A Bunge encerrou as atividades de uma fábrica de insumos para fertilizantes em Campana, na província de Buenos Aires, mas mantém uma ampla operação no Brasil e tem novos projetos ligados a combustíveis renováveis. A unidade argentina produzia amônia e tiossulfato de amônio. A empresa atribuiu o fechamento às limitações de infraestrutura e tecnologia de uma planta com mais de 50 anos, além de mudanças nas condições de mercado e no abastecimento de insumos.
A decisão se restringe à fábrica de Campana e não representa a saída da Bunge da Argentina. No Brasil, a multinacional de origem neerlandesa mantém mais de 100 unidades e cerca de 11,1 mil funcionários, segundo dados divulgados pela companhia, referentes ao fim de 2025. A empresa atua no país há mais de 120 anos.
Um dos movimentos recentes no país envolve a produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Em parceria com Petrobras e Vibra, a Bunge fornece soja certificada e produz óleo vegetal em sua unidade de Rondonópolis, em Mato Grosso. O projeto prevê a produção e comercialização de 4 mil metros cúbicos de combustível para abastecer voos a partir do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
A companhia também firmou um acordo de cinco anos para fornecer 300 mil toneladas anuais de óleo de soja certificado à Acelen Renováveis. A matéria-prima será usada na produção de SAF e diesel renovável na biorrefinaria da empresa na Bahia, prevista para começar a operar em 2029.
A expansão de projetos de energia renovável ocorre junto a uma reorganização dos negócios. Em setembro, a Bunge anunciou a venda de duas usinas de cana-de-açúcar em São Paulo para a COFCO International. A empresa afirmou que a operação faz parte de sua estratégia de concentrar atividades em prioridades de longo prazo.















