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Médicos de Goiânia suspendem greve após SMS atender reivindicações; categoria permanece em alerta

Greve estava marcada para a próxima segunda-feira (11)


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 08/11/2024 - 09:32

Médicos que atuam na rede municipal de Goiânia decidem suspender greve (Foto: Divulgação)

O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) anunciou nesta quinta-feira (7), a suspensão da greve dos médicos credenciados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, prevista para começar na próxima segunda-feira, 11 de novembro. Em nota oficial, o sindicato comunicou que a paralisação foi cancelada após a SMS realizar o pagamento dos salários atrasados, uma das principais demandas da categoria, e sinalizar compromisso com outras pautas urgentes.

A decisão, tomada após assembleia realizada nesta quinta-feira (7), reflete o atendimento, ainda que temporário, das reivindicações dos profissionais que atuam nos Centros de Atendimento Integral à Saúde (CAIS) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. A presidente do sindicato, Franscine Leão, explicou que a categoria optou pela suspensão para não comprometer o atendimento à população, mas reforçou que a situação financeira e as condições de trabalho dos médicos continuam a ser uma preocupação.

“Nossos médicos enfrentaram um longo período de incerteza e insatisfação, não apenas pelos atrasos nos pagamentos, mas também pelas condições de trabalho que têm se mostrado precárias. Embora o pagamento tenha sido efetuado, estamos atentos para que essa situação não se repita”, declarou Franscine Leão.

A suspensão da greve representa um alívio para a população, que temia a interrupção dos atendimentos em áreas essenciais da saúde pública. No entanto, o SIMEGO afirmou que a categoria continuará em estado de alerta, pronta para retomar mobilizações caso os problemas com a SMS persistam. Além dos pagamentos, os médicos cobram melhorias nas condições de trabalho e maior regularidade nos repasses para evitar novos períodos de instabilidade.

O cancelamento da paralisação não encerra a pressão sobre a SMS de Goiânia. O sindicato reforçou que a suspensão foi motivada pelo cumprimento parcial das demandas e que continuará a monitorar a atuação da secretaria. “Não podemos nos acomodar. A SMS precisa manter a pontualidade dos pagamentos e implementar melhorias nas condições de trabalho para que os profissionais possam exercer suas funções com segurança e dignidade”, ressaltou a presidente do sindicato.

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