A Prefeitura de Goiânia anunciou que pediu o distrato dos convênios com a Fundação Hospital das Clínicas da UFG (Fundahc) para gestão das maternidades municipais Dona Iris, na Vila Redenção; Célia Câmara, no Conjunto Vera Cruz; e Nascer Cidadão,no Jardim Curitiba. Afetadas por desabastecimento, elas suspenderam na semana passada a realização de cirurgias eletivas.
Na sexta-feira à noite, o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Joaquim de Castro, concedeu medida cautelar e determinou à Prefeitura de Goiânia que tomasse as medidas necessárias para restabelecer o pleno funcionamento das unidades no prazo de três dias. A medida foi pedida pela vereadora Aava Santiago. Ontem, o município anunciou o pedido de distrato depois de uma reunião entre as partes envolvidas.
Em nota, a Fundahc negou que tenha sido solicitado o distrato à fundação. “Foi informado, na reunião, que foi uma determinação do prefeito”. A fundação também adiantou que cirurgias e processos eletivos que necessitam de insumos continuam suspensos nas unidades, salvo casos de urgência ou para os quais há insumos em estoque. Segundo a Fundahc, a dívida da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) chega a R$ 67 milhões. Já a SMS informou que está discutindo com a Fundahc a formação de uma equipe de transição.














