A criança começa com febre, reclama de dor de garganta e perde a vontade de comer. Depois, aparecem feridas na boca e bolinhas nas mãos e nos pés. Esses são sinais que podem indicar a doença mão-pé-boca, uma infecção viral contagiosa que merece atenção das famílias em Goiás.
Entre janeiro e outubro deste ano, o estado registrou 49 surtos, com 282 casos associados, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. No mesmo período de 2025, foram 106 surtos e mais de 700 casos. Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde investigou três surtos com 14 casos suspeitos em 2026. Em todo o ano de 2025, Goiânia registrou 29 surtos e quase 300 casos.
Como a criança pega a doença?
O vírus passa pelo contato com saliva, secreções respiratórias, fezes e objetos contaminados. O contato próximo entre as crianças ajuda a explicar por que creches e escolas são ambientes favoráveis à transmissão.
Adultos também podem se infectar. E o contágio pode acontecer antes de a pessoa perceber que está doente.
A doença é caracterizada pelas feridas. Na boca, elas podem fazer a criança recusar comida e até água. Esse é um dos pontos que mais precisam da atenção de quem cuida.
Tem cura?
A doença tem tratamento, já que exige um ciclo de recuperação. Por isso, ofereça líquidos com frequência e observe se a criança consegue beber. Quando a dor impede a hidratação, procure atendimento. A Saúde de Goiás orienta que, nessas situações, pode ser necessário receber líquidos no hospital.
A doença costuma melhorar em cerca de uma semana, embora a recuperação completa possa levar mais tempo. O tratamento busca aliviar os sintomas, porque não há um medicamento específico contra os vírus que causam a síndrome.
E para evitar que outras pessoas peguem?
Reforce a lavagem das mãos e a limpeza de objetos. Evite compartilhar utensílios e mantenha a criança em casa enquanto estiver doente, conforme orientação do Ministério da Saúde.
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