Um suposto acerto financeiro e a possibilidade de recuperar um veículo retido foram usados para atrair as vítimas do quádruplo homicídio do Parque Lago, em Formosa. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o encontro era uma emboscada.
O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Formosa concluiu o inquérito e indiciou três investigados por quádruplo homicídio triplamente qualificado, associação criminosa armada e posse ilegal de acessório de uso restrito.
De acordo com a investigação, as vítimas chegaram ao endereço e foram surpreendidas por numerosos disparos de armas de alto poder de fogo. A polícia afirma que elas não tiveram oportunidade de defesa.
Dívidas e cobranças estão no centro da investigação
A motivação apontada pela corporação envolve disputas financeiras, dívidas e cobranças relacionadas à agiotagem praticada pelo grupo e por terceiros. Os investigadores também identificaram, segundo a Polícia Civil, uma associação armada com atuação estável e permanente. Os integrantes teriam atribuições previamente definidas para a prática reiterada de extorsões, ameaças e cobranças violentas na região de Formosa e São João D’Aliança.
Nas residências dos investigados, diligências e buscas resultaram na apreensão de armas, munições, acessórios e silenciadores de uso restrito. A corporação informou que a ausência de registro ou autorização foi confirmada junto à Polícia Federal.
Gravações recuperadas seguem sob análise
Outra frente dos trabalhos envolve imagens de segurança da casa de um dos investigados. A residência fica em frente ao local onde ocorreram as quatro mortes. Os órgãos periciais recuperaram gravações que, conforme a polícia, apresentam indícios de terem sido apagadas deliberadamente. A suspeita de exclusão das imagens será objeto de apuração.
O material continua sob análise pericial e poderá ajudar a esclarecer tanto a dinâmica dos fatos quanto as circunstâncias da atuação dos envolvidos.
Diligências continuam após conclusão do inquérito
A autoridade policial pediu a manutenção da prisão preventiva dos indiciados para garantir a ordem pública e a instrução criminal. O material divulgado não informa uma decisão judicial sobre esse pedido.
Também foi determinado o envio de ofício à Polícia Federal para as providências administrativas cabíveis sobre os registros de armas dos envolvidos.
O inquérito já foi remetido ao Poder Judiciário. Apesar da conclusão dessa etapa, outras diligências seguem em andamento para esclarecer os desdobramentos do crime e circunstâncias ainda em apuração.
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