O presidente da Alego afirma que ainda não conversou com o governador Ronaldo Caiado sobre uma eventual candidatura à Prefeitura de Goiânia em 2024 e que está aguardando a decisão do TSE sobre apossibilidade de Gustavo Mendanha ser candidato na capital. Enquanto isso, ele diz estar focado na gestão da Alego, onde a prioridade é reduzir gastos.
TRIBUNA DO PLANALTO – O senhor estava aguardando a decisão do TSE sobre a possibilidade de candidatura de Gustavo Mendanha para decidir sobre sua candidatura a prefeito de Goiânia. Já há um parecer contrário à consulta do MDB. O senhor é pré-candidato a prefeito de Goiânia?
BRUNO PEIXOTO – Em relação ao TSE, haverá um julgamento no pleno e vamos aguardar. Gosto muito do Gustavo Mendanha, ele é muito capacitado, íntegro, tem uma capacidade de gestão, é muito capacitado para gerir e, conforme todos que falam da sua pessoa, e eu comprovei isso, cumpre os acordos e compromissos com a sociedade. Eu tenho certeza que se Gustavo Mendanha conseguir no pleno do TSE a liberação para candidatar-se, vou apoiá-lo com imenso prazer, vou de casa em casa na nossa capital com o intuito de ajudá-lo, porque sei que tem capacidade de gestão e vai cuidar bem da nossa cidade de Goiânia.
Apesar de ter sido o deputado estadual mais bem votado no estado, nas pesquisas de intenção de votos aparece em média com 7% . A que atribui esse resultado?
Eu em nenhum momento me coloquei como candidato a prefeito da nossa capital. Fui vereador por dois mandatos, sendo o vereador reeleito mais votado na história de Goiânia e conheço cada canto da cidade. Evidentemente, quando assumi o mandato de deputado estadual, trabalhei muito por todas as cidades goianas, levando benefícios, participando das atividades políticas, cuidando da população. Por ter sido vereador por dois mandatos na capital e sempre ter participado de campanhas em Goiânia, nasci em Goiânia, fui criado em Goiânia, conheço cada canto da cidade, é natural que o meu nome surja de alguma maneira nas pesquisas. Inclusive fico feliz de estar sendo lembrado pela população. Eu não disputei nenhuma eleição majoritária até o momento, como outros nomes que estão melhor pontuados, que já disputaram eleições majoritárias, seja para a prefeitura, seja para o governo. Eu nunca disputei. A população está lembrando do meu nome para gerir a capital, mas repito, não coloquei o meu nome à disposição para disputar a eleição na capital ou como pré-candidato em nenhum momento. Estou à disposição do meu partido se necessário for, mas estou pronto para apoiar outro candidato.
O neto do ex-senador Mauro Miranda, Felipe Cecílio, se lançou pré-candidato pelo MDB. Isso pode influenciar em sua decisão de ser candidato?
Fico feliz de mais nomes se colocarem à disposição dentro da nossa base, como esse jovem, que é trabalhador, que tem um grande conhecimento e tem um exemplo dentro de casa, que é o ex-senador Mauro Miranda. Fico feliz, como o deputado Charles Bento, do MDB, que também já se colocou à disposição, o deputado Virmondes Cruvinel, que também já se colocou à disposição. Eu fico feliz por mais nomes surgirem, colocando-se à disposição dos partidos, para, se necessário for, dentro da nossa base, disputarem a eleição para a capital. Eu vou caminhar de mãos dadas com o governador, Ronaldo Caiado, e com Daniel Vilela nas eleições de 2024 e de igual modo nas de 2026.
O senhor se reuniu com a bancada do MDB recentemente. Seria para buscar apoio dos vereadores a uma eventual candidatura?
Eu tenho me reunido constantemente com vereadores de Goiânia e com líderes da capital, e sempre fiz essas reuniões, que estão tendo maior notoriedade por ser presidente da assembleia. Essas reuniões, antes da presidência, sempre foram constantes, tanto é que em todas as eleições tenho uma votação expressiva na capital.
Caso o senhor não tivesse saído do MDB seria o candidato natural do partido. Arrepende-se de ter deixado o MDB?
De maneira nenhuma, foi consenso entre mim, o governador Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. Foi um acordo que fizemos, uma estratégia para montarmos chapas de candidaturas. Candidatos a deputado mandatário até 30 mil votos, da nossa base, foram para o MDB, acima de 30 mil votos foram para o União Brasil. Mas hoje MDB e União Brasil trabalham como um partido único, têm a mesma sintonia. Fico feliz de estar no União Brasil e a certeza de que o MDB e o União Brasil trabalham em extrema sintonia com um só objetivo.
O senhor conta com o apoio do governador Ronaldo Caiado em sua intenção de deixar a presidência da assembleia para ser candidato a prefeito de Goiânia?
É o contrário: eu vou apoiar o candidato indicado pelo governador Ronaldo Caiado, seja quem for. Pode ser o Vanderlan (Cardoso, do PSD), Rogério Cruz (Republicanos), Virmondes Cruvinel (UB), Charles Bento (MDB). O candidato que o nosso governador Ronaldo Caiado indicar terá o meu apoio.
Mas o senhor já buscou o apoio do governador para uma eventual candidatura a prefeito de Goiânia?
