O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo faleceu na madrugada deste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto para tratar uma pneumonia. A instituição confirmou que complicações decorrentes da doença foram a causa da morte.
Filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma das trajetórias mais respeitadas da literatura nacional. Com mais de 70 livros publicados e cerca de 5,6 milhões de exemplares vendidos, tornou-se referência pela escrita leve, bem-humorada e capaz de transformar situações cotidianas em textos inteligentes e críticos.
Ao longo da carreira, escreveu para veículos como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora, além de ver suas crônicas adaptadas para a televisão, como na série Comédias da Vida Privada (1995-1997), exibida pela Rede Globo.
Saúde debilitada nos últimos anos
Verissimo enfrentava diversos problemas de saúde. Desde 2016, usava um marca-passo; em 2020, foi diagnosticado com câncer ósseo; no ano seguinte, sofreu um AVC que limitou sua comunicação e o afastou da escrita. Além disso, lidava com a doença de Parkinson.
Apesar das dificuldades, manteve-se ativo intelectualmente e costumava refletir sobre a própria finitude com o mesmo humor que marcou sua obra. Em entrevistas, chegou a dizer que “a morte é uma sacanagem”, frase que virou símbolo de seu olhar irônico sobre a vida.
Legado na literatura e na cultura
Entre os títulos mais conhecidos estão O Analista de Bagé (1981), Ed Mort e Outras Histórias (1979) e Comédias da Vida Privada (1994). Na televisão, também colaborou com programas de humor como TV Pirata e Viva o Gordo.
Luis Fernando Verissimo deixa um legado de textos que atravessaram gerações, combinando humor, crítica social e lirismo. Seu trabalho continua a influenciar escritores, jornalistas e roteiristas em todo o país.













