A Polícia Civil informou nesta terça-feira (04), durante coletiva de imprensa, que chegou até Carlos César Savastano de Toledo, mais conhecido como Cacai Toledo, após uma denúncia anônima. Segundo o delegado-geral da corporação, André Ganga, ele passou a ser monitorado a pelo menos 20 dias e já havia sido procurado em vários estados e até fora do país, já que estava incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. Cacai foi preso ontem (03) em Samambaia, no Distrito Federal, e, de acordo com a Polícia Civil, o dono da residência onde ele estava já possuía vínculo com a família do procurado.
Carlos Toledo estava foragido desde novembro do ano passado, quando foi considerado réu pela Justiça pela morte do empresário Fábio Escobar, assassinado em 2021, em Anápolis.
A Polícia Civil diz que Cacai provavelmente passou por diversos estados do País e também pelo Paraguai, até chegar ao Distrito Federal. “O que podemos informar é que ele passou, sim, pelo estado de São Paulo, Minas Gerais e provavelmente também esteve no Paraguai”, disse o delegado.
Uma suposta rede de apoio, que o ajudou a fugir durante os sete meses, será agora alvo também da investigação e deve responder pelo crime de favorecimento pessoal.
O advogado do ex-presidente do Democratas, em Anápolis, Cacai Toledo, Demóstenes Torres, destacou por meio de nota que a única condição imposta para que seu cliente se entregasse à Justiça fosse garantias de proteção e que sua vida fosse protegida. Alegando inocência, a defesa diz que Cacai “teme, com razão, os verdadeiros mandantes do crime praticado contra Fábio Escobar”, salientou.
“Agora, com o cumprimento do mandado de prisão, confia que sua integridade seja preservada pelas forças de segurança pública, Ministério Público e Poder Judiciário”, pontuou por meio de nota.













