O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avalia deixar o governo de Donald Trump após a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato, realizadas nesta semana, segundo informações publicadas por veículos internacionais. A possível saída estaria relacionada à intenção de disputar a indicação do Partido Republicano para a eleição presidencial de 2028, na qual o vice-presidente JD Vance é apontado como um de seus principais concorrentes.
Relatos atribuídos a fontes próximas ao secretário e a integrantes do partido afirmam que Rubio poderia se afastar do governo para se preparar para a corrida presidencial. A permanência no cargo, segundo essas fontes, poderia dificultar a construção de uma candidatura e associá-lo às decisões da administração Trump, inclusive à condução da guerra no Irã. O calendário de uma eventual saída, porém, não foi definido.
Leia também: Confira quais nomes têm surgido como candidatos a presidente para 2028 nos EUA
Rubio negou que tenha planos de deixar o posto. Em entrevista ao The New York Times, afirmou que pretende permanecer na administração até o fim do mandato de Trump e evitou comentar a disputa presidencial de 2028. A declaração contradiz a expectativa relatada por fontes anônimas sobre uma possível renúncia após as eleições de meio de mandato.
A derrota eleitoral também aumentou a pressão sobre o governo e abriu espaço para discussões sobre mudanças na equipe presidencial. Entre os nomes mencionados em relatos sobre possíveis saídas estão o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles. Não há confirmação oficial de que Rubio ou outros integrantes do governo deixarão seus cargos.
A possibilidade de Rubio concorrer em 2028 também o coloca em uma disputa potencial com Vance pela liderança do Partido Republicano. Por enquanto, contudo, o secretário não anunciou candidatura nem confirmou intenção de renunciar. A permanência no governo, segundo avaliações ouvidas pelos veículos, também poderia permitir que ele atuasse como uma voz moderadora após o resultado eleitoral.












