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Acabou para o Goiás, agora é planejar 2027


Herivelto Nunes Por Herivelto Nunes em 28/09/2026 - 07:07

Jogadores do Atlético comemoram o gol da vitória contra o Goiás
Jogadores do Atlético comemoram o gol da vitória contra o Goiás

O título de campeão goiano invicto salvou a temporada de 2026 para o Goiás. Com a derrota de sábado a noite para o Atlético Goianiense, o alviverde colocou um ponto final em qualquer possibilidade de acesso para a elite do futebol brasileiro em 2027. O técnico Mozart Santos fala em chance matemática, apenas para tentar continuar enganando o torcedor. A começar pela próxima partida contra o Novorizontino na quinta-feira, no interior paulista. Vai perder de novo, e liquidar definitivamente qualquer sonho de acesso à primeira divisão. O técnico esmeraldino, que foi campeão brasileiro na temporada passada pelo Coritiba, não deu certo no Goiás. Faz um trabalho muito ruim, escala mal, substitue pior ainda.

O Goiás precisa ser repensado, mas com outras cabeças no comando. A diretoria atual não foi competente para conduzir os destinos do clube mais vitorioso do futebol goiano. Atolou o clube em dívidas, atrasou salários, premiações e direito de imagens, abandonou a agremiação e montou um dos piores elencos dos últimos tempos. Em dezembro, o Goiás passará por eleições para a escolha de novos dirigentes, a oposição precisa encontrar meios de entrar nessa disputa. A turma de Paulo Rogério Pinheiro precisa deixar o Goiás. Tiveram muitas oportunidades, fracassaram, é hora de sair, de deixar outras correntes assumirem o Goiás, com novas idéias e vontade de revigorar o clube esmeraldino, devolvendo-o ao lugar que sempre foi seu no cenário do futebol nacional.

“É pra você, falastrão”

É pra você falastrão, joguei onze anos na Europa...
É pra você falastrão, joguei onze anos na Europa…

O ato de insubordinação e desrespeito à hierarquia cometido pelo goleiro Paulo Vitor no final do jogo contra o Goiás na Serrinha, é algo que Adson Batista não pode deixar passar em branco. E ele não vai deixar passar. Paulo Vitor deixou o gramado esbravejando contra Adson Batista, que estava nos camarotes da Serrinha, gritando: “essa é pra você, falastrão, joguei na Europa onze anos…” O desasbafo de Paulo Vitor se referia à declaração de Adson Batista durante a semana, elogiando o goleiro Tadeu, dizendo que se trata de um dos melhores goleiros do país, um jogador que gosta de vencer, disse o presidente atleticano. Paulo Vitor não gostou, e devolveu agredindo verbalmente seu chefe. A hierarquia precisa ser respeitada em qualquer ambiente corporativo, senão o dirigente perde o comando. Agora é esperar qual para ver qual será a posição do presidente atleticano. Penso que Paulo Vitor não joga mais no Atlético Goianiense.

Mozart acredita no acesso: só ele.
Mozart acredita no acesso: só ele.

Sobre a vitória atleticana na Serrinha, o time foi melhor no primeiro tempo, mas o Goiás foi superior na etapa final. Pressionou bastante, mas seus atacantes não foram eficientes. O técnico Mozart Santos mais uma vez errou na escalação da equipe. Insistiu com Pedrinho no ataque, ele que foi muito mal na partida anterior, no jogo contrra o Dragão foi pior ainda. Na etapa final entraram vários jogadores, que acabaram melhorando o desempenho da equipe. Merecia empatar, mas faltou qualidade nas finalizações. Mozart tirou Pedrinho no intervalo do jogo, colocando em campo Filipe Clemente. Esse jogador, que veio da série D, onde era artilheiro jogando pelo Gama-DF, não dá conta de jogar a série B. Sentiu o peso das camisa esmeraldina, não marcou um gol sequer até aqui e joga mal todas as vezes que ganha uma oportunidade. Sem dinheiro para pagar as contas do mês, o Goiás tentou contratar jogadores baratos, como Cadu mineiro e Felipe Clemente, que chegaram e não conseguiram jogar. O Atlético Goianiense venceu, entrou novamente no G6, está no caminho da classificação, mas precisa jogar melhor do que jogou no segundo tempo contra o Goiás, caso contrário, corre o risco de ficar fora. Não está classificado, como pensa o a presidente Adson Batista.

CURTAS

* Na liderança do campeonato, o Vila vem de uma sequênca de jogos no Onésio Brasileiro Alvarenga, jogando com equipes da zona de rebaixamento, como América-MG e Londrina.

* Agora vem o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, que também está mal no campeonato, mas joga em casa e vai dificultar as coisas para o Vila. Em seguida, recebe o Cuiabá no OBA, jogo difícil.

* Depois do Cuiabá, o Vila vai ao Recife enfrentar o Náutico. Uma sequência mais de difícil de jogos pela frente. Tem muita gente empolgada demais pelos lados do Vila Nova, mas é melhor colocar os “pés no chão”, ninguém subiu ainda.

* O goleiro Paulo Vitor apagou o brilho da vitória do Atlético, com seu destempero verbal contra o presidente Adson Batista depois do jogo. A atitude chamou mais a atenção do que a própria vitória atleticana.

* Pego de surpresa com a atitude do goleiro, Adison Batista disse que Paulo Vitor é “doido varrido” e garantiu: não gosto de jogador, gosto do Atlético. No momento certo, vou cortar o pescoço.

* O vice-presidente do Vila, Hugo Bravo, afirmou que o fim das Bets é mais uma atitude eleitoreira do presidente “Lambão”. Coisa de ex-presidiário, que tem passagem pela polícia, disse o dirigente. “De nada vai adiantar, as apostas continuarão existindo, na clandestinidade”.

* Hugo Bravo afirmou também que a medida vai levar o Vila a atrasar salários. “Não sou a favor das Bets”, não jogo, mas os clubes tem contratos, que serão rompidos bruscamente.

 

Herivelto Nunes

Herivelto Nunes é Jornalista, com Pós Graduação em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching

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