Três projetos de biometano em Goiás poderiam produzir combustível suficiente para abastecer cerca de 200 ônibus urbanos por dia. A estimativa considera o consumo médio de 250 metros cúbicos diários por ônibus, citado por um especialista do setor. O volume é potencial: as iniciativas ainda aparecem no painel estadual como “em autorização” pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Os projetos ficam em Edéia, Rio Verde e Guapó e, juntos, têm capacidade prevista de 51.520 metros cúbicos normais por dia. A equivalência com ônibus é apenas uma referência para dimensionar esse volume. Ela não significa que o combustível já esteja sendo produzido ou que será destinado ao transporte coletivo.
Guapó concentra a maior capacidade projetada, de 29.900 Nm³ por dia, com aproveitamento de resíduos industriais alimentícios e de frigoríficos. Em Edéia, a previsão é de 17.300 Nm³ diários a partir da vinhaça, resíduo da produção sucroalcooleira. O projeto de Rio Verde prevê 4.320 Nm³ por dia usando resíduos orgânicos.
Para iniciar a operação comercial, cada unidade precisa cumprir exigências federais, como requisitos técnicos e de segurança e critérios de qualidade e medição. Por isso, a capacidade registrada no monitoramento não corresponde à quantidade de biometano disponível atualmente no mercado.
O biometano é um combustível renovável produzido a partir do biogás gerado pela decomposição de matéria orgânica. Além de ônibus e outras frotas, ele pode ser usado em instalações industriais ou distribuído em redes de gás natural. O aproveitamento dependerá da conclusão dos processos regulatórios e da definição de como cada projeto vai escoar sua produção.














