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Três senadores por Goiás assinam pedido de impeachment de Moraes

Pedro Chaves, suplente de Vanderlan, assinou a pedido do titular; Kajuru foi um dos primeiros a pautar o assunto e Wilder reforça ofensiva bolsonarista no Senado


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 07/08/2025 - 08:01

Wilder Morais em ato bolsonarista, em 3 de agiosto de 2025, quando o senador pediu impeachment de Moraes e disse que vai para enfrentamento (Foto: Reprodução / Instagram)
Wilder prometeu pressionar os colegas para pautar o impeachment do ministro, em evento bolsonarista no último domingo (Reprodução / Instagram)

Os três senadores goianos Jorge Kajuru (PSB), Pedro Chaves (MDB) e Wilder Morais (PL) assinaram o pedido de abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento, liderado por integrantes da base do ex-presidente Jair Bolsonaro, já soma 40 assinaturas, uma a menos do número mínimo exigido para que a denúncia seja admitida no plenário do Senado.

A divulgação da lista faz parte de uma ofensiva política capitaneada pelo líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), que publicou nas redes sociais uma imagem com os rostos dos parlamentares que aderiram à iniciativa. O texto acusa Moraes de abuso de autoridade e afronta ao devido processo legal, especialmente por sua atuação nos inquéritos que envolvem aliados de Bolsonaro.

O regimento do Senado exige 41 votos (maioria absoluta) para admitir o processo. Para que o ministro seja efetivamente afastado do cargo, seria necessário o apoio de 54 senadores, o equivalente a dois terços da Casa. No entanto, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a decisão de aceitar ou não o pedido, e até o momento, ele não demonstrou disposição para avançar com a pauta.

Posicionamentos

O senador Pedro Chaves (MDB) afirmou à coluna Giro, do jornal O Popular, que assinou o requerimento a pedido do senador licenciado Vanderlan Cardoso (PSD), de quem Chaves é suplente.

Em nota enviada à Tribuna do Planalto, Vanderlan Cardoso afirma desde o ano passado, manifestou “preocupação com esses excessos, ao assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Morais” e criticou a “concentração de poder dentro do Supremo Tribunal Federal” de Moraes que, em sua avaliação, investiga, denuncia e julga no mesmo processo.

“A iniciativa amplia a pressão sobre Alcolumbre em meio à crise institucional entre parte do Congresso e o STF. Mesmo com a mobilização, lideranças do Senado e do próprio governo federal avaliam que o processo tem poucas chances de prosperar, seja pelo rito político, seja pelo temor de agravamento da tensão entre os Poderes”, destaca Vanderlan.

Wilder Moraes (PL) subiu o tom contra o ministro em manifestação bolsonarista, no último domingo (3), e disse que vai pressionar os colegas para pautar o impeachment do ministro. As declarações marcam uma mudança de posicionamento de Wilder, um dos articuladores da indicação de Moraes à vaga na Corte.

Jorge Kajuru é autor de dois pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, desde 2021. Em setembro de 2024, durante pronunciamento no Senado, Kajuru cobrou da imprensa que lhe dê crédito pela iniciativa.

“Eu fui o pioneiro em pedir o impeachment de um ministro, exatamente o do Alexandre de Moraes”, discursou ao mencionar a coleta de 5 milhões de assinaturas em abaixo-assinado organizado pelo jornalista Caio Coppolla.

Presidente descarta pressão

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre afirmou a senadores que não vai “aceitar chantagem” e que não há clima para impeachment de Moraes. Além disso, diante da obstrução da Mesa Diretora por um grupo de parlamentares, ele marcou uma sessão deliberativa remota para esta quinta-feira (7), às 11 horas, para “garantir o funcionamento da Casa e impedir que a pauta legislativa, que pertence ao povo brasileiro, seja paralisada”.

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