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Presos suspeitos de fraudes que movimentaram R$ 7 mi pela internet

Mandados foram cumpridos em Goiânia, Trindade, Goianira e Anhanguera; vítimas perderam dinheiro em golpes como o do “falso intermediário”


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 17/09/2025 - 10:20

operação “Fake Seller
Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca domiciliar nas cidades de Goiânia, Trindade, Goianira e Anhanguera. (Imagem: Polícia Civil)

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) da 17ª Delegacia Regional, deflagrou na última terça-feira (16) uma operação contra um grupo criminoso especializado em fraudes virtuais. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca domiciliar nas cidades de Goiânia, Trindade, Goianira e Anhanguera.

Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 7 milhões entre março de 2022 e janeiro de 2024 com a prática de estelionatos pela internet.

Como o esquema funcionava

A apuração começou após o registro de um caso em Padre Bernardo (GO). A vítima, moradora do município, perdeu R$ 45 mil em um golpe conhecido como “falso intermediário”, quando criminosos se passam por terceiros confiáveis em negociações virtuais para enganar compradores ou vendedores.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou dois núcleos de atuação dentro da organização criminosa:

  • Núcleo de engenharia social: responsável pelo contato direto com as vítimas, utilizando artifícios para convencer os alvos a realizar transferências bancárias;

  • Núcleo financeiro: encarregado de movimentar e pulverizar os valores ilícitos, dificultando o rastreamento do dinheiro.

A corporação informou que as apurações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e rastrear a destinação dos recursos obtidos com os golpes. O objetivo é reunir provas que reforcem a responsabilização criminal dos suspeitos e ampliar a rede de proteção contra esse tipo de fraude.

O que é o golpe do falso intermediário

É um tipo de fraude em transações online, geralmente envolvendo bens de valor como veículos usados ou seminovos. O golpista se apresenta como um “intermediário” entre vendedor e comprador, ou clona anúncios legítimos para enganar compradores ou vendedores.

Como funciona (etapas comuns)

  1. Identificação do anúncio válido – o criminoso acha um anúncio real de venda de veículo, por exemplo.

  2. Coleta de informações – ele contata o anunciante original, pede fotos, documentos, dados etc.

  3. Criação de anúncio falso – usando essas informações, ele faz um novo anúncio, geralmente com preço inferior para atrair compradores.

  4. Contato com comprador – aparece alguém interessado via anúncio falso. O intermediário costuma marcar encontro ou vistoria, convencendo ambas as vítimas de que ele é pessoa confiável.

  5. Pagamento para o intermediário – o comprador transfere dinheiro para uma conta que não pertence ao vendedor, mas sim ao golpista. Normalmente, os dados bancários são de terceiros ou de contas “laranjas”.

  6. Desaparecimento / interrupção da comunicação – depois do pagamento, o criminoso “some”, bloqueia comunicações, não repassa o valor ao vendedor, deixando ambos lesados.

Sinais de alerta

  • Oferta muito abaixo do valor de mercado.

  • Intermediário que evita comunicação direta com o vendedor ou comprador real, ou evita vídeo chamadas/presencialidades.

  • Pedido de sigilo (“não fale sobre preço com o outro”) ou justificativa de urgência ou motivo emocional para a pressa.

  • Conta bancária em nome de terceiros / alguém diferente do anunciante original.

  • A insistência em pagamentos antecipados, ou de que parte do valor seja enviado antes de todo o negócio ser formalizado.

Como se prevenir

  • Verificar a procedência do anúncio original. Se for veículo, por exemplo, checar documentação, histórico, procedência.

  • Negociar sempre diretamente com o vendedor, evitando intermediários desconhecidos.

  • Não retirar anúncios originais até que o negócio esteja confirmado.

  • Confirmar que a conta para qual será feito o pagamento pertence ao vendedor ou a pessoa legalmente responsável.

  • Documentar toda a negociação (conversas, anúncios, prints, gravações , comprovantes).

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