Em assembleia realizada nesta segunda-feira, 14, mais de 300 peritos criminais e médicos legistas do Estado de Goiás decidiram rejeitar o Plano de Carreira e Remuneração (PCR) proposto pelo Governo do Estado. O encontro foi convocado pelo Sindicato dos Peritos Criminais e Médicos Legistas do Estado de Goiás (Sindperícias-GO) e pela Associação dos Peritos em Criminalística do Estado de Goiás (Aspec-GO), e reuniu profissionais de várias regiões do estado.
A categoria está em busca de equiparação salarial com outras forças policiais goianas, que estão entre as mais valorizadas do país. Em contrapartida, os peritos criminais e médicos legistas de Goiás ocupam apenas a 18ª posição no ranking nacional de remuneração, resultado de anos sem reajuste salarial — o último ocorreu em 2013. A proposta apresentada pelo governo não altera essa colocação.
Além de figurarem entre os profissionais de segurança pública mais mal remunerados do Brasil, os peritos e médicos legistas destacam que o plano oferecido pelo governo não acompanha os ganhos já concedidos a outros servidores da área de Segurança Pública no estado, um descompasso que, segundo a categoria, se arrasta há duas décadas.
Outro ponto de insatisfação é a exclusão de aposentados e pensionistas da proposta, além do aumento para 30 anos no tempo necessário para se alcançar o topo da carreira. A categoria considera essas condições inaceitáveis, o que levou à rejeição do plano.
Diante do impasse, o sindicato informou que irá apresentar uma contraproposta ao governo. Caso a nova proposta não seja aceita, uma agenda de mobilização foi aprovada durante a assembleia e poderá culminar em novas ações por parte da categoria, incluindo protestos e paralisações.












