Goiás registrou a maior queda na participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos entre os primeiros turnos de 2022 e 2026. O petista passou de 39,51% para 31,06%, um recuo de 8,45 pontos percentuais, segundo levantamento feito pela Tribuna do Planalto a partir do resultado das eleições em consulta ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A perda também aparece nos números absolutos. Há quatro anos, Lula recebeu 1.454.723 votos no estado. No domingo (4), foram 1.188.880. A diferença é de 265.843 votos.
Depois de Goiás, as maiores quedas percentuais ocorreram em Tocantins, com 6,98 pontos, e no Rio Grande do Sul, com 6,55. São Paulo concentrou a maior redução em números absolutos: 984,6 mil votos. No país, o presidente perdeu participação nos votos válidos em 25 das 27 unidades da Federação.
Distância para o bolsonarismo aumenta
O resultado goiano ampliou a diferença entre Lula e o candidato do PL. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro terminou o primeiro turno com 52,16%, vantagem de 12,65 pontos sobre o petista.
Agora, o senador Flávio Bolsonaro alcançou 53,60%, com 2.051.888 votos. A distância para Lula chegou a 22,54 pontos percentuais. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que também disputou a Presidência, ficou em terceiro no estado, com 12,33% e 472.041 votos.
A presença de Caiado na disputa impede uma leitura automática de transferência dos votos perdidos por Lula para Flávio. A comparação mostra a redução do eleitorado petista, mas não identifica individualmente o destino desses votos.
Petista lidera em 28 municípios
A votação de Lula também ficou territorialmente mais restrita. O presidente foi o mais votado em 28 dos 246 municípios goianos, enquanto Flávio liderou em 218. Parte dos principais redutos petistas está no Nordeste Goiano. Em Cavalcante, Lula recebeu 71,43% dos votos válidos.
O desafio para o segundo turno ganhou outro componente nesta terça-feira (6), quando Caiado formalizou apoio a Flávio em Goiânia, em ato com o governador Daniel Vilela (MDB). A adesão coloca a estrutura política do grupo governista estadual à disposição do adversário do presidente.
Para a campanha petista, a tarefa será recuperar eleitores num estado em que sua votação encolheu e a candidatura rival ampliou as alianças. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.














