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Presidente falta à 100ª sessão do ano legislativo

Bruno Peixoto tem faltado às sessões ordinárias, transferindo a condução dos trabalhos para o 1º vice-presidente, Issy Quinan


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 30/11/2025 - 09:32

As ausências de Bruno Peixoto ocorrem em um momento de intensa movimentação nos bastidores políticos de olho na sucessão estadual e federal de 2026.

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), não participou da sessão ordinária que marcou a 100ª reunião plenária do ano legislativo. A condução dos trabalhos ficou, mais uma vez, a cargo do 1º vice-presidente, Issy Quinan (MDB), que tem assumido o comando das sessões diante das ausências recorrentes do titular.

Embora a sucessão seja prevista e legítima dentro da estrutura de comando, a frequência das ausências tem levantado discussões internas sobre a representatividade e a função do líder do Poder Legislativo na rotina de debates e votações.

De acordo com o Regimento Interno da Assembleia, as responsabilidades do presidente vão muito além de meramente sentar-se à cadeira principal durante as deliberações. O texto estabelece que o presidente “representa a Assembleia administrativa, judicial e extrajudicialmente, dentro ou fora dela, regula seus trabalhos e fiscaliza sua ordem, na conformidade deste Regimento”. Quanto às sessões da Assembleia, cabe ao presidente abrir, presidir, suspender e encerrar as sessões.

A atribuição de representar e regular os trabalhos indica um papel de articulação e fiscalização que exige a presença e a liderança ativa do presidente, especialmente em momentos de intensa discussão política. 

Eleições 2026

As ausências de Bruno Peixoto ocorrem em um momento de intensa movimentação nos bastidores políticos de olho na sucessão estadual e federal de 2026. O presidente da Alego, que atualmente pertence ao União Brasil (com rumores de migração para o PRD), é uma peça-chave do jogo político goiano.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), já tem data marcada para deixar a gestão: 4 de abril de 2026. A saída visa cumprir o processo de desincompatibilização, uma vez que o líder do União Brasil planeja disputar a Presidência da República.

Com a renúncia de Caiado, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) assumirá o governo do estado, condição que fortalece Vilela, que se tornará o candidato a governador em exercício do poder.

Ao assumir o Palácio das Esmeraldas, Daniel Vilela ganhará, de imediato, um vice: o próprio presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto. O dispositivo legal coloca Bruno Peixoto na linha de sucessão imediata do governo. Na prática, se Daniel Vilela precisar se ausentar do estado, Bruno Peixoto assumirá interinamente o comando do Executivo. Na hipótese de viagem de ambos, o posto será ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Leandro Crispim.

Neste cenário de articulações e preparativos para 2026, a agenda do presidente da Alego se expande para além das paredes do Legislativo, o que pode justificar o maior número de ausências nas sessões ordinárias em detrimento de compromissos externos de natureza política ou administrativa.

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