A juíza federal Tanya Chutkan suspendeu por 14 dias a construção do arco triunfal, monumento planejado por Donald Trump em Washington. A decisão saiu menos de uma hora depois de uma comissão federal aprovar o projeto, que o presidente chegou a dizer que seria dedicado a ele mesmo.
A Comissão de Planejamento da Capital Nacional aprovou a obra por oito votos a quatro, após mais de oito horas de audiência pública. Mais de 120 pessoas se manifestaram contra o projeto, entre elas veteranos de guerra. A ordem judicial impede que o governo inicie ou realize atividades relacionadas à construção nas proximidades do local previsto.
Com 76 metros de altura, o arco ficaria perto do Cemitério Nacional de Arlington e do Memorial de Lincoln. Críticos afirmam que a dimensão e a localização da estrutura prejudicariam a vista de marcos históricos e comprometeriam a solenidade dos funerais em Arlington. Eles também contestam a legalidade do projeto por não haver autorização do Congresso para a construção.
Trump apresentou o arco como parte de seu legado em Washington. Quando um jornalista perguntou a quem a estrutura seria dedicada, ele apontou para si e respondeu: “A mim”. Depois, afirmou que o monumento homenagearia o aniversário de 250 anos dos Estados Unidos, as Forças Armadas e o país. Os opositores, porém, classificaram a obra como um projeto de vaidade.
A disputa também envolve o processo de análise dos impactos sobre áreas históricas. Um relatório do Serviço Nacional de Parques apontou possíveis efeitos adversos sobre até 42 locais, incluindo o Cemitério Nacional de Arlington e o corredor do Memorial de Lincoln. O governo havia indicado que poderia começar a construção assim que obtivesse a aprovação da comissão.
A suspensão temporária mantém o projeto parado enquanto a ação judicial avança. A decisão não encerra a disputa sobre a obra nem representa uma proibição definitiva da construção.












