Um carro com assaltantes foi filmado entrando na garagem da mansão da família Matsunaga, em Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. A invasão aconteceu na tarde de quarta-feira (14).
Segundo a Polícia Civil, a filha de Elize Matsunaga, de 15 anos, e os avós paternos não estavam na residência naquele momento. Três funcionários, porém, foram rendidos e feitos reféns.
A ação terminou com três suspeitos mortos, um homem preso e um policial baleado no ombro. A Polícia Civil investiga o roubo e a forma como o grupo conseguiu entrar.
Como os assaltantes acessaram a garagem?
A câmera registrou o portão eletrônico se abrindo para a passagem do veículo. Os investigadores apuram se os invasores utilizaram um controle remoto clonado. A hipótese ainda não foi confirmada. As imagens mostram a entrada dos assaltantes no imóvel.
Veja o vídeo:
Dentro da casa, um motorista, uma empregada e uma cozinheira foram trancados em um dos cômodos. Os três foram libertados por policiais da Rota.
O que aconteceu na ação policial?
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os agentes detiveram um suspeito no térreo. Depois, localizaram outros três e houve confronto, segundo a versão da pasta. Dois suspeitos morreram no local. O terceiro foi encaminhado à UPA Lapa, mas não resistiu aos ferimentos.
O policial atingido no ombro foi levado ao Hospital das Clínicas e não corre risco de morte. Três revólveres e uma pistola foram apreendidos com os suspeitos. O homem preso foi identificado como Rodney José Moreira Gabira. Ele completou 39 anos na quinta-feira (15) e foi indiciado por roubo a residência. Nossa equipe ainda não conseguiu localizar a defesa dele.
De quem é a mansão?
O imóvel pertence aos pais de Marcos Matsunaga, empresário morto pela esposa, Elize, em 2012. Os avós assumiram a criação da filha do casal após o crime. O assassinato aconteceu em outro endereço, no apartamento onde Marcos vivia com Elize e a filha. A mansão invadida nesta semana já havia sido alvo de roubo em agosto de 2023, quando os avós e a neta foram rendidos e amarrados.
O novo caso foi registrado no 14º Distrito Policial, que pediu apoio do DHPP. A PM também abriu um Inquérito Policial Militar para apurar a atuação dos agentes.
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