Não falei sobre isso até mesmo porque eu estou muito focado na gestão da assembleia, em reduzir os custos com a manutenção da máquina. Vou dar um exemplo: acabamos com o contrato de locação de veículos. São R$12 milhões de economia no período de cinco anos e a frota própria que foi adquirida foi incorporada ao patrimônio dos goianos, que é quem mantém a Assembleia Legislativa do Estado. Temos que fazer uma gestão de excelência. Cortei o aluguel com as máquinas de café; estamos implantando todo o sistema digital para apresentação de projetos, requerimentos, reduzindo a utilização de papéis, preservando o meio ambiente e fazendo economia; reduzimos, conforme preconiza a legislação, 25% dos contratos na área de informática e outros. Temos trabalhado diuturnamente com intuito de redução. Prova se faz que já devolvemos ao governo do estado – todos sabem a sintonia que tenho com o governador Ronaldo Caiado – quase R$ 40 milhões, a maior devolução na história de 188 anos de existência do Poder Legislativo estadual. Destes, R$ 6 milhões foram para a construção do Complexo Oncológico de Referência, o Cora, hospital oncológico que o governador tem um grande amor em estar construindo; R$ 8 milhões foi para o Corpo de Bombeiros Militar; e R$ 2 milhões para o projeto de duplicação da rodovia de Bela Vista até Catalão.
Tenho vários projetos para Goiânia e mesmo que não dispute a eleição para a prefeitura da capital, eu nasci em Goiânia e conheço cada canto da cidade; fui líder de Iris Rezende na Câmara e de Ronaldo Caiado na Assembleia Legislativa, e hoje presido a Casa. “
O senhor tem um projeto para Goiânia, mesmo que não formalizado? Quais os principais pontos?
Tenho vários. Como eu tenho dito: por mais que não dispute a eleição para a prefeitura da capital, eu nasci em Goiânia e conheço cada canto da cidade; fui líder de Iris Rezende na Câmara; fui líder de Ronaldo Caiado na Assembleia Legislativa e hoje presido a assembleia. Entre os projetos, cito os modais de transporte, porque temos que ampliar os modais de transporte público. Está na hora de Goiânia debater o VLT, veículo leve sobre trilhos; de debater metrô de superfície e também subterrâneo; está na hora de mudarmos toda a frota para ônibus elétricos climatizados; está na hora da saúde ser regionalizada; não dá mais para a pessoa ir ao Cais do setor Novo Mundo e não ter todas as especialidades ali. A população, para consultar com um ortopedista, sai lá do Jardim Novo Mundo, atravessa a cidade para ir ao Crof (Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia), que fica em Campinas. Está na hora de mudar. Todos os Cais têm que ter médicos especialistas e ter urgência e emergência. Não dá mais porque a população está sendo muito penalizada em ter que atravessar a cidade em busca de um médico especialista em um centro de referência. As especialidades têm que estar nas regiões. Temos regiões na capital superiores a 200 mil habitantes. Tem que ter ali um Cais que tenha todas as especialidades médicas. Precisamos criar centros de desenvolvimento regional, os polos industriais para as regiões da cidade. A população da região Noroeste tem que ter indústrias ali. Temos que ter toda a acessibilidade e fortalecimento das regiões.
O município tem condições para executar esse projeto na área de saúde, sabendo, por exemplo, que as maternidades da capital estão suspendendo o atendimento por falta de pagamento da prefeitura de Goiânia?
Sim. Tem orçamento para isso e eu espero que faça. Espero que o prefeito Rogério Cruz possa aplicar as sugestões que já passei para ele. A regionalização da saúde é de grande importância. Uma mãe com seu filho ter que pegar um ônibus atrás de um pediatra, atravessar a cidade, não dá. Temos que ter as especialidades em todos os Cais, durante 24 horas, e em todas as regiões.
O atraso recente no repasse do duodécimo por parte do governo foi uma demonstração de insatisfação do Caiado em razão da antecipação do salário dos servidores da casa e do projeto das emendas impositivas?
De maneira nenhuma. Nós recebemos com dois dias de antecedência no mês de julho e um dia posterior no mês de agosto. Isso é um acordo entre os poderes. Recebemos dois dias antes no mês anterior e um dia depois no mês seguinte. Nenhum problema.
Como está a discussão sobre o aumento das emendas impositivas de 1,2% para 2%?
Em relação ao orçamento impositivo, foi aprovado no Congresso Nacional, já tem a sua aplicação em nível nacional, e estamos dialogando com o governo estadual. Hoje temos 1,2% do orçamento e estamos trabalhando para que haja um escalonamento para a votação de 2024 e exercício de 2025, chegando a 2026 com 2%. Porque temos que lembrar que o estado de Goiás vive em regime de recuperação fiscal.

O senhor anunciou novo concurso para 150 vagas. Considerando que a Alego conta com 1,1 mil comissionados e o senhor anunciou também uma auditoria para reduzir esse número, quantos cargos comissionados devem ser eliminados e como deve ficar o quadro de funcionários da Casa?
Estamos reduzindo tudo; reduzindo em 40% as mídias que divulgam as ações dos deputados estaduais, todas as ações que possam gerar despesas para que possamos ter sintonia com o governador Ronaldo Caiado e devolver o recurso para investimentos em obras. Em relação a cargos comissionados, conforme preconiza a legislação federal, temos como base o gabinete do deputado federal. Esse número, em relação a valores, continua o mesmo. Houve alteração em relação ao quantitativo. O deputado tem a opção, dentro daquele valor, de colocar um número maior de servidores, sendo no mínimo 25 e no máximo 95 pessoas, e assim tem a possibilidade de atender um número maior de cidades. Nós temos 7 milhões de habitantes, 246 municípios e um trabalho muito grande a ser feito. Temos 180 departamentos que trabalham diuturnamente para servir a população. Em relação aos cargos comissionados, temos um serviço a ser prestado e estamos trabalhando para que, em 2024, tenhamos um concurso público superior a 150 vagas. Lembrando que hoje existem 411 servidores efetivos e que para os gabinetes não podemos efetuar concurso público e o maior número de cargos comissionados está nos gabinetes.













