema. Após uma placa de sinalização ser derrubada por um veículo, a identificação ocorreu poucos minutos depois por meio das imagens. O episódio, segundo o município, representa uma das possibilidades de aplicação da tecnologia no acompanhamento do espaço urbano.
O diretor do Observatório de Inteligência, coronel da Polícia Militar de Goiás Paulo Roberto de Oliveira, explicou que as informações também permitem o acionamento de diferentes órgãos.
“Atuamos na identificação de pessoas que depredam o patrimônio público, como placas, bancos, plantas, iluminação e outros equipamentos. Quando há ocorrência, a Polícia Militar e os órgãos responsáveis são acionados imediatamente, tanto para a responsabilização dos envolvidos quanto para a reparação dos danos”, afirmou.
Depois da identificação, o município pode encaminhar ao responsável uma notificação extrajudicial solicitando o ressarcimento. O procedimento abrange prejuízos causados a estruturas de trânsito e a outros equipamentos públicos.
“Caso o pagamento não seja realizado de forma voluntária, o município pode adotar as medidas judiciais cabíveis para garantir a recuperação dos valores investidos”, explicou o diretor jurídico da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), Igor Ribeiro.
O valor cobrado é calculado com base nos contratos usados para a aquisição dos equipamentos, além das despesas com serviços de instalação e reposição. A Prefeitura não informou o custo do dano registrado na Vila Jaiara nem se o responsável já efetuou o pagamento.













